Por Josemar Bessa
“Eles eram estrangeiros e peregrinos na terra!” - Hebreus 11:13
Imagine alguém que herdou uma fortuna enorme e está indo recebê-la. Viajando para tomar posse do que herdou. Conseguimos imaginar que ele permita que cada prado, cada paisagem o faça parar ou detê-lo? Podemos imaginar que cada nuvem negra que apareça no céu possa ser causa de desânimo?
Devemos perguntar a nós mesmos se estamos viajando para tomar posse de uma herança eterna – Pedro se refere a herança assim: “Para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós” - 1 Pedro 1:4
Se você se enquadra entre os que estão indo em direção a uma fortuna que herdou no mundo,
Você pararia para arrancar cada flor bonita que visse no caminho?
Você iria parar para ouvir cada nova música que foi composta?
Você deixaria o seu caminho para cada bela paisagem que aparecesse?
Abandonaria a jornada para desfrutar cada pequeno prazer que surgisse?
Ou seja,
Perderia uma mansão para contemplar um pasto?
Sacrificaria uma coroa para apreciar flores morrendo?
Perderia a felicidade imortal por uma vaidade que passou voando?
Abandonaria, para usar um linguagem tipo John Bunyan, o caminho de Sião para recolher as uvas de Sodoma?
Se uma herança enorme te esperasse, tempo ruim, dias nublados, tristezas... não te parariam. Você não faria nenhum desvio, nada te seduziria... tudo no mundo pareceria vexatório... você não iria parar! Isso é o que impulsionou homens dos quais foi dito: “Mas agora desejam uma melhor, isto é, a celestial. Por isso também Deus não se envergonha deles, de se chamar seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade.” - Hebreus 11:16
Olhando para nós as pessoas diriam que somos peregrinos?
Fonte: http://www.josemarbessa.com/2015/04/voce-se-parece-com-um-peregrino.html
domingo, 26 de abril de 2015
segunda-feira, 20 de abril de 2015
O mais subversivo dos mandamentos
Por Hermes C. Fernandes
Jesus introduz uma perspectiva revolucionária capaz de sacudir os alicerces sobre os quais nossa sociedade foi erigida. Ele substitui o antigo mandamento do amor por um novo e subversivo mandamento, onde a referência já não é o amor próprio, mas o amor de Cristo.
O amor próprio nos serviu como uma vela acesa durante uma noite longa e escura. Mas com o raiar do dia, já não faz sentido manter a vela acesa. É sobre isso que João fala em sua primeira epístola:
“Amados, não vos escrevo novo, mas um mandamento antigo, que desde o princípio tivestes. Este mandamento antigo é a palavra que ouvistes. Contudo vos escrevo novo mandamento, que é verdadeiro nele e em vós, porque as trevas vão passando, e já brilha a verdadeira luz” (1 Jo.2:7-8).
O que João diz aqui pode parecer contraditório. Afinal de contas, trata-se de um ‘novo’ ou um ‘antigo’ mandamento? Veja, o mandamento é o mesmo: amar ao próximo. Entretanto, o referencial é que mudou. Em vez de amá-lo como a si mesmo, deve-se amá-lo como Jesus nos amou.
A chegada do novo dia faz desnecessária outra referência de amor que não seja aquela demonstrada na Cruz. Qualquer outra referência é ofuscada pela a maior e mais contundente prova de amor de que se tem notícia. E é este amor que nos constrange para que deixemos de viver para nós mesmos, e vivamos em função d’Ele e do bem-estar dos nossos semelhantes. Paulo diz que “o amor de Cristo nos constrange (...) E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si” (2 Co.5:14a,15a). Diferente da luz proporcionada pela vela, que alumia apenas em um pequeno raio, a luz solar é capaz de dissipar todas as trevas, tornando noite em dia.
Quando arrebatados do império das trevas para o reino do Filho do Amor de Deus, somos batizados, imersos em Seu amor. No dizer de Paulo, “o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm.5:5). É um caminho sem volta. O sol que acaba de nascer, jamais se porá novamente. Deixamos de viver para nós mesmos, para viver em função do objeto amado, nesse caso, Deus e nossos semelhantes. O amor próprio deve ser dissipado. O vento do Espírito deve apagá-lo, para que em seu lugar possa arder o genuíno amor de Deus.
Ora, se deixamos de nos amar, por que razão deveríamos cuidar de nossa saúde, aparência, finanças e tudo o que diz respeito ao nosso bem-estar particular? Será que deveríamos nos tornar pessoas relaxadas? Isso glorificaria a Deus? Não! Absolutamente. Só que agora, nossas motivações são outras.
Deixar de amar a si mesmo para amar a Deus e a seus semelhantes não significa deixar de viver, ou mesmo preferir morrer. O que nos motiva agora é a busca pela glória de Deus e pelo bem comum. Vejamos o exemplo de Paulo, registrado em sua carta aos Filipenses:
“A minha ardente expectativa e esperança é de em nada ser confundido, mas ter muita coragem para que agora e sempre, Cristo seja engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte. Pois para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Fp.1:20-21).
