domingo, 25 de setembro de 2016
A noiva, o servo, o filho e o soldado
Por Anísio Renato De Andrade
A bíblia nos fala de tantas maneiras diferentes, que podem parecer contraditórias. Somos a noiva de Cristo, servos de Deus, seus filhos ou soldados? Somos tudo isso. Uma visão voltada exclusivamente para uma dessas facetas pode causar distorção no entendimento e na prática cristã. Todos esses termos referem-se à realidade espiritual, mas, em primeira análise, devem ser considerados como metáforas plenamente conciliáveis no que tange às lições transmitidas. Pensando assim, não perguntaremos como Jesus pode ser, ao mesmo tempo, o pastor e a porta das ovelhas, o cordeiro de Deus e o leão de Judá (João 10.7,11; João 1.29; Ap.5.5).
Jesus contou muitas parábolas relacionadas ao reino de Deus, como se vê, por exemplo, nos capítulos 13 e 25 do evangelho de Mateus. Por que tantas? Não seria repetitivo? O que ocorre é que nenhuma parábola é suficiente para expressar toda a realidade espiritual. Então, o Mestre contou diversas. Cada uma demonstra diferentes aspectos, conceitos e valores do reino.
Em Mateus 25, Jesus começou falando sobre 10 virgens que esperavam o noivo, mas, desejando mostrar o outro lado da questão, ele falou, na sequência, sobre 3 servos que esperavam o seu senhor (Mt.25.14-30). Jesus deseja que tenhamos uma visão cada vez mais ampla sobre a sua pessoa, sobre o Pai, o reino de Deus, a segunda vinda e sobre nós mesmos, nossa posição, privilégios, deveres e responsabilidades.
"Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua noiva se aprontou" (Ap.19.7).
A igreja é a noiva de Cristo. Esta figura nos lembra a pureza, o amor, o compromisso, a preparação, o casamento, a festa e a intimidade. O noivo não é uma pessoa estranha ou indiferente. Isso nos mostra que Cristo se importa conosco e nos ama profundamente. O amor é a base de tudo, mas não é o fim. Existe muito mais na nossa relação com Deus.
"Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna" (Rm.6.22).
Na parábola dos talentos, somos representados pelos servos (Mt.25.14-30). É outra perspectiva que o cristão precisa ter acerca de si mesmo. Agora, não se fala em festa, mas em recursos, responsabilidades, trabalho e prestação de contas. O senhorio de Cristo está em evidência. Precisamos servi-lo de acordo com os dons que ele nos confiou. Contudo, não podemos ter apenas essa visão, transformando a vida cristã em ativismo mecânico ou meramente profissional. Precisamos servir por amor, ainda que haja uma recompensa.
"Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus" (João 1.12).
Quando nos trata como filhos, a Palavra nos lembra o novo nascimento, nosso vínculo com o Pai, a participação na família de Deus, uma nova natureza e uma herança incorruptível no céu. O que define a condição de filho não é o que ele faz ou possui, mas o que ele é.
Contudo, não podemos nos esquecer do nosso alistamento no exército de Deus. Somos soldados. Isso nos lembra disciplina, treinamento, armamento, inimigos, lutas, guerras e vitórias.
"Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo" (2Tm.2.3).
A percepção parcial da identidade cristã pode criar expectativas indevidas. Como filhos, esperamos benefícios, provisão, carinho e proteção. Não está errado, mas o que faremos quando Deus permitir dificuldades em nossas vidas? Quem não tem luta é soldado morto.
"Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse" (IPd.4.12).
Portanto, a vida espiritual assemelha-se muito à vida natural quanto à diversidade de papéis, fases e situações. Queremos bênção sem compromisso? Vitória sem luta? Canaã sem deserto? Festa sem trabalho?
O evangelho traz, não apenas bênção e salvação, mas também transformação e missão. Não é algo apenas para mim, mas a partir de mim para o outro. Esta realidade interfere na nossa visão sobre nós mesmos, sobre o próprio Deus e sobre a igreja.
Devemos confiar no Senhor e aceitar o que ele tem para nós, certos de que, "todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus (Rm.8.28).
Fonte: http://www.ultimato.com.br/comunidade-conteudo/a-noiva-o-servo-o-filho-e-o-soldado
domingo, 18 de setembro de 2016
MATURIDADE
Por João Marcos Bezerra
No censo do IBGE, realizado em 2010, provou algo que já era visível, mas que não se tinha dados gerais concretos, o número de evangélicos no Brasil está crescendo muito. Em 10 anos os evangélicos cresceram 61,45% com 42,3 milhões de adeptos no ano citado. Todavia, é importante refletirmos se este crescimento mostra também se a igreja brasileira está saudável, se há qualidade nos seus fiéis. O que você acha?!
Diante da atuação dos ditos cristãos evangélicos nos cenários político, social, cultural, religioso etc. é possível ver o reflexo do nosso Senhor Jesus Cristo na vida destes, como já estudamos sobre Semelhança com Cristo? Infelizmente, a resposta é não. Por isso, repito as palavras de John Stot no nosso livro base, vivemos um “crescimento sem profundidade”, ou seja, somos cristãos completamente superficiais e, consequentemente, imaturos.
Entretanto, isto não é um problema da igreja brasileira. A China, a Europa, a África e os EUA também vivem esta situação de imaturidade. Também não é uma característica somente da igreja contemporânea. O apóstolo Paulo (mais uma vez citamos ele) advertiu os irmãos de Corinto sobre isto em 1Coríntios 3.1-3 porque eles pareciam crianças espirituais e não adultos maduros.
