PorJoão Ribeiro Oliveira
A Bíblia não começa com um grande conjunto de argumentos para provar a existência de Deus. Não começa com uma abordagem profunda, nem com algum tipo de analogia adjacente ou algo semelhante. A Bíblia apenas diz: "No princípio...Deus" (Gen 1.1).
Ora, se os seres humanos fossem o teste de tudo, isso não faria sentido porque, neste caso, teríamos o direito de assentar-nos e julgar sobre a probabilidade da existência de Deus, avaliarmos as evidências e sairmos com certa possibilidade de que talvez exista algum tipo de deus. Assim, nos tornaríamos juízes de Deus. Mas o Deus da Bíblia não é assim.
A Bíblia começa de maneira simples, porém categórica: "No princípio...Deus". Ele existe. Ele não é objeto que nós avaliamos. Ele é o Criador que nos fez, e isso muda toda a dinâmica.
Fonte: http://www.ultimato.com.br/comunidade-conteudo/o-deus-presente
quarta-feira, 7 de maio de 2014
domingo, 4 de maio de 2014
In-diferença
Por Pedro Paulo
Domingo passado (27 de abril), durante a partida entre Barcelona e Villareal pelo campeonato espanhol, um torcedor atirou uma banana perto do jogador brasileiro Daniel Alves, que num gesto rápido, comeu a fruta. Eu particularmente, achei muito positivo que o jogador não tenha feito nenhum gesto obsceno àquela tentativa de ofensa.
Esse fato gerou repercussão imediata na mídia e produziu essa declaração ("Eu também gosto de bananas") que vem sendo feita por jogadores, artistas, pessoas famosas e se espalha pelos quatro cantos do mundo em um ato de indignação contra o racismo e a favor da atitude do jogador brasileiro.
Atitudes racistas contra jogadores e outras classes de pessoas tem sido muito comum e infelizmente continuarão ocorrendo em todo o mundo. Não pretendo afirmar qual seria a melhor forma de repúdio que merece um tolo que comete esse tipo de crime. No livro de Provérbios 13.16, temos: "Todo prudente age com conhecimento, mas o tolo espraia a sua loucura".
A in-diferença que as pessoas manifestam pelos outros é um grande pecado que demonstra falta de amor. O des-amor é o oposto do ensinamento nas Sagradas Escrituras, pois ela nos revela que "Deus é amor". Em I João 4.8 lemos assim:"Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor".
Ainda temos em I João 4.20: "Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê". A intolerância, o racismo e outras formas de indiferenças que muitos tem usado para excluir as pessoas da sua maneira de pensar, são atitudes de quem não tem a capacidade de amar. Simplesmente, é isso...
Fonte: http://razaodaindignacao.blogspot.com.br/
Domingo passado (27 de abril), durante a partida entre Barcelona e Villareal pelo campeonato espanhol, um torcedor atirou uma banana perto do jogador brasileiro Daniel Alves, que num gesto rápido, comeu a fruta. Eu particularmente, achei muito positivo que o jogador não tenha feito nenhum gesto obsceno àquela tentativa de ofensa.
Esse fato gerou repercussão imediata na mídia e produziu essa declaração ("Eu também gosto de bananas") que vem sendo feita por jogadores, artistas, pessoas famosas e se espalha pelos quatro cantos do mundo em um ato de indignação contra o racismo e a favor da atitude do jogador brasileiro.
Atitudes racistas contra jogadores e outras classes de pessoas tem sido muito comum e infelizmente continuarão ocorrendo em todo o mundo. Não pretendo afirmar qual seria a melhor forma de repúdio que merece um tolo que comete esse tipo de crime. No livro de Provérbios 13.16, temos: "Todo prudente age com conhecimento, mas o tolo espraia a sua loucura".
A in-diferença que as pessoas manifestam pelos outros é um grande pecado que demonstra falta de amor. O des-amor é o oposto do ensinamento nas Sagradas Escrituras, pois ela nos revela que "Deus é amor". Em I João 4.8 lemos assim:"Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor".
Ainda temos em I João 4.20: "Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê". A intolerância, o racismo e outras formas de indiferenças que muitos tem usado para excluir as pessoas da sua maneira de pensar, são atitudes de quem não tem a capacidade de amar. Simplesmente, é isso...