Repare nisso: a única coisa de que Paulo fazia a mais absoluta questão era que Cristo fosse engrandecido através dele, não importava se pela sua vida ou pela sua morte. Paulo não temia a morte. Ela tinha consciência de que a deixar este mundo era lucro. Ora, se morrer é lucro, por que não devemos todos desejar a morte? Porque não buscamos por lucro. Viver em função daquilo que nos é vantajoso é guiar-se pelo amor próprio, e não pelo amor à Deus e aos nossos semelhantes. Paulo prossegue em seu raciocínio:
“Mas, se o viver na carne trouxer fruto para a minha obra, não sei então o que deva escolher. Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir e estar com Cristo, o que é muito melhor; mas julgo mais necessário, POR AMOR DE VÓS, permanecer na carne. E, tendo esta confiança, sei que ficarei, e permanecerei com todos vós para o vosso progresso e gozo na fé” (Fp.1:22-25).
À luz desta perspectiva, podemos concluir que todo bem que procuramos para nós mesmos, deve ser motivado pelo bem que isso vá causar aos nossos semelhantes. Por exemplo: sou pai de três lindos filhos. Eu poderia pensar: se não devo amar a minha própria vida, então, por que não posso fumar? Que mal haveria nisso? Isso apressaria minha passagem para o mundo porvir. Porém, pensando assim, eu estaria me suicidando à prestações, e dando um péssimo exemplos aos meus filhos a quem devo amar incondicionalmente. Portanto, é por amor a eles que devo me cuidar. Eles precisam de mim por muito tempo nesta vida. Se pretendo ficar muito tempo neste mundo, para poder servir aos meus semelhantes, devo me cuidar, praticar exercícios, alimentar-me bem, abandonar qualquer vício prejudicial à saúde, etc.
E quanto à busca por estabilidade financeira? Haveria alguma justificativa plausível à parte do amor próprio? Óbvio que sim! É Paulo quem de novo nos oferece uma razão em linha com o novo mandamento.
“Aquele que furtava, não furte mais, antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o necessitado” (Ef.4:28).
Eis a razão porque devemos trabalhar e buscar estabilidade financeira: ter o que repartir com quem precisa. Não é pecado ser rico. Pecado é fazer da riqueza um fim em si mesmo. Lembre-se que “o amor do dinheiro é a raiz de todos os males” (1 Tm.6:10a). As coisas estão aí para serem usadas, e não amadas. As pessoas que devem ser amadas! Usemos as coisas para beneficiar as pessoas, e não usemos as pessoas para adquirir as coisas. Vale aqui a advertência paulina:
“Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as cosias para delas gozarmos; que façam o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir, que acumulem para si mesmos um bom fundamento para o futuro” (1 Tm.6:17-19a).
Se quisermos garantir um futuro promissor para nós e para o resto da humanidade, temos que mudar nosso paradigma, apagar a vela do amor próprio, e receber com gratidão o raiar do Sol da Justiça e do Amor trazendo o novo dia. Embora o novo dia já tenha raiado, estamos aguardando o momento em que ele atingirá o seu apogeu, o que costumo chamar de meio-dia profético, quando já não haverá mais sombras.
Urge despertarmos do nosso sono indolente e aprendermos a praticar o novo mandamento do amor. Não basta dizer que ama, tem que expressar esse amor em gestos e atitudes. Temos que aprender a repartir nosso pão, a viver em função do nosso semelhante, e não em função de nosso aprazimento pessoal.
Trata-se da prática do jejum prescrito em Isaías 58. Quando repartirmos nosso pão com o faminto, recolhermos em casa os sem-teto, vestirmos o nu, e deixarmos de nos esconder do nosso próximo, cumprir-se-á a promessa: “Então romperá a tua luz como a alva (...) se abrires a tua alma ao faminto, e fartares a alma aflita, então a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia” (Is.58:8a,10).
O novo dia começou na Cruz, com a maior demonstração de amor de todas as Eras. A Igreja Primitiva vivenciou, durante o tempo de tribulação, a madrugada do novo dia, quando Jesus lhes parecia como a Estrela da Manhã. Somos convidados a vivenciar a alvorada desse Dia chamado Hoje, e aguardar pelo momento em que o Sol se posicionará no centro do Céu, dissipando as sombras, e trazendo avaliação e juízo a todas as obras. Quando isso se der, não apenas nossas obras serão julgadas, mas também as motivações que as produziram.
Fonte: http://www.hermesfernandes.com/2010/03/raiou-o-novo-dia.html
sábado, 11 de abril de 2015
O prazer e o depósito
Por Leonel Elizeu Valer Dos Santos
“Ó Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado...” I Tim 6; 20
A ideia de um depósito a guardar, invés de usufruir, soa difícil demais aos afoitos que veem o sentido da vida no prazer do corpo. Jesus citou um que, diante de farta colheita cogitou abandonar o labor e regalar-se indefinidamente. “Direi a minha alma: Alma; tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga.” Luc 12; 19
Entretanto, ensinou: Se o tal tinha um depósito para muitos anos, faltavam-lhe os anos correspondentes para usufruir. Assim, os bens só fazem sentido com o concurso da vida; sem essa buscam novo dono. “O que tens preparado, para quem será?” Por essa vereda parece óbvia a conclusão que, a vida é maior que o prazer.
Então, são mais que razoáveis, antes, sábias, as restrições que têm a preservação da vida saudável como alvo.
Ademais, o prazer, quando precipitado tende a lançar seus postulantes no abismo oposto; vide o exemplo do filho pródigo. Ele não conseguiu ver em todos os bens dos quais era herdeiro, um depósito a ser guardado, antes, um meio fácil de apressar-se ao desfrute. Em sua busca desceu tanto que, o “monótono” lugar de onde saíra, de repente passou a ser um alvo alto demais. “Faze como um de teus servos” tencionava dizer ao pai.