Irmãos, não lhes pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a crianças em Cristo. Dei-lhes leite, e não alimento sólido, pois vocês não estavam em condições de recebê-lo. De fato, vocês ainda não estão em condições, porque ainda são carnais. Porque, visto que há inveja e divisão entre vocês, não estão sendo carnais e agindo como mundanos?
Com isso, algumas perguntas podem estar na cabeça, assim como já estiveram na minha e me colocaram em vários momentos de reflexão sobre isso: Afinal de contas, o que é maturidade? Como reconhecemos que uma pessoa é madura? No texto de 1Coríntios citado acima, em Colossenses 3.5-11 e também Gálatas 5.19-21, vemos características de imaturidade e as obras da carne e percebemos que tudo isso é reflexo do velho homem em nossas vidas. O que nos torna carnais e não espirituais.
“Ok! Então podemos aprender que uma pessoa madura é que não age na carne”. Não somente isso! Vejamos Cl 1.28,29, onde está escrito: “Ao qual anunciamos, advertindo a todo homem, e ensinando a todo homem em toda sabedoria; para que apresentemos a todo homem como perfeito, em Cristo Jesus. No qual eu também trabalho, combatendo conforme o seu agir, que age em mim com poder”. Este texto nos mostra o que é maturidade cristã e o que nos torna uma pessoa espiritualmente madura.
Para começar, uma pessoa madura é representada por Paulo como alguém perfeito. Esta palavra, por sua vez, vem do grego teleios e é definida também por aquele “que não carece de nada necessário para estar completo”, ou seja, uma pessoa madura é alguém completo, perfeito. Mas não basta isto por si só, só podemos ser completos “em Cristo”, que quer dizer que é necessário “estar relacionado a Ele de forma pessoal, vital e orgânica” (John Stot). Assim sendo, quanto mais forte for o relacionamento de alguém com Cristo mais fácil será reconhecer a maturidade espiritual dela, pois ela será semelhante a Jesus e, por isso, o mais completa possível.
Daí, surge outro questionamento: como se tornar maduro? “Que pergunta mané, João, você acabou de dizer! É estar em Cristo, ter um relacionamento forte com Cristo”. Beleza! Mas como ter esse relacionamento forte? Primeiro, precisamos ter uma visão clara de quem Ele é (revelação visível de Deus, cabeça da criação e da Igreja – Cl 1.15-20, o caminho, a verdade, a vida e o único caminho ao Pai – Jo 14.6, etc.). Para ter um relacionamento não é suficiente somente saber quem o outro é. Para ser meu amigo não basta saber quem eu sou, precisa me conhecer de forma mais profunda. Por isso, é necessário conhecer o máximo possível de Cristo também. A Bíblia é a fonte autêntica deste conhecimento e a oração é o meio de se aproximar mais ainda Dele e criar um laço de intimidade.
“Legal! Mas isso não é para todo mundo, João!” – podem afirmar alguns, mas o texto que lemos de Colossenses diz: “advertindo a TODO homem e ensinando a TODO homem… a fim de que apresentemos TODO homem perfeito”. Isto é, a maturidade é para toda a humanidade que está em Cristo. Esta cultura pseudocristã de que só alguns chegam a maturidade espiritual é doutrina gnóstica (heresia defensora de que o conhecimento é que leva salvação ao homem).
Os gnósticos acreditavam que existiam duas categorias de cristãos: o rebanho comum – unidos pela fé, e a elite (hoi teleioi) que tinha o conhecimento especial. O apóstolo Paulo não só discorda desta doutrina como usa a própria palavra dos gnósticos (teleio) para rogar aos irmãos que se apresentem perfeitos em Cristo como ramos maduros ligados a videira (Jo 15). Não no conhecimento, sabedoria humana, mas em Cristo.
Então, podemos sintetizar tudo o que aprendemos sobre maturidade da seguinte forma: ela é o abandono completo do velho homem, por meio de um relacionamento forte com Jesus; sem a Bíblia e a oração não conseguiremos ter e/ou manter esta relação; e, que todo homem e mulher cristãos são convocados a esta maturidade. Daí, precisamos não só entender e aplicar esta verdade em nossas vidas, mas precisamos ensinar aos nossos irmãos, assim como Paulo fez com a igreja em Colossos (anunciando, advertindo e ensinando). Deus abençoe!
3º Estudo da Série - Texto base: Cl 1.28,29
Fonte: http://jmarcosbezerra.blogspot.com.br/2016/08/discipulo-radical-iii.html
No censo do IBGE, realizado em 2010, provou algo que já era visível, mas que não se tinha dados gerais concretos, o número de evangélicos no Brasil está crescendo muito. Em 10 anos os evangélicos cresceram 61,45% com 42,3 milhões de adeptos no ano citado. Todavia, é importante refletirmos se este crescimento mostra também se a igreja brasileira está saudável, se há qualidade nos seus fiéis. O que você acha?!
Diante da atuação dos ditos cristãos evangélicos nos cenários político, social, cultural, religioso etc. é possível ver o reflexo do nosso Senhor Jesus Cristo na vida destes, como já estudamos sobre Semelhança com Cristo? Infelizmente, a resposta é não. Por isso, repito as palavras de John Stot no nosso livro base, vivemos um “crescimento sem profundidade”, ou seja, somos cristãos completamente superficiais e, consequentemente, imaturos.
Entretanto, isto não é um problema da igreja brasileira. A China, a Europa, a África e os EUA também vivem esta situação de imaturidade. Também não é uma característica somente da igreja contemporânea. O apóstolo Paulo (mais uma vez citamos ele) advertiu os irmãos de Corinto sobre isto em 1Coríntios 3.1-3 porque eles pareciam crianças espirituais e não adultos maduros.