Fonte: http://razaodaindignacao.blogspot.com.br/
quarta-feira, 30 de abril de 2014
O trabalho para a glória de Deus
John Stott
Deus organizou deliberadamente a vida de tal maneira que ele precisa da cooperação dos seres humanos para o cumprimento dos seus propósitos. Ele não criou o planeta terra para ser produtivo por si mesmo; os seres humanos tinham que subjugá-lo e desenvolvê-lo. Ele não fez um jardim cujas flores se abririam e os frutos amadureceriam por conta própria; ele designou um jardineiro para cultivar a terra. Chamamos isso de “mandato cultural” que Deus deu à raça humana. “Natureza” é o que Deus nos dá; “cultura” é o que nós fazemos com ela. Sem um agricultor humano, todo jardim ou campo se degeneraria rapidamente, transformando-se num deserto.
Na verdade, Deus fornece o solo, a semente, o sol e a chuva, mas nós temos que arar, plantar e colher. Deus fornece as árvores frutíferas, mas nós temos que podá-las e apanhar os frutos. Como Lutero disse certa vez num sermão sobre Gênesis, “Pois por seu intermédio Deus trabalhará todas as coisas; ele vai ordenhar as vacas e desempenhar as tarefas mais humildes por meio de você, e todas as tarefas, da maior até a menor, serão agradáveis a ele”. De que valeria a provisão que Deus faz para nós de uma vaca cheia de leite se nós não estivéssemos lá para ordenhá-la?
Assim, há cooperação, na qual nós realmente dependemos de Deus, mas na qual (acrescentamos reverentemente) ele também depende de nós. Deus é o Criador; o homem é o agricultor. Cada um necessita do outro. No bom propósito de Deus, criação e cultivo, natureza e criação, matéria-prima e perícia profissional humana são indissociáveis.
Esse conceito de colaboração divino-humana é aplicável a todas as tarefas honrosas. Deus se humilhou e nos honrou ao fazer-se dependente da nossa cooperação. Observe o bebê humano, talvez a mais desamparada de todas as criaturas de Deus. As crianças são, sem dúvida, “presentes do Senhor”, embora a procriação seja, em si mesma, uma forma de cooperação. Depois do nascimento, é como se Deus lançasse o recém-nascido nos braços da mãe e dissesse: “Agora você cuida”. Ele confia aos seres humanos a criação de cada criança. Nos primeiros dias o bebê parece até ser parte da mãe, de tão próximos que os dois estão. E por muitos anos as crianças são dependentes de seus pais e professores.
Assim, há cooperação, na qual nós realmente dependemos de Deus, mas na qual (acrescentamos reverentemente) ele também depende de nós. Deus é o Criador; o homem é o agricultor. Cada um necessita do outro. No bom propósito de Deus, criação e cultivo, natureza e criação, matéria-prima e perícia profissional humana são indissociáveis.
Esse conceito de colaboração divino-humana é aplicável a todas as tarefas honrosas. Deus se humilhou e nos honrou ao fazer-se dependente da nossa cooperação. Observe o bebê humano, talvez a mais desamparada de todas as criaturas de Deus. As crianças são, sem dúvida, “presentes do Senhor”, embora a procriação seja, em si mesma, uma forma de cooperação. Depois do nascimento, é como se Deus lançasse o recém-nascido nos braços da mãe e dissesse: “Agora você cuida”. Ele confia aos seres humanos a criação de cada criança. Nos primeiros dias o bebê parece até ser parte da mãe, de tão próximos que os dois estão. E por muitos anos as crianças são dependentes de seus pais e professores.
Até mesmo na idade adulta, apesar de dependermos de Deus para a própria vida, dependemos uns dos outros para as necessidades da vida. Isso inclui não apenas as necessidades básicas da vida física (alimento, vestuário, habitação, afeto, segurança e cuidados médicos), mas também tudo que engloba a riqueza da vida humana (educação, recreação, esportes, viagens, cultura, música, literatura e as artes), para não mencionar a nutrição espiritual. Assim, qualquer que seja nosso trabalho – em uma das profissões (ensino, medicina, leis, serviços sociais, arquitetura ou construção), nas políticas nacional ou local ou no serviço civil, na indústria, no comércio, no cultivo do solo ou na mídia, em pesquisa, na administração, no serviço público ou nas artes, ou em casa – devemos vê-lo como sendo cooperação com Deus. As palavras de Ambroise Paré, o cirurgião francês do século 16 que algumas vezes foi descrito como “fundador da cirurgia moderna”, estão inscritas no muro da École de Médicine em Paris: “Eu fiz o curativo no ferido; Deus o curou”.