Atrevo-me a dizer que a maior fonte de descontentamentos entre os humanos é precisamente, falta de noção. Tanto quanto ao endereço do vero prazer, como, da realidade que as cerca.
Nosso sistema nos bombardeia a cada dia com “heróis” do talento, posses, não do caráter, frutos. Aí, precisamente como um dos tais, nossas crianças querem ser quando crescerem.
Faltam referenciais sóbrios; sobejam, cobertos de incenso os motivos febris. “Se a felicidade estivesse nos prazeres do corpo, diríamos felizes os bois, quando encontram ervilhas para comer.” Ensinava Heráclito.
A falta de acesso aos prazeres superiores, saudáveis faz parecer que, os rasos é que são verdadeiros. Acostumamos ao folclore que cachorro gosta de ossos, pois, era apenas isso que se lhes dava a comer. Experimentemos lhes dar carne regularmente e veremos se sairão enterrando ossos.
Assim, diremos que adora funk uma criança que, desde que veio ao mundo só alimentou seus ouvidos com tal pornografia. Tivesse tido acesso à boa música e seus gostos seriam superiores, mas, acostumou-se ao “osso”.
De igual modo, se cultuássemos honra, caráter, verdade, ou, honestidade, como se diviniza ao sexo promíscuo, à pornografia, ao “jeitinho” malandro, a safadeza, etc. e estaríamos forjando um depósito que seria um dique contra os maus valores, tantos.
A omissão no ensino do bem, e, o fomento do mal fatalmente impregnam nos caracteres de nossas crianças e fazem adultos do mesmo calibre. “Porventura pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas manchas? Então podereis vós fazer o bem, sendo ensinados a fazer o mal.” Jr 13; 23
A coisa é de tal monta que as percepções já estão invertidas, quando não, são redefinidas pela ditadura do “politicamente correto” que, nem sempre traz o alvo correto em seu bojo. Na verdade, o dito que é o “homem a medida de todas as coisas”, o absoluto relativismo que grassa “amordaça” a Deus dilapidando o “depósito” de Seus ensinos como o pródigo fez com seus bens.
Fale alguém em ensinar preceitos Bíblicos nas escolas; mediante a reação, presto identificará, a amplitude da distância que o “filho” está de casa. Isaías denunciou esses dias: “Por isso o direito se tornou atrás, a justiça se pôs de longe; porque a verdade anda tropeçando pelas ruas, e a equidade não pode entrar.” Is 59; 14
O desvio é tal que, muitos que afirmam crer na Bíblia também oferecem seus “ossos” por aí. O servo fiel é guardião do Depósito de Deus, não de interesses mesquinhos. Ainda que possua a chave da despensa distribui apenas do que O Senhor ordena. Nisso está seu prazer! “Que os homens nos considerem como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus. Além disso, requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel.” I Cor 4; 1 e 2
Embora algumas vozes nos acusem de nos escondermos atrás da Bíblia, o que ocorre é que nos esforçamos para andar dentro de seus ensinos. A desconsideração humana não nos diminui, tampouco, seu aplauso nos aumenta; ( aliás, os homens aplaudem a cada imbecil! ) contudo, os que rumam ao abismo da perdição, ainda podem, se alertados, verem que há abastança na casa paterna, e que, os prazeres sóbrios concorrem com as vidas que rumam à salvação. Feliz daquele que, uma vez ciente disso ainda consiga rogar ao Pai: Faze-me como um dos teus servos.
Fonte: http://www.ultimato.com.br/comunidade-conteudo/o-prazer-e-o-deposito
“Ó Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado...” I Tim 6; 20
A ideia de um depósito a guardar, invés de usufruir, soa difícil demais aos afoitos que veem o sentido da vida no prazer do corpo. Jesus citou um que, diante de farta colheita cogitou abandonar o labor e regalar-se indefinidamente. “Direi a minha alma: Alma; tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga.” Luc 12; 19
Entretanto, ensinou: Se o tal tinha um depósito para muitos anos, faltavam-lhe os anos correspondentes para usufruir. Assim, os bens só fazem sentido com o concurso da vida; sem essa buscam novo dono. “O que tens preparado, para quem será?” Por essa vereda parece óbvia a conclusão que, a vida é maior que o prazer.
Então, são mais que razoáveis, antes, sábias, as restrições que têm a preservação da vida saudável como alvo.
Ademais, o prazer, quando precipitado tende a lançar seus postulantes no abismo oposto; vide o exemplo do filho pródigo. Ele não conseguiu ver em todos os bens dos quais era herdeiro, um depósito a ser guardado, antes, um meio fácil de apressar-se ao desfrute. Em sua busca desceu tanto que, o “monótono” lugar de onde saíra, de repente passou a ser um alvo alto demais. “Faze como um de teus servos” tencionava dizer ao pai.
Atrevo-me a dizer que a maior fonte de descontentamentos entre os humanos é precisamente, falta de noção. Tanto quanto ao endereço do vero prazer, como, da realidade que as cerca.
Nosso sistema nos bombardeia a cada dia com “heróis” do talento, posses, não do caráter, frutos. Aí, precisamente como um dos tais, nossas crianças querem ser quando crescerem.
Faltam referenciais sóbrios; sobejam, cobertos de incenso os motivos febris. “Se a felicidade estivesse nos prazeres do corpo, diríamos felizes os bois, quando encontram ervilhas para comer.” Ensinava Heráclito.