Irmãos, não lhes pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a crianças em Cristo. Dei-lhes leite, e não alimento sólido, pois vocês não estavam em condições de recebê-lo. De fato, vocês ainda não estão em condições, porque ainda são carnais. Porque, visto que há inveja e divisão entre vocês, não estão sendo carnais e agindo como mundanos?
Com isso, algumas perguntas podem estar na cabeça, assim como já estiveram na minha e me colocaram em vários momentos de reflexão sobre isso: Afinal de contas, o que é maturidade? Como reconhecemos que uma pessoa é madura? No texto de 1Coríntios citado acima, em Colossenses 3.5-11 e também Gálatas 5.19-21, vemos características de imaturidade e as obras da carne e percebemos que tudo isso é reflexo do velho homem em nossas vidas. O que nos torna carnais e não espirituais.
“Ok! Então podemos aprender que uma pessoa madura é que não age na carne”. Não somente isso! Vejamos Cl 1.28,29, onde está escrito: “Ao qual anunciamos, advertindo a todo homem, e ensinando a todo homem em toda sabedoria; para que apresentemos a todo homem como perfeito, em Cristo Jesus. No qual eu também trabalho, combatendo conforme o seu agir, que age em mim com poder”. Este texto nos mostra o que é maturidade cristã e o que nos torna uma pessoa espiritualmente madura.
Para começar, uma pessoa madura é representada por Paulo como alguém perfeito. Esta palavra, por sua vez, vem do grego teleios e é definida também por aquele “que não carece de nada necessário para estar completo”, ou seja, uma pessoa madura é alguém completo, perfeito. Mas não basta isto por si só, só podemos ser completos “em Cristo”, que quer dizer que é necessário “estar relacionado a Ele de forma pessoal, vital e orgânica” (John Stot). Assim sendo, quanto mais forte for o relacionamento de alguém com Cristo mais fácil será reconhecer a maturidade espiritual dela, pois ela será semelhante a Jesus e, por isso, o mais completa possível.
Daí, surge outro questionamento: como se tornar maduro? “Que pergunta mané, João, você acabou de dizer! É estar em Cristo, ter um relacionamento forte com Cristo”. Beleza! Mas como ter esse relacionamento forte? Primeiro, precisamos ter uma visão clara de quem Ele é (revelação visível de Deus, cabeça da criação e da Igreja – Cl 1.15-20, o caminho, a verdade, a vida e o único caminho ao Pai – Jo 14.6, etc.). Para ter um relacionamento não é suficiente somente saber quem o outro é. Para ser meu amigo não basta saber quem eu sou, precisa me conhecer de forma mais profunda. Por isso, é necessário conhecer o máximo possível de Cristo também. A Bíblia é a fonte autêntica deste conhecimento e a oração é o meio de se aproximar mais ainda Dele e criar um laço de intimidade.
“Legal! Mas isso não é para todo mundo, João!” – podem afirmar alguns, mas o texto que lemos de Colossenses diz: “advertindo a TODO homem e ensinando a TODO homem… a fim de que apresentemos TODO homem perfeito”. Isto é, a maturidade é para toda a humanidade que está em Cristo. Esta cultura pseudocristã de que só alguns chegam a maturidade espiritual é doutrina gnóstica (heresia defensora de que o conhecimento é que leva salvação ao homem).
Os gnósticos acreditavam que existiam duas categorias de cristãos: o rebanho comum – unidos pela fé, e a elite (hoi teleioi) que tinha o conhecimento especial. O apóstolo Paulo não só discorda desta doutrina como usa a própria palavra dos gnósticos (teleio) para rogar aos irmãos que se apresentem perfeitos em Cristo como ramos maduros ligados a videira (Jo 15). Não no conhecimento, sabedoria humana, mas em Cristo.
Então, podemos sintetizar tudo o que aprendemos sobre maturidade da seguinte forma: ela é o abandono completo do velho homem, por meio de um relacionamento forte com Jesus; sem a Bíblia e a oração não conseguiremos ter e/ou manter esta relação; e, que todo homem e mulher cristãos são convocados a esta maturidade. Daí, precisamos não só entender e aplicar esta verdade em nossas vidas, mas precisamos ensinar aos nossos irmãos, assim como Paulo fez com a igreja em Colossos (anunciando, advertindo e ensinando). Deus abençoe!3º Estudo da Série - Texto base: Cl 1.28,29
domingo, 11 de setembro de 2016
Um fogo que não se apaga!
Por Josemar Bessa
Viajar de um mundo fugaz para um eterno é uma longa jornada. Do que precisamos? “E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os iluminar, para que caminhassem de dia e de noite.” - Êxodo 13:21
Do que Israel precisava?
Precisava de um guia em sua jornada do deserto ao lar.
Eles teriam uma longa jornada de quarenta anos.
Eles teriam que caminhar por um caminho estranho que jamais haviam pisado antes.
Inúmeros inimigos iriam se esforçar dia e noite para impedir o seu progresso.
Os perigos forravam cada parte do caminho.
Eles tinham corações enganadores.
Essa não é a história de cada homem regenerado? Um peregrino numa viagem para um país que Deus nos descreveu e chamou? A viagem é longa... Leva talvez cerca de 20, 30, 40, 50, 60, 70... anos.
Eu posso resistir?
Todos nós temos momentos em que olhar para frente com suas aflições, lutas... reais ou imaginárias, e é de se admirar que pensamentos furtivos venham até nós...
Será que vou ter forças para continuar confiando em Cristo como meu prazer todo suficiente, minha delícia perpétua?
E se o sofrimento for demais para mim?
Se, nestes momentos, não sabemos o que a Palavra de Deus ensina, podemos ser sobrecarregados com medo e desespero.