• Trecho retirado de Os cristãos e os desafios contemporâneos, de John Stott.
domingo, 27 de abril de 2014
Princípio ativo do placebo
Por Leonel Elizeu Valer Dos Santos
“Visto que entristecestes o coração do justo com falsidade, não o havendo eu entristecido;” Ez 13; 22
Em Sua diatribe contra os falsos profetas de Israel, Deus admite que entristece, eventualmente, mesmo os justos; nunca, porém, com falsidade. Todavia, os mercenários da época encorajavam aos maus e entristeciam aos bons ante o Eterno, o que Ele denunciou veemente: “E vós me profanastes entre o meu povo, por punhados de cevada, e por pedaços de pão, para matardes as almas que não haviam de morrer, e para guardardes em vida as almas que não haviam de viver, mentindo assim ao meu povo que escuta a mentira?” v 19
A corrupção religiosa, essa vetusta prostituta era atuante, então. Não que a palavra dos profetas tivesse, estritamente, poder de matar alguém. Mas, ao encorajar o erro por interesse, abonavam aos desprezíveis ante O Criador, a desviavam aos justos que, uma vez rejeitados, não viam razão mais para seguir agindo assim. O Salmista, aliás, dissera que o prolongado império da injustiça acaba desencorajando a perseverança dos justos; “Porque o cetro da impiedade não permanecerá sobre a sorte dos justos, para que o justo não estenda as suas mãos para a iniquidade.” Sal 125; 3
São raras as têmperas que, mesmo cercadas de toda sorte de injustiça conservam-se como ilhotas de honra e caráter, como fora Ló: “... o justo Ló, enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis... afligia todos os dias a sua alma justa, vendo e ouvindo sobre as suas obras injustas;” II Ped 2; 7 e 8
Lato sensu, sofremos mais reflexos horizontais, dos exemplos humanos, que verticais, da Palavra de Deus, infelizmente. E falsidade em nosso meio já não é um lapso, antes, um jeito de ser, salvas, raríssimas exceções. Essa “qualidade” assoma mais robusta em datas religiosas como agora, na “semana santa”, ou no Natal, por exemplo.
Nossos vícios seguem intactos, entretanto, os fazemos brilhar com verniz religioso. Teatros gigantescos são montados mundo afora para encenar a “Paixão de Cristo”, por gente cujo modo de vida denuncia que não está nem aí para Ele e Seu Reino.
Mas, diria alguém, que mal tem por em relevo o que Ele fez, afinal, um feito de tal monta não deve cair no esquecimento? Não sei se tem algum mal, mas, podemos investigar melhor isso.
A independência do Brasil é um feito histórico que rememoramos todos os anos. Entretanto, não nos reunimos num pelotão de cavalarianos e vamos às margens do Ipiranga repetir o gesto de Dom Pedro I. Trazemos à memória de outro modo igualmente válido e mais abrangente.
Acontece que os que usam a Saga de Cristo como roteiro pronto para mero entretenimento não honram à Sua memória, antes, profanam. Aos que, de fato, se importam com a Vontade do Rei, a forma de memorar Seu Feito é distinta: “E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha.” I Cor 11; 24 a 26
Os coevos do Salvador também tinham lá seus memoriais hipócritas que Ele denunciou como um tiro no pé: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que edificais os sepulcros dos profetas e adornais os monumentos dos justos, e dizeis: Se existíssemos no tempo de nossos pais, nunca nos associaríamos com eles para derramar o sangue dos profetas. Assim, vós mesmos testificais que sois filhos dos que mataram os profetas.” Mat 23; 29 a 31
Acontece que esses teatrinhos com mensagens ocas que padecem de fidelidade bíblica ensejam uma emoção falsa; uma tristeza com pena de Cristo, não com vergonha de si mesmo, como convém a quem ouve a genuína Palavra de Deus, geratriz da fé.