A falta de acesso aos prazeres superiores, saudáveis faz parecer que, os rasos é que são verdadeiros. Acostumamos ao folclore que cachorro gosta de ossos, pois, era apenas isso que se lhes dava a comer. Experimentemos lhes dar carne regularmente e veremos se sairão enterrando ossos.
Assim, diremos que adora funk uma criança que, desde que veio ao mundo só alimentou seus ouvidos com tal pornografia. Tivesse tido acesso à boa música e seus gostos seriam superiores, mas, acostumou-se ao “osso”.
De igual modo, se cultuássemos honra, caráter, verdade, ou, honestidade, como se diviniza ao sexo promíscuo, à pornografia, ao “jeitinho” malandro, a safadeza, etc. e estaríamos forjando um depósito que seria um dique contra os maus valores, tantos.
A omissão no ensino do bem, e, o fomento do mal fatalmente impregnam nos caracteres de nossas crianças e fazem adultos do mesmo calibre. “Porventura pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas manchas? Então podereis vós fazer o bem, sendo ensinados a fazer o mal.” Jr 13; 23
A coisa é de tal monta que as percepções já estão invertidas, quando não, são redefinidas pela ditadura do “politicamente correto” que, nem sempre traz o alvo correto em seu bojo. Na verdade, o dito que é o “homem a medida de todas as coisas”, o absoluto relativismo que grassa “amordaça” a Deus dilapidando o “depósito” de Seus ensinos como o pródigo fez com seus bens.
Fale alguém em ensinar preceitos Bíblicos nas escolas; mediante a reação, presto identificará, a amplitude da distância que o “filho” está de casa. Isaías denunciou esses dias: “Por isso o direito se tornou atrás, a justiça se pôs de longe; porque a verdade anda tropeçando pelas ruas, e a equidade não pode entrar.” Is 59; 14
O desvio é tal que, muitos que afirmam crer na Bíblia também oferecem seus “ossos” por aí. O servo fiel é guardião do Depósito de Deus, não de interesses mesquinhos. Ainda que possua a chave da despensa distribui apenas do que O Senhor ordena. Nisso está seu prazer! “Que os homens nos considerem como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus. Além disso, requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel.” I Cor 4; 1 e 2
Embora algumas vozes nos acusem de nos escondermos atrás da Bíblia, o que ocorre é que nos esforçamos para andar dentro de seus ensinos. A desconsideração humana não nos diminui, tampouco, seu aplauso nos aumenta; ( aliás, os homens aplaudem a cada imbecil! ) contudo, os que rumam ao abismo da perdição, ainda podem, se alertados, verem que há abastança na casa paterna, e que, os prazeres sóbrios concorrem com as vidas que rumam à salvação. Feliz daquele que, uma vez ciente disso ainda consiga rogar ao Pai: Faze-me como um dos teus servos.
Fonte: http://www.ultimato.com.br/comunidade-conteudo/o-prazer-e-o-deposito
sábado, 14 de março de 2015
Não há razão para estar decepcionado com o calor da batalha!
Por Josemar Bessa
“Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” - Romanos 5:1 – Mas ainda estamos em guerra, e por isso experimentamos a vida como uma batalha. Na verdade, muitas vezes experimentamos mais tumultos e lutas agora, porque não estamos mais em sintonia com o mundo em que vivemos, não estamos em sintonia com as exigências e desejos da carne e não estamos em sintonia com o príncipe deste mundo.
É assim que devemos enxergar as promessas de paz do Novo Testamento. Não nos foi prometido tranquilidade, portanto, não há nenhuma razão para estar decepcionado com o calor da batalha e as dores que dela vem.
Na verdade, em João 16:33, Jesus diz que nesta vida teremos problemas aflitivos. Mas nós temos a alegria de saber que através da cruz agora estamos em paz com Deus. Ele era o nosso inimigo, estava contra nós, que vinha a nós em juízo. Mas agora ele é nosso amigo e nosso Pai. E isso significa que nós podemos descansar de nossa luta por justiça e o medo do julgamento.
Tome-se, por exemplo, Filipenses 4:6-7: " Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e pela súplica, com ações de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus. " Paulo não está prometendo uma vida fácil ou até mesmo sensação de serenidade.
Ele está dizendo que sabemos que estamos reconciliados com Deus - e, portanto, Deus agora é por nós – e guardará os nossos corações de ansiedade.
Então você lida com a ansiedade lutando contra a incredulidade. E você batalha contra a incredulidade ao meditar na Palavra de Deus e orando por ajuda do Espírito Santo.
Ambos são necessários, o Espírito e a Palavra. Nós lemos as promessas de Deus e oramos pela ajuda de seu Espírito. Que limpa nossos olhos da poluição do mundo para que possamos vem o “bem-estar” que Deus planeja para nós: “Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal...” - Jeremias 29:11. Quando nosso crer cresce forte, expele toda a ansiedade.