Então, o que a Palavra de Deus ensina? Aqui estão nas Escrituras que eu encontrei útil - Judas 1:24-25
No final de sua carta Judas levanta uma palavra de louvor a Deus:
Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória, Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém.
Observe que agora, nesta vida, Deus é capaz de mantê-lo livre de tropeçar. O que significa que, na Segunda Vinda, Deus vai lhe apresentar irrepreensíveis diante dele com grande alegria.
Então em todas as aflições, artimanhas do diabo, mundo, carne... entre o agora e o céu, Deus vai estar lá – impedindo de tropeçar, fortalecendo sua fé, dando-lhe toda esperança, resistência e coragem que você precisa para se manter confiando em Cristo. Confiando nEle como fonte e pão – ou seja, satisfação completa, saciedade e prazer – o que impede de prazeres falsos se mostrarem capazes de enganar fazendo escolhermos algo que quebre a comunhão com o prazer final – Cristo!
Observe o que Paulo diz sobre os crentes que viviam em Filipos:
Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo - Filipenses 1:6
A fé é uma boa obra que Deus começa em nós. Ele pega o nosso coração de pedra, e dá-nos um coração de carne que confiam em Cristo da maneira descrita – como fonte, como pão, como deleite, como a delícia da vida – tudo o mais se torna apenas um eco disso – “...dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis.” - Ezequiel 36:26-27
É a promessa infalível de Deus! Como John Bunyan ilustra isso no grande clássico O Peregrino?
No livro O Progresso do Peregrino, John Bunyan deu uma ilustração poderosa desta verdade.
No capítulo 5, personagem central de Bunyan, que é chamado de "cristão", encontra um ajudante chamado "intérprete". O trabalho do “intérprete” é ensinar as verdades cristãs fundamentais que ele vai precisar para a caminhada de fé.
Intérprete mostra a “cristão” um fogo que arde contra uma parede, e mostra alguém que estava de pé junto ao fogo constantemente tentando apagar o fogo jogando água sobre ele.
Mas o fogo não se apaga. Não só não apaga, ele queimava cada vez mais forte e mais quente.
Assim, “Cristão” pergunta a Intérprete - O que isso significa?
Intérprete explicou que o fogo é a obra da graça que Deus produz em nossos corações - a graça dá confiança em Cristo e amor por ele.
Mas o diabo está constantemente tentando apagar este incêndio, este fogo, derramando sobre ele a água das tentações e preocupações e provações...
O que mantém o fogo que queima? Pergunta “Cristão”.
Então Intérprete quer mostrar a Cristão como o fogo não só é mantido aceso, mas mantido queimando cada vez mais alto e mais quente. Ele (Intérprete) pegou Cristão e o leva para o lado de trás da parede, onde ele vê um homem que tinha um pote de óleo em sua mão que ele derramava continuamente no fogo.
Então Cristão pergunta mais uma vez - o que isso significa?
E respondeu Intérprete:
Esta é Cristo, que continuamente com o óleo de sua graça mantém o trabalho já iniciado no coração; por meio do qual, não obstante tudo o que o diabo possa fazer, as almas de seu povo ficam mais cheias de graça soberana que prevalece sempre: “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza...” - 2 Coríntios 12:9 –
O que vistes, o homem atrás da parede, te ensina que a tentação, provações, tristezas... não pode senão – pela ação soberana de Deus – aumentar o poder da graça que um dia apresentará todos os regenerados diante de Deus. A trabalho da graça soberana que é sempre mantido na alma.
Veja a imagem inteira que Bunyan quer mostrar...
Se tudo o que vemos é a chama da nossa fé e a água que o Diabo está derramando, podemos facilmente nos desesperar. Essa é a tragédia de não conhecer as doutrinas fundamentais – como a Perseverança dos Santos, por exemplo.
É por isso que é crucial ver o que Jesus está fazendo. Agora e para o resto de sua vida, ele vai continuar a derramar em sua chama todo o óleo que você precisa – O poder infinito da Graça Soberana – que predestinou, chamou e irá glorificar (Romanos 8.29) – Ele derrama e vai continuar a derramar todo o óleo que é necessário não apenas para que a sua fé continue, mas para que ela queime mais alto, e mais quente, e mais forte...
domingo, 4 de setembro de 2016
Ame e faça o que quiser
Por Noeme Rodrigues De Souza Campos
A exaltação dos sentimentos como guia para a conduta é mais um sintoma da insanidade de nossa época.
Um mundo guiado por paixões é um mundo doente, fadado ao caos e ao desespero.
O que é o sentimento? Uma sensação despertada pela conjuntura interna e externa ao indivíduo, sempre adicionada da intenção (realizada ou frustrada) de obter algum tipo de prazer.
Se os hormônios e as circunstâncias variam, é natural que os sentimentos variem na mesma proporção.
Obviamente, fazer disso bússola para a vida, é gastar a existência numa agitação frenética, com sérios prejuízos emocionais e físicos, além dos danos causados à terceiros.
Conduzir se por sentimentos é absolutizar o egoísmo como método de vida. Quem age assim, desconsidera o impacto de sua ação sobre sua própria vida e sobre as vidas de outros - elege apenas suas sensações como dignas de serem atendidas.
Resultados: famílias desfeitas, filhos crescendo sem a segurança de um lar, feridas emocionais, adultos imaturos e egoístas demais para estabelecer qualquer relacionamento saudável…
Como disse Agostinho, “ama e faze o que quiseres. Tudo é permitido, que o amor permite; tudo é proibido, que o amor proíbe.”
Só não vale confundir sentimento com amor. Amor não é egoísta, não é inconsequente, não acaba. A base do amor é o compromisso, não as oscilações de humores.