Sim, mesmo a tristeza pode ser falsa, mera droga emocional com a “eficácia” de um placebo, coisa que, aliás, Paulo ensinou expressamente: “Agora folgo, não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para arrependimento; pois fostes contristados segundo Deus; de maneira que por nós não padecestes dano em coisa alguma. Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte.” II Cor 7; 9 e 10
A tristeza segundo Deus, pois, é medicina da alma, correção necessária por causa do amor. “Pois, ainda que entristeça a alguém, usará de compaixão, segundo a grandeza das suas misericórdias.” Lam 3; 32
Fonte: http://www.ultimato.com.br/comunidade-conteudo/principio-ativo-do-placebo
“Visto que entristecestes o coração do justo com falsidade, não o havendo eu entristecido;” Ez 13; 22
Em Sua diatribe contra os falsos profetas de Israel, Deus admite que entristece, eventualmente, mesmo os justos; nunca, porém, com falsidade. Todavia, os mercenários da época encorajavam aos maus e entristeciam aos bons ante o Eterno, o que Ele denunciou veemente: “E vós me profanastes entre o meu povo, por punhados de cevada, e por pedaços de pão, para matardes as almas que não haviam de morrer, e para guardardes em vida as almas que não haviam de viver, mentindo assim ao meu povo que escuta a mentira?” v 19
A corrupção religiosa, essa vetusta prostituta era atuante, então. Não que a palavra dos profetas tivesse, estritamente, poder de matar alguém. Mas, ao encorajar o erro por interesse, abonavam aos desprezíveis ante O Criador, a desviavam aos justos que, uma vez rejeitados, não viam razão mais para seguir agindo assim. O Salmista, aliás, dissera que o prolongado império da injustiça acaba desencorajando a perseverança dos justos; “Porque o cetro da impiedade não permanecerá sobre a sorte dos justos, para que o justo não estenda as suas mãos para a iniquidade.” Sal 125; 3
São raras as têmperas que, mesmo cercadas de toda sorte de injustiça conservam-se como ilhotas de honra e caráter, como fora Ló: “... o justo Ló, enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis... afligia todos os dias a sua alma justa, vendo e ouvindo sobre as suas obras injustas;” II Ped 2; 7 e 8
Lato sensu, sofremos mais reflexos horizontais, dos exemplos humanos, que verticais, da Palavra de Deus, infelizmente. E falsidade em nosso meio já não é um lapso, antes, um jeito de ser, salvas, raríssimas exceções. Essa “qualidade” assoma mais robusta em datas religiosas como agora, na “semana santa”, ou no Natal, por exemplo.
Nossos vícios seguem intactos, entretanto, os fazemos brilhar com verniz religioso. Teatros gigantescos são montados mundo afora para encenar a “Paixão de Cristo”, por gente cujo modo de vida denuncia que não está nem aí para Ele e Seu Reino.
Mas, diria alguém, que mal tem por em relevo o que Ele fez, afinal, um feito de tal monta não deve cair no esquecimento? Não sei se tem algum mal, mas, podemos investigar melhor isso.
A independência do Brasil é um feito histórico que rememoramos todos os anos. Entretanto, não nos reunimos num pelotão de cavalarianos e vamos às margens do Ipiranga repetir o gesto de Dom Pedro I. Trazemos à memória de outro modo igualmente válido e mais abrangente.
Acontece que os que usam a Saga de Cristo como roteiro pronto para mero entretenimento não honram à Sua memória, antes, profanam. Aos que, de fato, se importam com a Vontade do Rei, a forma de memorar Seu Feito é distinta: “E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha.” I Cor 11; 24 a 26
Os coevos do Salvador também tinham lá seus memoriais hipócritas que Ele denunciou como um tiro no pé: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que edificais os sepulcros dos profetas e adornais os monumentos dos justos, e dizeis: Se existíssemos no tempo de nossos pais, nunca nos associaríamos com eles para derramar o sangue dos profetas. Assim, vós mesmos testificais que sois filhos dos que mataram os profetas.” Mat 23; 29 a 31
Acontece que esses teatrinhos com mensagens ocas que padecem de fidelidade bíblica ensejam uma emoção falsa; uma tristeza com pena de Cristo, não com vergonha de si mesmo, como convém a quem ouve a genuína Palavra de Deus, geratriz da fé.