///////
Quando estamos ansiosos sobre algo novo e ameaçador, enfrentamos a batalha da ansiedade com a promessa: “Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça.” - Isaías 41:10
Quando em meio a batalha o medo de nossa vida ser inútil na proclamação do evangelho a batalha contra a incredulidade que gera ansiedade... é atacado com a promessa de Isaías 55.11: “Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei.” - Isaías 55:11
Quando a fraqueza física... me enchem de ansiedade por nos tornar incapazes de realizar o que é necessário batalhamos contra ela com a promessa de Cristo: “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.” - 2 Coríntios 12:9 – “Sua força será como o seu dia” (Deuteronômio 33.25)
Quando na batalha estivermos diante de decisões difíceis, lutamos contra a ansiedade produzida com a certeza da promessa: “Instruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos.” - Salmos 32:8
Quando o inimigo na batalha se mostra grandemente poderoso, oponentes se multiplicam, a batalha contra a ansiedade que isso produz é vivida abraçando a promessa clara: “"Se Deus é por nós, quem será contra nós!" ( Romanos 8:31 ).
Quando sinto que não há força física suficiente, quando a doença invade o lar, quando a saúde se esvai... lutamos firmes com a promessa de que “sabendo que a tribulação produz a paciência, E a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.” - Romanos 5:3-5
Quando a idade chega, e em nossa velhice o velho coração do soldado começa a temer em meio a batalha, combatemos com a promessa segura: “E até à velhice eu serei o mesmo, e ainda até às cãs eu vos carregarei; eu vos fiz, e eu vos levarei, e eu vos trarei, e vos livrarei.” - Isaías 46:4
Quando a morte se aproxima, quando o velho soldado tende a ficar ansioso diante de tão grande inimigo, combatemos com a verdade querida que nos diz: “Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si. Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.” - Romanos 14:7-8
Em nenhum momento até o final, a guerra tem fim aqui. Nossa paz está simplesmente em que mudamos de lado na batalha, estando ao lado de Deus, outrora inimigo, agora esse Deus infinito em poder e glória, é por nós – aí reside todo o poder de nossa paz.
Fonte: http://www.josemarbessa.com/2015/02/nao-ha-razao-para-estar-decepcionado.html
“Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” - Romanos 5:1 – Mas ainda estamos em guerra, e por isso experimentamos a vida como uma batalha. Na verdade, muitas vezes experimentamos mais tumultos e lutas agora, porque não estamos mais em sintonia com o mundo em que vivemos, não estamos em sintonia com as exigências e desejos da carne e não estamos em sintonia com o príncipe deste mundo.
É assim que devemos enxergar as promessas de paz do Novo Testamento. Não nos foi prometido tranquilidade, portanto, não há nenhuma razão para estar decepcionado com o calor da batalha e as dores que dela vem.
Na verdade, em João 16:33, Jesus diz que nesta vida teremos problemas aflitivos. Mas nós temos a alegria de saber que através da cruz agora estamos em paz com Deus. Ele era o nosso inimigo, estava contra nós, que vinha a nós em juízo. Mas agora ele é nosso amigo e nosso Pai. E isso significa que nós podemos descansar de nossa luta por justiça e o medo do julgamento.
Tome-se, por exemplo, Filipenses 4:6-7: " Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e pela súplica, com ações de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus. " Paulo não está prometendo uma vida fácil ou até mesmo sensação de serenidade.
Ele está dizendo que sabemos que estamos reconciliados com Deus - e, portanto, Deus agora é por nós – e guardará os nossos corações de ansiedade.
Então você lida com a ansiedade lutando contra a incredulidade. E você batalha contra a incredulidade ao meditar na Palavra de Deus e orando por ajuda do Espírito Santo.
Ambos são necessários, o Espírito e a Palavra. Nós lemos as promessas de Deus e oramos pela ajuda de seu Espírito. Que limpa nossos olhos da poluição do mundo para que possamos vem o “bem-estar” que Deus planeja para nós: “Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal...” - Jeremias 29:11. Quando nosso crer cresce forte, expele toda a ansiedade.
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Quando estamos ansiosos sobre algo novo e ameaçador, enfrentamos a batalha da ansiedade com a promessa: “Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça.” - Isaías 41:10
Quando em meio a batalha o medo de nossa vida ser inútil na proclamação do evangelho a batalha contra a incredulidade que gera ansiedade... é atacado com a promessa de Isaías 55.11: “Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei.” - Isaías 55:11
Quando a fraqueza física... me enchem de ansiedade por nos tornar incapazes de realizar o que é necessário batalhamos contra ela com a promessa de Cristo: “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.” - 2 Coríntios 12:9 – “Sua força será como o seu dia” (Deuteronômio 33.25)
Quando na batalha estivermos diante de decisões difíceis, lutamos contra a ansiedade produzida com a certeza da promessa: “Instruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos.” - Salmos 32:8
Quando o inimigo na batalha se mostra grandemente poderoso, oponentes se multiplicam, a batalha contra a ansiedade que isso produz é vivida abraçando a promessa clara: “"Se Deus é por nós, quem será contra nós!" ( Romanos 8:31 ).
Quando sinto que não há força física suficiente, quando a doença invade o lar, quando a saúde se esvai... lutamos firmes com a promessa de que “sabendo que a tribulação produz a paciência, E a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.” - Romanos 5:3-5
Quando a idade chega, e em nossa velhice o velho coração do soldado começa a temer em meio a batalha, combatemos com a promessa segura: “E até à velhice eu serei o mesmo, e ainda até às cãs eu vos carregarei; eu vos fiz, e eu vos levarei, e eu vos trarei, e vos livrarei.” - Isaías 46:4
Quando a morte se aproxima, quando o velho soldado tende a ficar ansioso diante de tão grande inimigo, combatemos com a verdade querida que nos diz: “Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si. Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.” - Romanos 14:7-8
Em nenhum momento até o final, a guerra tem fim aqui. Nossa paz está simplesmente em que mudamos de lado na batalha, estando ao lado de Deus, outrora inimigo, agora esse Deus infinito em poder e glória, é por nós – aí reside todo o poder de nossa paz.