Fonte: http://www.ultimato.com.br/comunidade-conteudo/ame-e-faca-o-que-quiser
terça-feira, 30 de agosto de 2016
O significado bíblico de “mundo” em João 3.16
Por John Tweeddale
Uma das guinadas mais surpreendentes de João 3.16 é que somos informados que Deus ama o mundo. Podemos ser tentados a pensar que há muitas coisas no mundo para Deus amar. Afinal de contas, como não admirar as paisagens urbanas e rurais, alta gastronomia e churrascos de quintal, sinfonias clássicas e música popular, pinturas renascentistas e rabiscos de jardim de infância? O mundo que conhecemos está repleto de texturas, desafios, oportunidades e alegrias. O problema é que tudo o que é bom, interessante e bonito no mundo está saturado de pecadores. Desde que Adão e Eva se rebelaram contra Deus no jardim, o mundo se tornou uma terra desolada. Não obstante quão maravilhoso o mundo pareça, ele não é digno do amor redentor de Deus.
Entender como o mundo é indigno do amor de Deus é a chave para João 3.16. Só assim apreciaremos o presente inesperado que Deus dá. Este ponto foi bem estabelecido há muitos anos pelo estimado teólogo Benjamin Breckinridge Warfield. Em seu sermão “O incomensurável amor de Deus”, Warfield investiga o significado do termo “mundo” (em grego kosmos) em João 3.16, a fim de sondar as profundezas do amor de Deus.
Qual é o significado de “mundo” nesta passagem? A partir das ideias de Warfield, encontramos quatro respostas possíveis.
Em primeiro lugar, muitas pessoas acreditam que “mundo” significa todas as pessoas, sem exceção. Em outras palavras, quando João 3.16 diz que Deus ama o mundo, isso significa que ele ama todas as pessoas, uma por uma, de forma igual. A lógica é algo deste tipo: Deus ama todas as pessoas; Cristo morreu por todas as pessoas; portanto, a salvação é possível para todas as pessoas. No entanto, essa visão parece sugerir que o amor de Deus é impotente, e que a morte de Cristo é ineficaz. Caso contrário, a conclusão natural desta posição seria a de que todas as pessoas são efetivamente salvas, em vez de apenas potencialmente salvas. Se Deus ama todas as pessoas, e Cristo morreu por todas as pessoas; se o amor de Deus não é impotente, e morte de Cristo não é ineficaz, então a única conclusão a que se pode chegar é que a salvação é assegurada para todas as pessoas. No entanto, este ponto de vista contradiz o ensino da Bíblia sobre o julgamento de Deus, tal como é evidenciado pelo contexto imediato em João 3.17-21.
Em segundo lugar, outros argumentam que “mundo” significa todas as pessoas, sem distinção. Esta opção enfatiza que Deus ama mais de um tipo de pessoa ou grupo étnico. A morte de Cristo na cruz não foi apenas por judeus, mas também por gentios. O amor de Deus não se restringe a fronteiras nacionais, mas se estende a todos os tipos de nações, tribos, culturas, línguas e povos. A isso, todo o povo de Deus (tanto arminianos quanto calvinistas) diz um caloroso “Amém”. Apesar de este ponto de vista ter a vantagem de estar, sem dúvida, certo e de se encaixar dentro do contexto maior do evangelho de João sobre a identidade global dos “filhos de Deus” (por exemplo, João 1.9-13; 4.42), ele não chega a capturar o forte contraste entre “Deus amou” e “o mundo” que João 3.16 deliberadamente evoca.
Em terceiro lugar, uma nuance popular da opção anterior entre os teólogos reformados é argumentar que “mundo” em João 3.16 se refere aos eleitos. Ao longo de todo o Evangelho de João, Jesus enfatiza a particularidade de sua graça. “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim” (6.37). “Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim […] e dou a minha vida pelas ovelhas” (10.14-15). ”Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia” (15.19). “É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus” (17.9). E assim por diante. O ponto é que o povo de Deus é escolhido de um mundo descrente. Novamente, este ponto de vista possui um tom importante ao destacar a doutrina bíblica da eleição, mas o foco do termo “mundo” em João 3.16 não é tanto sobre a identidade do povo de Deus, mas sobre a natureza do amor de Deus.
Isso nos leva à opção final. Uma defesa consistente pode ser feita para crermos que “mundo” se refere à qualidade do amor de Deus. Warfield declara de forma convincente:
[Mundo] não é aqui tanto um termo de extensão; antes, é um termo de intensidade. Sua conotação primária é ética, e o objetivo de seu emprego não é sugerir que o mundo é tão grande que é preciso uma grande dose de amor para abarcá-lo completamente, mas que o mundo é tão ruim que é preciso um grande tipo de amor para poder amá-lo, e sobretudo para amá-lo como Deus o amou quando deu o seu Filho por ele.
O mundo representa a humanidade pecadora, e não é digno do amor salvífico de Deus. Fora do amor de Deus, o mundo está sob a sua condenação. Mas em Cristo, os crentes experimentam o amor surpreendente, redentivo e infinito de Deus. João 3.16 não diz respeito à grandeza do mundo, mas à grandeza de Deus.
Rev. John W. Tweeddale é reitor acadêmico e professor de teologia na Reformation Bible College em Sanford, Fl.
Tradução: João Paulo Aragão da Guia Oliveira. Revisão: Yago Martins. © 2016 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. MinisterioFiel.com.br. Original: O significado bíblico de “mundo” em João 3.16
domingo, 21 de agosto de 2016
Quando a alma sabota a fé
Por William Lacy Lane
Leio alguns salmos de lamento ou súplica e fico com a impressão de que muitas vezes nossa ‘alma’, isto é, nossas emoções, não respeita nossa fé. Nos salmos 42 e 43 há um refrão que diz, “Por que estás abatida, ó minha alma, por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, minha salvação e meu Deus” (42.5,11; 43.5). Retrata alguém tentando convencer a sua alma (a si mesmo) a confiar em Deus.