Sim, mesmo a tristeza pode ser falsa, mera droga emocional com a “eficácia” de um placebo, coisa que, aliás, Paulo ensinou expressamente: “Agora folgo, não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para arrependimento; pois fostes contristados segundo Deus; de maneira que por nós não padecestes dano em coisa alguma. Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte.” II Cor 7; 9 e 10
A tristeza segundo Deus, pois, é medicina da alma, correção necessária por causa do amor. “Pois, ainda que entristeça a alguém, usará de compaixão, segundo a grandeza das suas misericórdias.” Lam 3; 32
Fonte: http://www.ultimato.com.br/comunidade-conteudo/principio-ativo-do-placebo
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Mentir é não ser
Por Noeme Rodrigues De Souza Campos
A mentira é como uma tinta cinza que alguém espalha numa paisagem colorida. Ela ofusca as cores. Espanta a alegria. Embaça a visão.
O tempo em que a mentira prevalece é como um período não vivido – tanto pra quem mentiu, quanto pra quem acreditou. É vida mutilada.
Mentir é não ser. É isolamento, é não se deixar ser, não compartilhar, não relacionar, não se deixar existir, é não viver.
O mentiroso é um morto disfarçado de vivo. Não é real, é só um fantoche de uma fantasia qualquer, que esconde a verdade de quem ele poderia ser, se fosse real.
Fonte: http://www.ultimato.com.br/comunidade-conteudo/mentir-e-nao-ser
A mentira é como uma tinta cinza que alguém espalha numa paisagem colorida. Ela ofusca as cores. Espanta a alegria. Embaça a visão.
O tempo em que a mentira prevalece é como um período não vivido – tanto pra quem mentiu, quanto pra quem acreditou. É vida mutilada.
Mentir é não ser. É isolamento, é não se deixar ser, não compartilhar, não relacionar, não se deixar existir, é não viver.
O mentiroso é um morto disfarçado de vivo. Não é real, é só um fantoche de uma fantasia qualquer, que esconde a verdade de quem ele poderia ser, se fosse real.
Fonte: http://www.ultimato.com.br/comunidade-conteudo/mentir-e-nao-ser
segunda-feira, 21 de abril de 2014
Há vida em nossa verdade e verdade em nossa vida?
Por Robson Santos Sarmento
Há vida em nossa verdade e verdade em nossa vida?
‘’Os cristãos se tornam, cada vez mais, discípulos de uma cruz formada com as madeiras de um conformismo individualista e utilitarista; por isso, toda e qualquer enfoque sobre serviço perpassa como palavras, até adequadas para o discurso, mas sem qualquer condição de fecundar a vida. ’’
O encontro dessas duas palavras, verdade e vida, apresentam toda uma multiplicidade de interpretações, posições e definições. Sejamos, então, sinceros para reconhecer o quão intricado representa a questão voltada a abordar a verdade e a vida. Para uns, em busca da verdade, a vida, em certos momentos, deve ser sacrificada.
Agora, uma verdade a qual permaneça sem nos levar a vida, por sua vez, também deve ser vista como uma fantasia, uma lorota, uma perda de tempo.
Ora, se partirmos de uma perspectiva de avaliação, segundo as descrições efetuadas pela biologia, dentro dos princípios do evolucionismo (transposto para campo das inter – relações humanas), a vida nos confirma que estamos em dissolução. Negar seria uma temeridade, afinal de contas, pujança, vigor, vitalidade e mortalidade, dissolução, declínio são partes de um mesmo processo.
Mesmo diante dessa abordagem e, devo admitir, superficialíssima, o homem, de maneira alguma, perfaz o caminho em direção a vida, aspira por ela, sonha com ela, muito embora traga a finitude, a destruição e a morte. Faz – se anotar, apenas o homem, eu e você, o humanus, pode perguntar sobre como viver e conviver na realidade?
Arrisco dizer ser essa a mais basilar das indagações do ser humano, muito embora a vida como se apresenta e tem se apresentado, com suas guerras, disparidades, violências, indiferenças, iniquidades, injustiças, impurezas.