Fonte: http://www.josemarbessa.com/2015/02/nao-ha-razao-para-estar-decepcionado.html
domingo, 8 de março de 2015
Diamantes em fundas
Por Leonel Elizeu Valer Dos Santos
“E tomarás duas pedras de ônix e gravarás nelas os nomes dos filhos de Israel... porás as duas nas ombreiras do éfode, por pedras de memória para os filhos de Israel; Arão levará os seus nomes sobre ambos os seus ombros, para memória diante do Senhor.” Êx 28; 9 e 12
Embora memória seja abstrata, em dado momento carece de um “HD”. Algo palpável. Então, o Senhor ordenou que o manto sacerdotal contivesse doze pedras preciosas simbolizando as tribos de Israel. Assim, uma faculdade da mente seria estimulada também pelo auxílio das vistas.
Desse viés natural em seres imanentes e transcendentes como nós, deriva o insano culto da idolatria. Confeccionar coisas visíveis para chegar às invisíveis. A questão não é o método, dado que o próprio Deus preceituou; antes, o mérito, uma vez que os ídolos cultuados são de gestação humana e concorrem usurpando o lugar que pertence ao Eterno.
A própria celebração da páscoa dos judeus e da ceia dos cristãos, são “ídolos” do bem; ritos que trazem à memória a salvação do Egito àqueles, e do pecado a esses.
Vivemos dias difíceis no que tange aos domínios da memória; quanto maior a gama de dados assimilados, menor a chance de se evocar seletivamente. A velocidade da vida moderna, as amplas possibilidades de “relacionamento” virtual prendem nossas mentes num desfile linear ininterrupto, tolhendo os “breaks” cíclicos necessários ao exercício saudável da memória. Simplificando: Não paramos mais para pensar.
Isso nos veta o rebuscar de coisas boas que são antídotos ao desânimo e estímulos à fé. Certa letra de um hino capta bem, pois, diz: “Conta as bênçãos, dize-as quantas são; recebidas da Divina mão; uma a uma; dize-as de uma vez, e verás surpreso quanto Deus já fez.”
Às vezes, contudo, mesmo que “o mar vermelho” tenha sido aberto ante nossos pés, esquecemos; à menor contrariedade tendemos a duvidar dos cuidados do Santo.
O Seu “HD” que nos humilha não O deixaria fazer isso. “Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria que não se compadeça dele? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti. Eis que nas palmas das minhas mãos eu te gravei;...” Is 49; 15 e 16
Se alguém poderia duvidar, deprimir-se, dado o contexto, era o profeta das lágrimas, Jeremias; que profetizou e contemplou a derrocada de Jerusalém. Todavia, em meio aos seus muitos lamentos ainda fez bom uso da memória. “Disto me recordarei na minha mente; por isso esperarei. As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; novas são cada manhã; grande é tua fidelidade.” Lam 3; 21 a 23
Tiago, por sua vez denunciou aos de memória fugaz; ouvem a Palavra eventualmente, mas, não assimilam a ponto de praticarem; escoa entre os dedos da dispersão. “sede cumpridores da palavra, não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra, não cumpridor, é semelhante ao homem que contempla no espelho o seu rosto natural; porque contempla a si mesmo, vai-se, e logo esquece de como era.” Tg 1; 22 a 24
Acontece que expomos nosso “si mesmo” em fotos cuidadosas, nos melhores ângulos, para serem “curtidas”. E O Espírito Santo não entende nada de fotografia, quase sempre nos deixa mal quando nos revela. Na verdade possui outro conceito de beleza; santidade.
Assim, “publica” nossas fotos para nossas próprias consciências, para quê, advertidos devidamente e por Ele ajudados, possamos ficar bem na foto que será apresentada ao Pai, para que Ele curta.
Então, enquanto o mundão não para sua célere produção de novidades, Ele segue buscando as mesmas coisas.
Fico triste quando leio açodos de gente que não pensa e “filosofa” rumo ao hiper-ativismo dado que a vida é curta. Como se, o fim da mesma fosse fazer muitas coisas, invés das coisas certas. É fácil bravatear: “Só me arrependo do que não fiz.” Difícil é convencer a si mesmo sobre o travesseiro quando se fez uma besteira das grandes.
Aliás, outro efeito colateral das facilidades virtuais é que todo mundo virou mestre. Basta um control c control v no que gosta para sair vendendo “suas” verdades, que, na maioria das vezes desconhece.
Nem se trata de memória fraca, mas, consciência cauterizada daquele que consegue praticar barbaridades morais, e vender “santidades” virtuais.
Afinal, embora a fé seja o “firme fundamento das coisas que não se vê,” sua prática traz resultados visíveis. “Não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte.”