É interessante o contraste entre as descrições de Deus e de si mesmo. Deus é minha salvação, meu Deus (42.5,11), Deus vivo (42.2) concede a sua bondade (42.8), é o meu cântico (42.8), minha rocha (42.9), minha fortaleza (43.2), minha grande alegria (43.4). Por outro lado, o salmista diz, derramo a minha alma (42.4), minhas lágrimas têm sido meu alimento (42.3), minha alma tem sede de Deus (42.2). Ele pergunta, quando irei e verei a face de Deus? (42.2), por que te esqueceste de mim? (42.9), por que ando lamentando por causa da opressão do inimigo? (42.9; 43.2), por que me rejeitaste? (43.2).
Como alguém que crê em Deus como rocha, salvação e grande alegria pode lamentar dizendo por que me rejeitas? Por que ando lamentando? Por que te esqueceste de mim?
As figuras que o salmista usa para descrever Deus denotam solidez, confiança, proteção. Deus é rocha, fortaleza, meu auxílio, minha salvação. Mas as perguntas e a descrição de sua própria situação denotam fragilidade, necessidade, perturbação, fraqueza. A alma tem sede, está longe de Deus, o salmista foi esquecido e rejeitado por Deus e está sob opressão.
Vejo nesses salmos e em outros salmos de lamento aquilo que chamo de a alma não respeitar nossa fé. Pela fé afirmamos e queremos confiar que Deus é rocha, é fortaleza, é minha grande alegria. Queremos esperar nele que é nosso auxílio e nosso Deus. Porém os conflitos, aflições e sofrimento nos abalam e perturbam a ponto de nós estranharmos nossas emoções. É como se intensos sentimentos, emoções e pensamentos estivessem sabotando nossa confiança em Deus. O salmista estranha a sua alma e tenta convencer a si mesmo a esperar em Deus a quem ele ainda haveria de louvar.
Esse salmo tem uma boa notícia e uma má notícia. A má notícia é que parece que as circunstâncias não mudaram. Pelo menos não há nenhuma indicação nesses salmos (42, 43) de que a situação do salmista tenha mudado, isto é, que a opressão do inimigo tenha cessado. Pelo contrário, ele suplica que Deus defenda a sua causa diante da nação ímpia (43.1), que envie a sua luz e verdade par ao guiar (43.3), e se compromete a no futuro ir louvar a Deus em seu altar (43.4).
A boa notícia é que embora as circunstâncias não tenham mudado, a sua confiança está sendo restabelecida. Enquanto suas lágrimas tomavam conta dele noite e dia (42.3), as lágrimas são substituídas pela bondade durante o dia e pelo canto à noite (42.8). A oração não levou a uma mudança imediata das circunstâncias, mas revigorou sua confiança.
O lamento, o luto, a queixa diante de Deus têm essa capacidade – transformar nosso choro em sorriso ainda que as circunstâncias não tenham mudado.
William Lacy Lane (billy) - Pastor presbiteriano, doutor em Antigo Testamento e diretor acadêmico da Faculdade Teológica Sul-Americana, em Londrina (PR).
Foto: Geralt / Pixabay.com
Fonte: http://www.ultimato.com.br/conteudo/quando-a-alma-sabota-a-fe
Leio alguns salmos de lamento ou súplica e fico com a impressão de que muitas vezes nossa ‘alma’, isto é, nossas emoções, não respeita nossa fé. Nos salmos 42 e 43 há um refrão que diz, “Por que estás abatida, ó minha alma, por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, minha salvação e meu Deus” (42.5,11; 43.5). Retrata alguém tentando convencer a sua alma (a si mesmo) a confiar em Deus.
É interessante o contraste entre as descrições de Deus e de si mesmo. Deus é minha salvação, meu Deus (42.5,11), Deus vivo (42.2) concede a sua bondade (42.8), é o meu cântico (42.8), minha rocha (42.9), minha fortaleza (43.2), minha grande alegria (43.4). Por outro lado, o salmista diz, derramo a minha alma (42.4), minhas lágrimas têm sido meu alimento (42.3), minha alma tem sede de Deus (42.2). Ele pergunta, quando irei e verei a face de Deus? (42.2), por que te esqueceste de mim? (42.9), por que ando lamentando por causa da opressão do inimigo? (42.9; 43.2), por que me rejeitaste? (43.2).
Como alguém que crê em Deus como rocha, salvação e grande alegria pode lamentar dizendo por que me rejeitas? Por que ando lamentando? Por que te esqueceste de mim?
As figuras que o salmista usa para descrever Deus denotam solidez, confiança, proteção. Deus é rocha, fortaleza, meu auxílio, minha salvação. Mas as perguntas e a descrição de sua própria situação denotam fragilidade, necessidade, perturbação, fraqueza. A alma tem sede, está longe de Deus, o salmista foi esquecido e rejeitado por Deus e está sob opressão.
Vejo nesses salmos e em outros salmos de lamento aquilo que chamo de a alma não respeitar nossa fé. Pela fé afirmamos e queremos confiar que Deus é rocha, é fortaleza, é minha grande alegria. Queremos esperar nele que é nosso auxílio e nosso Deus. Porém os conflitos, aflições e sofrimento nos abalam e perturbam a ponto de nós estranharmos nossas emoções. É como se intensos sentimentos, emoções e pensamentos estivessem sabotando nossa confiança em Deus. O salmista estranha a sua alma e tenta convencer a si mesmo a esperar em Deus a quem ele ainda haveria de louvar.