Nessa linha de raciocínio, o homem tem traçado respostas ou justificativas, através de inúmeros ideais e idealismos.
Mais recentemente, a crença no progresso e no desenvolvimento cultural foi vistos como os pontos cardeais e basilares compromissados a alterar quadros de discrepâncias e vergonhosas desigualdades.
Mesmo assim, com o advento da tecnologia de ponta, da informação em tempo real, da interligação de fatos (proporcionado pela internet), da disseminação de um mundo conectado, não conseguimos sobrepujar a intolerância de uns para com os outros.
Atrevo – me a cravar as estacas no texto de João 10.10 e enfatizar uma questão escasseadamente trabalhada, com seriedade e honestidade, nos enredos cristãos, ou seja, falo da contradição, do antagonismo, da cisão denominada de mal e de pecado. Sem sombra de dúvida, evito estabelecer uma delimitação dessas duas palavras aos delírios de uma conotação sexual. Vou além, exponho a discussão como uma outrora justa, boa, pacifica e amorosa conciliação com a vida, o próximo e o Senhor solapada.
Eis aqui a diferença concreta do evangelho de Cristo, uma vez que o homem até possa intervir nas inter – relações humanas, no entanto, permanece no lado de fora no tocante a dimensão íntima do ser, ou do coração e isto tem sua extensão na relação entre o homem e Deus.
Parto dessas colocações e vejo o sentido da trajetória de Cristo, ao qual propôs e propõe um retornar ao estado de confiança que apenas pode ser alcançado, por meio da aceitação da boa ajuda de Deus, ao qual mostra em sim mesmo ser imagem e semelhança de Deus.
Evidentemente, para uma realidade pós – moderna misturada de posições evolucionistas e idealistas, relativistas e utilitaristas, cosificadas e individualistas, reconhecer o elo de reconciliação, essa ponte, essa ancora, essa mão estendida de Deus e proporcionar um caminho em favor do homem, eu, você e cada um que medita no presente texto, soa como uma tagarelice pueril, aberrante e infantil.
A situação piora ainda mais, a partir do momento que nos deparamos com um evangelho de araque, de ajuntamentos, de lideranças personalistas. Deveras, o evolucionismo não conseguiu trazer uma resposta convincente aos anseios mais profundos do homem e muito menos os apologistas do progresso.
No escoar da questão levantada, ha verdade em nossa vida e vida em nossa verdade, remeto – me ao que professamos ou interpretamos como cristãos ou, lá no fundo não externamos uma salvação que se encaixa aos muitos idealismos de nossos dias?
Fonte: http://www.ultimato.com.br/comunidade-conteudo/ha-vida-em-nossa-verdade-e-verdade-em-nossa-vida
sexta-feira, 18 de abril de 2014
Onisciência
Por Pedro João Costa
Ao proclamar o Reino dO Pai,
Jesus percebia
Que muitos não acolhiam
A revelação celestial.
E, ao ser afrontado por homens
Cruéis e violentos,
Ele, não se entristecia,
Pois sabia que eram cegos
E em seus corações
Não havia luz.
Jesus amou o rico
Jovem de qualidades,
Mas ao final,
Foi o mancebo
Que se afastou de jesus,
Triste e perdido.
Jesus conhece o coração humano,
Ele não se entristece,
E mansamente
Bate a porta
"Pedindo acolhida"
E diz:
- Filho meu,
Dá-me o teu coração.
Pedro João Costa (19/01/14): Colaborador desse Blog desde 2010.
Ao proclamar o Reino dO Pai,
Jesus percebia
Que muitos não acolhiam
A revelação celestial.
E, ao ser afrontado por homens
Cruéis e violentos,
Ele, não se entristecia,
Pois sabia que eram cegos
E em seus corações
Não havia luz.
Jesus amou o rico
Jovem de qualidades,
Mas ao final,
Foi o mancebo
Que se afastou de jesus,
Triste e perdido.
Jesus conhece o coração humano,
Ele não se entristece,
E mansamente
Bate a porta
"Pedindo acolhida"
E diz:
- Filho meu,
Dá-me o teu coração.
Pedro João Costa (19/01/14): Colaborador desse Blog desde 2010.
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