A pedra que evoca o que Cristo fez é o testemunho de uma vida transformada. Sentenças sábias em vidas dissolutas não passam de pedras preciosas usadas em fundas.
domingo, 1 de março de 2015
O que significa abandonar o primeiro amor? (Série: Igrejas de Apocalipse – Éfeso)
Por: Dennis Johnson
Éfeso era o lugar de situação da primeira congregação que Jesus abordou no Apocalipse e o Novo Testamento nos diz mais acerca da história dessa igreja do que acerca de qualquer das demais. Plantada por Paulo durante uma breve visita, essa congregação foi alimentada por Priscila e Áquila, cooperadores de Paulo, e depois pelo eloquente expositor Apolo (Atos 18.19-28). Em seguida, Paulo retornou a Éfeso para um extenso período de ministério (três anos), marcado pela vitória do evangelho e do Espírito de Cristo sobre os poderes demoníacos e os aguerridos interesses comerciais em torno do mundialmente famoso templo de Ártemis que havia na cidade (19.1-41). Depois, despedindo-se dos presbíteros efésios, Paulo os convocou a serem vigilantes em proteger as ovelhas de Deus dos “lobos vorazes” e falsos pastores (20.29-30). Escrevendo da prisão ainda mais tarde, Paulo convocou essa igreja à “unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus”, uma maturidade que os capacitaria a permanecer firmes contra a “artimanha dos homens” e a “astúcia com que induzem ao erro” (Efésios 4.13-14). O apóstolo insistiu para que a igreja exercesse o discernimento teológico: “Ninguém vos engane com palavras vãs” (5.6).
Agora, em sua revelação a João, o Senhor da igreja se identifica como aquele que “conserva na mão direita as sete estrelas e que anda no meio dos sete candeeiros de ouro” (Apocalipse 2.1), governando as suas igrejas e habitando nelas por meio do seu Espírito, à medida que elas mantêm acesa a luz do evangelho em um mundo espiritualmente anoitecido.
Ao andar por entre as suas igrejas, muito do que Jesus vê em Éfeso atrai a sua aprovação. A igreja guardou no coração as advertências de Paulo quanto aos predadores de fora e os enganadores de dentro; por isso, Jesus elogia a igreja por seu discernimento teológico em expor apóstolos fraudulentos (v. 2) e recusar-se a tolerar os nicolaítas, cujo comportamento o próprio Cristo odeia (v. 6). A perspectiva dos nicolaítas, sem dúvida, era bem conhecida das igrejas do primeiro século, mas nós hoje devemos ser cautelosos em descrever o seu erro. A partir da reprovação de Jesus à igreja em Pérgamo (a qual, diferente da igreja efésia, tolerava o seu ensino), nós inferimos que os nicolaítas, assim como Balaão muito tempo antes, seduziam o povo de Deus à prática da imoralidade sexual e aos banquetes idólatras (vv. 14-15).
A recusa dos efésios em tolerar as práticas nicolaítas pode estar relacionada a outra qualidade pela qual Cristo os elogia: por causa do nome de Jesus, eles suportaram o sofrimento, sendo marginalizados em uma cidade na qual a vida econômica era governada pelo crescente turismo religioso e pelo setor bancário, ambos associados ao Templo de Ártemis, assim como pela fama de Éfeso como um centro de artes ocultas (ver Atos 19.19-41). Recusar-se a participar das celebrações pagãs das corporações de ofício de Éfeso e de seu celebrado marco era arriscar-se à ruína financeira, mas esses cristãos estavam “[suportando] provas por causa do [seu] nome” (Apocalipse 2.3).
Contudo, Jesus também encontrou uma falha em sua congregação “valente pela verdade”: “abandonaste o teu primeiro amor” (v. 4). Alguns pensam que o “primeiro amor” do qual Éfeso havia caído era a sua devoção ao próprio Cristo. Todavia, diferentemente das problemáticas igrejas em Pérgamo, Tiatira, Sardes e Laodiceia, a igreja efésia não era culpada de flertar com os inimigos de Cristo nem de esfriar em seu zelo por seu Rei. Faz mais sentido concluir que o “teu primeiro amor”, que havia esmorecido, era o seu amor uns pelos outros. Paulo havia ensinado àquela igreja que a sua saúde enquanto corpos de Cristo dependia de “falar a verdade em amor” (Efésios 4.15). Mas parece que aquele importante qualificador – “em amor” – havia sido menosprezado em sua zelosa defesa da verdade. As suas palavras eram fiéis à Palavra, mas eles estavam falhando em “[voltar] à prática das primeiras obras” (Apocalipse 2.5).
Manter-se firmemente agarrado a ambos os pilares – verdade e amor – é um desafio constante para pecadores redimidos, que oscilam como pêndulos de um extremo a outro. Com muita frequência, igrejas e seus líderes ou permanecem firmes em favor da verdade bíblica de um modo vigoroso, mas sem amor, ou então preservam uma aparente unidade e amor, porém à custa da verdade. Certamente, quando a verdade do evangelho verdadeiramente alcança nosso coração, isso resulta em amor pelos outros; e, do mesmo modo, o amor que agrada a Jesus cresce apenas no solo fértil da fidelidade à verdade divina. A solene ameaça de Jesus de remover o candeeiro efésio – de apagar o testemunho de amor pela verdade daquela congregação em meio à sua comunidade pagã – nos mostra quão seriamente ele considera a sua ordem de unirmos a fidelidade doutrinária à Bíblia ao amor sacrificial pelos santos.
Contudo, a sua palavra final não é de ameaça, mas de promessa. Falando não apenas a uma igreja, mas a todas, ele faz uma promessa “ao vencedor”. Assim, “vencer” o maligno é combinar o compromisso com a verdade de Cristo a um ardente amor por sua família. A esses vencedores, o descendente da mulher, que foi ferido mas venceu, há de abrir o paraíso, dando do fruto da árvore da vida àqueles que falam a verdade em amor (2.7).
domingo, 22 de fevereiro de 2015
E os pobres, o que a Igreja está fazendo?