Esse salmo tem uma boa notícia e uma má notícia. A má notícia é que parece que as circunstâncias não mudaram. Pelo menos não há nenhuma indicação nesses salmos (42, 43) de que a situação do salmista tenha mudado, isto é, que a opressão do inimigo tenha cessado. Pelo contrário, ele suplica que Deus defenda a sua causa diante da nação ímpia (43.1), que envie a sua luz e verdade par ao guiar (43.3), e se compromete a no futuro ir louvar a Deus em seu altar (43.4).
A boa notícia é que embora as circunstâncias não tenham mudado, a sua confiança está sendo restabelecida. Enquanto suas lágrimas tomavam conta dele noite e dia (42.3), as lágrimas são substituídas pela bondade durante o dia e pelo canto à noite (42.8). A oração não levou a uma mudança imediata das circunstâncias, mas revigorou sua confiança.
O lamento, o luto, a queixa diante de Deus têm essa capacidade – transformar nosso choro em sorriso ainda que as circunstâncias não tenham mudado.
William Lacy Lane (billy) - Pastor presbiteriano, doutor em Antigo Testamento e diretor acadêmico da Faculdade Teológica Sul-Americana, em Londrina (PR).
Foto: Geralt / Pixabay.com
Fonte: http://www.ultimato.com.br/conteudo/quando-a-alma-sabota-a-fe
sábado, 13 de agosto de 2016
SEMELHANÇA COM CRISTO
Por João Marcos Bezerra
Já assisti várias vezes o vídeo “Como o mundo ti vê, Cristão?”, onde algumas pessoas respondem “Quem é Jesus”, “O que é a igreja” e “Quem são os cristãos”. É interessante ver as respostas porque refletem, em muitos casos, o quanto a igreja e, consequentemente, os cristãos fizeram, bem ou mal, aos entrevistados. Você já parou para pensar sobre quem é Jesus, os cristãos e a igreja para você? Se você já viu esse vídeo, concorda com que as pessoas dizem?
Infelizmente muito do que elas dizem reflete simplesmente o quanto os cristãos foram ou são semelhantes a Cristo no trato com os outros. Se as pessoas se relacionam com bons cristãos, tem uma boa imagem da igreja, de Cristo e dos seguidores deste. Se elas já sofreram algum mal destes, a impressão que ficou não foi boa. No caso de boa parte dos entrevistados no vídeo a resposta não foi amigável. Por isso, vamos conversar sobre Semelhança com Cristo agora.
John Stot diz o seguinte: “Deus quer que o seu povo se torne como Cristo, pois semelhança com Cristo é a vontade de Deus para o povo de Deus”. Isto foi a conclusão que ele chegou após anos se questionando qual é o propósito de Deus para o seu povo. Ele não achava suficiente simplesmente dizer que era para glorificar a Deus ou amar ao Senhor e ao próximo. Precisava de mais e encontrou descanso nesta conclusão.

Em Rm 8.29 está escrito que Deus predestinou aqueles que o amam para serem conformes a imagem Dele. A palavra grega traduzida por predestinou (proorizo) também significa “decidir de antemão, preordenar” (Bíblia Strong). Com isso e com o conhecimento de que Deus criou o homem a própria imagem e semelhança (Gn 1.26,27), podemos entender que o Senhor ainda deseja que sejamos semelhantes a Ele. Como isso é possível?
O texto de 2Co 3.18 mostra que estamos sendo transformados a Sua imagem por meio do Espírito Santo. No estudo “Eu Prefiro Ser Essa Metamorfose Ambulante” explica o termo transformado. Neste contexto podemos dizer que o Espírito Santo, por meio de uma mudança que flui de dentro para fora, transforma-nos na imagem de Cristo. Só que somos falhos e pecadores e Jesus era perfeito e imaculado. Como seremos semelhantes em Sua perfeição?
Mais um texto nos ajudará a entender. Em 1João 3.2 está escrito que só se tornará visível quem seremos quando virmos a Cristo glorificado. Embora ainda não conheçamos a Jesus plenamente para poder ser a imagem perfeita Dele, conhecemos partes importantes da vida do Senhor que podemos imitar. Se conseguirmos refletir o que conhecemos Dele, será o suficiente para sermos seus imitadores.
O que conhecemos de Cristo?
1) Sabemos que, mesmo sendo Deus, Ele não usou sua divindade em sua encarnação, mas obedeceu ao Pai até a morte (Fp 2.5-8). Então, devemos ser obedientes a Deus em tudo o que fazemos.
2) Também conhecemos que Ele viveu como servo e não como Senhor (Jo 13.14-15, Mc 10.45). Por isso, devemos servir a todos.
3) Em Ef 5.2 diz que “Cristo nos amou e se entregou a sim mesmo por nós”. Assim, devemos amar ao próximo (Mc 12.31), amar aos nossos inimigos (Mt 5.44) e amar a nossas esposas e nos entregar por estes (Ef 5.25).
4) É conhecido que Cristo sofreu como ovelha muda por causa dos nossos pecados e nos substituiu na cruz, deixando o exemplo de paciência diante do sofrimento. Com isso, devemos ser pacientes diante do sofrimento que passamos, ainda mais quando o sofremos ao fazer o bem (1Pe 2.18-21).
5) Outra característica conhecida de Jesus é a sua missão de tornar conhecido as Boas Novas de Salvação a toda a humanidade. Assim também devemos fazer o mesmo porque foi para isso que Deus nos enviou (Mt 28.19-20; Jo 20.21).
Diante de tudo isto, podemos entender: que Deus nos criou para sermos a imagem de Cristo; que é o Espírito Santo que habita em nós que nos torna semelhantes a Ele; que só seremos plenamente iguais a Jesus na Glória, mas que é possível sermos parecidos com Ele quando o imitarmos em tudo o que nos deixou como exemplo.
Quando realmente começarmos a imitar a Cristo as pessoas entenderão de fato quem é Jesus, quem são os cristãos e o que é a Igreja. Os verdadeiros seguidores do Senhor são seus imitadores. Você pelo menos já começou a tentar imitá-lo? Se não, está na hora de começar. Faça isso já! Deus abençoe nesta caminhada!
2º Estudo da Série - Texto base: Rm 8.29; 2Co 3.18; 1Jo 3.2
Fonte: http://jmarcosbezerra.blogspot.com.br/2016/07/discipulo-radical-ii.html
Já assisti várias vezes o vídeo “Como o mundo ti vê, Cristão?”, onde algumas pessoas respondem “Quem é Jesus”, “O que é a igreja” e “Quem são os cristãos”. É interessante ver as respostas porque refletem, em muitos casos, o quanto a igreja e, consequentemente, os cristãos fizeram, bem ou mal, aos entrevistados. Você já parou para pensar sobre quem é Jesus, os cristãos e a igreja para você? Se você já viu esse vídeo, concorda com que as pessoas dizem?
Infelizmente muito do que elas dizem reflete simplesmente o quanto os cristãos foram ou são semelhantes a Cristo no trato com os outros. Se as pessoas se relacionam com bons cristãos, tem uma boa imagem da igreja, de Cristo e dos seguidores deste. Se elas já sofreram algum mal destes, a impressão que ficou não foi boa. No caso de boa parte dos entrevistados no vídeo a resposta não foi amigável. Por isso, vamos conversar sobre Semelhança com Cristo agora.
John Stot diz o seguinte: “Deus quer que o seu povo se torne como Cristo, pois semelhança com Cristo é a vontade de Deus para o povo de Deus”. Isto foi a conclusão que ele chegou após anos se questionando qual é o propósito de Deus para o seu povo. Ele não achava suficiente simplesmente dizer que era para glorificar a Deus ou amar ao Senhor e ao próximo. Precisava de mais e encontrou descanso nesta conclusão.

Em Rm 8.29 está escrito que Deus predestinou aqueles que o amam para serem conformes a imagem Dele. A palavra grega traduzida por predestinou (proorizo) também significa “decidir de antemão, preordenar” (Bíblia Strong). Com isso e com o conhecimento de que Deus criou o homem a própria imagem e semelhança (Gn 1.26,27), podemos entender que o Senhor ainda deseja que sejamos semelhantes a Ele. Como isso é possível?
O texto de 2Co 3.18 mostra que estamos sendo transformados a Sua imagem por meio do Espírito Santo. No estudo “Eu Prefiro Ser Essa Metamorfose Ambulante” explica o termo transformado. Neste contexto podemos dizer que o Espírito Santo, por meio de uma mudança que flui de dentro para fora, transforma-nos na imagem de Cristo. Só que somos falhos e pecadores e Jesus era perfeito e imaculado. Como seremos semelhantes em Sua perfeição?
Mais um texto nos ajudará a entender. Em 1João 3.2 está escrito que só se tornará visível quem seremos quando virmos a Cristo glorificado. Embora ainda não conheçamos a Jesus plenamente para poder ser a imagem perfeita Dele, conhecemos partes importantes da vida do Senhor que podemos imitar. Se conseguirmos refletir o que conhecemos Dele, será o suficiente para sermos seus imitadores.
O que conhecemos de Cristo?
1) Sabemos que, mesmo sendo Deus, Ele não usou sua divindade em sua encarnação, mas obedeceu ao Pai até a morte (Fp 2.5-8). Então, devemos ser obedientes a Deus em tudo o que fazemos.
2) Também conhecemos que Ele viveu como servo e não como Senhor (Jo 13.14-15, Mc 10.45). Por isso, devemos servir a todos.
3) Em Ef 5.2 diz que “Cristo nos amou e se entregou a sim mesmo por nós”. Assim, devemos amar ao próximo (Mc 12.31), amar aos nossos inimigos (Mt 5.44) e amar a nossas esposas e nos entregar por estes (Ef 5.25).
4) É conhecido que Cristo sofreu como ovelha muda por causa dos nossos pecados e nos substituiu na cruz, deixando o exemplo de paciência diante do sofrimento. Com isso, devemos ser pacientes diante do sofrimento que passamos, ainda mais quando o sofremos ao fazer o bem (1Pe 2.18-21).
5) Outra característica conhecida de Jesus é a sua missão de tornar conhecido as Boas Novas de Salvação a toda a humanidade. Assim também devemos fazer o mesmo porque foi para isso que Deus nos enviou (Mt 28.19-20; Jo 20.21).
Diante de tudo isto, podemos entender: que Deus nos criou para sermos a imagem de Cristo; que é o Espírito Santo que habita em nós que nos torna semelhantes a Ele; que só seremos plenamente iguais a Jesus na Glória, mas que é possível sermos parecidos com Ele quando o imitarmos em tudo o que nos deixou como exemplo.Quando realmente começarmos a imitar a Cristo as pessoas entenderão de fato quem é Jesus, quem são os cristãos e o que é a Igreja. Os verdadeiros seguidores do Senhor são seus imitadores. Você pelo menos já começou a tentar imitá-lo? Se não, está na hora de começar. Faça isso já! Deus abençoe nesta caminhada!
2º Estudo da Série - Texto base: Rm 8.29; 2Co 3.18; 1Jo 3.2
Fonte: http://jmarcosbezerra.blogspot.com.br/2016/07/discipulo-radical-ii.html
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