Por Silas José De Lima
O discurso de que o pobre carece de pão não é do pobre, e muito menos de Deus. Esse é um discurso de quem tem muito, um pouco de pão dado não lhe fará falta alguma. O que Deus pede é que compartilhemos o que temos, não apenas o excedente. Há muitos que compartilham o pão porque é tudo o que têm (1 Co. 8), mas há outros que compartilham o conhecimento, a generosidade, a amizade, a hospitalidade, o tempo e muitas outras coisas e habilidades (1 Coríntios 12).
Compartilhar é muito mais que dar, é oferecer ao outro a possibilidade de desfrutar dos mesmos benefícios e assumir as mesmas responsabilidades. Ao oferecer ao outro o compartilhamento do que se tem e ao aceitar o que o outro tem, dá-se a ele o que ele merece, dignidade. Ao compartilhar o que temos, oportunizamos ao outro a participação da nossa alegria e permitimo-nos participar da sua.
O compartilhamento dignifica o outro porque o torna igual, participante da mesma benção, sustentado pelo mesmo Deus. Há uma diversidade de dons que podem ser compartilhados. Ninguém é tão desprovido de dons que não tenha o que oferecer, pois “a cada um é dada a manifestação do Espírito, visando ao bem comum” (1 Co. 12.4). A alguns Deus deu o dom de serem especiais, de oportunizarem aos “abastados” a capacidade de amar sem permutas. A esses Jesus chamou carinhosamente de “meus pequeninos” (Mt. 10.42). Uma pessoa considerada incapaz, na verdade têm os maiores dons: simplicidade, gratidão, generosidade, humildade e aceitação dos cuidados dos outros. Essas pessoas oferecem aos seus cuidadores a alegria de encontrar sentido para suas vidas vazias.
Amar e servir o outro, nisso se resume os mandamentos de Deus. “Quem julga as pessoas não tem tempo pra amá-las” (Madre Tereza de Calcutá). Parafraseando, quem ama não tem tempo para julgar as pessoas. Quem ama se ocupa com a alegria de compartilhar o dom do Espírito.
A comunidade onde os dons de Deus são compartilhados se define como Igreja. Ser Igreja é ser a comunidade do compartilhamento. Sem o compartilhamento, o ajuntamento que chamamos de igreja é apenas a expressão de um reino que não é o de Deus, pois usam a carência para controlar as pessoas. Transformar pedra em pão é uma tentação do diabo, não um comportamento divino (Mt. 4.3-4). Mais que comida, os pobres precisam de dignidade. Uma igreja que não tem espaço para o pobre é porque perdeu o brilho da presença do Espírito Santo, se tornou uma empresa com metas e objetivos. A igreja local precisa se organizar como instituição, mas é preciso ter cuidado para não institucionalizar e perder o significado de ser igreja. “A igreja deve ser desinteressada para ser compartilhada” [1].
Nesse mundo, quem tem o poder econômico também tem o poder político. E esse sistema diabólico, econômico/político em que vivemos, cria um ambiente individualista onde o empoderamento se dá pelas posses. Os bens dão poder de manipulação, quando deveria redundar em alegria pela oportunidade dada por Deus para ajudar. Esse não é o sistema do Reino de Deus, mas do reino das trevas. A igreja deve ter cuidado para não se amoldar pelos valores desse reino.
No Reino de Deus, os bens são dádivas de Deus para circular e não para acumular. “Não acumulem para vocês tesouro na terra... Mas acumulem para vocês tesouro nos céus” (Mt. 6.19-20). A mensagem do evangelho subverte a mensagem do capitalismo: rico não é quem tem tesouro acumulado, mas quem gastou toda a sua fortuna para ajudar os outros, quem ousou compartilhar com os carentes o que lhe dava segurança (Mt. 19.21). E, sem segurança, se tornam iguais: todos dependentes da providência divina. Vivemos uma contradição, todos querem segurança, mas uma segurança que não seja compartilhada é ilusória. Nosso objetivo deve ser lutar pela plenitude do Reino de Deus, ai sim, todos terão segurança. O poder econômico pode nos livrar de agressão física, mas nos condiciona a exclusão social. Muitas casas são verdadeiras fortalezas, mas seus moradores sofrem uma violência velada que é pior que a física, são prisioneiros em casa, excluídos da sociedade.
Deus não condena a riqueza, mas a insensibilidade com a carência do outro. Foi o pecado da insensibilidade para com os necessitados que atraiu a destruição de Sodoma (Ez. 16.49). Se a igreja não se voltar para o evangelho de Cristo terá o mesmo fim. Quando a riqueza é benção, para quem possui e para quem não possui, não há o que se preocupar. Mas quando a riqueza possibilita a manipulação e a opressão dos pobres, ela é diabólica. A igreja enriquecida tende ao pecado da arrogância: “estou rico, adquiri riquezas e não preciso de nada” (Ap. 3.17). É preciso ser humilde para ouvir o grito de Deus: eu estou com fome, tenho sede, sou estrangeiro, necessito de roupas, estou enfermo, estou preso, e vocês, o que estão fazendo? (Mt. 25.35-36).
[1] CASTELLANOS, Sergio Ulloa. "A igreja como comunidade de saúde integral". In:SANTOS, H. N. "Dimensões do cuidado e aconselhamento pastoral". São Paulo: ASTE, 2008 (p. 111)
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