quarta-feira, 31 de maio de 2017

O que os pais de família da Bíblia nos ensinam?

Por Billy Lane


Gosto de olhar para o livro de Gênesis na perspectiva da história de pais de família e sua relação com Deus, com o trabalho, com a sociedade e com a herança ou promessa de Deus. Não temos nenhum herói. Todos são essencialmente humanos em suas fraquezas e erros. Suas famílias estão longe de serem idealizadas como exemplo a ser seguido. Justamente por isso eles têm algo importante para nos ensinar.

O primeiro chefe de família, naturalmente, é Adão. Eu o considero aquele filhinho do papai que colocou tudo a perder. Adão herdou um paraíso. Foi criado nas melhores condições possíveis. Tinha tudo para dar certo. Foi colocado num jardim prazeroso, tinha trabalho, esposa, descanso e responsabilidades. Mas uma coisa ele não tinha. Não tinha autonomia moral. Ele não podia decidir por si mesmo o que era certo e errado. Isso se representa na proibição de tomar do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, isto é, da autonomia sobre o bem e o mal. E isso ele devia contas a Deus. Mas lhe cabia entender os limites de sua autonomia e se sujeitar ao seu criador. Adão, porém, preferiu se tornar como Deus, “conhecedor do bem e do mal” (Gn 3.5, 22). Para Adão não bastava ter tudo, ele queria ser dono de seu próprio destino, ser igual a Deus. Tomou do fruto e perdeu a vida. Colocou tudo a perder.

O segundo pai de família é Noé. Ao contrário de Adão, ele não herdou uma bela propriedade nem vivia num ambiente prazeroso. Pelo contrário, vivia numa sociedade corrupta, mas nem por isso se deixou levar pela corrupção e degradação moral. Ele era justo e íntegro na sua geração. É apresentado também como aquele que “nos aliviará do nosso trabalho e do sofrimento de nossas mãos, causados pela terra que o Senhor amaldiçoou” (Gn 5.29). Essa é uma alusão direta à maldição de Gênesis 3.17, em que Deus amaldiçoa a terra e causa ao homem sofrimento em decorrência do pecado. Em Gênesis 6.6, há três verbos usados que, certamente, pretendem fazer alusão a Gênesis 5.29: “Então o Senhor arrependeu-se de ter feito o homem sobre a terra, e isso cortou-lhe o coração”. A raiz dos verbos arrependeu-se, ter feito e cortou-lhe são, respectivamente, as mesmas de aliviará, trabalho e sofrimento de Gênesis 5.29.¹ Além de ser íntegro, Noé traz alívio ao sofrimento, é um refrigério para a sua geração.

O terceiro é Abraão, um cidadão comum, itinerante, com promessa de um grande futuro, que se tornou pai de grandes nações. Além de não ter terra nem descendência, nada se diz que Abraão se destacasse por sua integridade ou por qualquer virtude especial em relação à sua geração. Sabemos sim que tinha posses e empregados (Gn 12.5). Mas foi chamado por Deus para ser abençoado e abençoador de todas as famílias da terra. Cometeu muitos erros. Muitas vezes quis dar um jeitinho para adiantar as coisas para Deus, mas apesar das falhas, perseverou em seguir a instrução de Deus. Teve de pedir para os filhos de Hete um lugar para enterrar sua esposa. Não viu seus descendentes ocuparem definitivamente a terra prometida. Mas viveu confiante na promessa de Deus.

Jacó, naturalmente, é outra figura de destaque na história de Gênesis. Ele é mais polêmico. É um desastrado usurpador do direito do outro e que, a despeito de seus erros, se torna também o patriarca de uma nação. A vida de Jacó é marcada por querer se apropriar da bênção de Deus com a própria força. Manipula as coisas para sua vantagem. Quer se sair melhor sempre. Começa no nascimento segurando no calcanhar do irmão, o que lhe rendeu o nome Jacó (i.e., aquele que segura no calcanhar, suplantador). Depois rouba o direito e bênção de primogênito de seu irmão. Mais tarde tenta enrolar seu sogro e é enrolado por ele. Até ousa lutar com Deus. Mas precisa ser quebrantado. E isso lhe rendeu a mudança de nome para Israel (= Deus prevalece).

Essas biografias não escondem as fraquezas e defeitos desses indivíduos e famílias. Foram pessoas fortemente atingidas pelos efeitos do pecado na vida humana. Cometeram mais erros do que acertos na sua relação com Deus, com a família, com o trabalho e com a sociedade. Tenho a impressão que essas histórias resumem como o ser humano quer sempre ser mais que Deus ou ser o seu próprio Deus e tirar vantagem do outro. O mais impressionante é que foram instrumentos assim que Deus usou para realizar o seu propósito. Não existe família perfeita, mas famílias que seguem a Deus e se deixam ser usadas por Deus.


Nota:
1 Cassuto, 1989, p. 303.

William Lacy Lane (billy) - Pastor presbiteriano, doutor em Antigo Testamento e diretor acadêmico da Faculdade Teológica Sul-Americana, em Londrina (PR).


Fonte: http://www.ultimato.com.br/conteudo/o-que-os-pais-de-familia-da-biblia-nos-ensinam

domingo, 21 de maio de 2017

O Deus que tudo controla


Por Jen Wilkin


Porque nosso Deus controla todas as coisas, ele pode, em última análise, operar tudo para o nosso bem, mesmo aquelas coisas que para outros signifique o mal. Os teólogos falam de sua vontade ativa e sua vontade passiva. Ele trabalha ativamente por meio de nossa obediência, mas também trabalha passivamente por meio de nossa desobediência, como no caso dos irmãos de José, o qual reconheceu que Deus havia usado o que eles intentaram para o mal a fim de realizar seus bons propósitos.

Embora Deus controle todas as coisas, aqueles que fazem o mal ainda são responsáveis por suas escolhas pecaminosas. Como pode ser isso? Como podemos ser responsáveis por nossas escolhas se Deus é soberano? A soberania divina e a responsabilidade humana são verdades paralelas que devemos sustentar simultaneamente. A Bíblia afirma com veemência a soberania total de Deus e a livre agência do homem. O mesmo Jesus que disse: “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer”, também diz: “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso” (Jo 6.44; Mt 11.28, NVI). Em nosso estado pecaminoso caído, não temos disposição natural de ir a Deus. Então, Deus nos regenera e muda a disposição de nosso coração, e, assim, de nossa própria vontade, a qual agora é liberta da escravidão, nós voluntariamente respondemos à sua chamada para irmos até ele e sermos salvos. Se nós, seres humanos, não pudéssemos fazer escolhas genuínas e responsáveis, então Deus seria injusto por nos punir pelo pecado. De fato, ele seria até responsável pelo pecado.

Como a nossa livre agência e a soberania de Deus podem coexistir é um mistério. No momento em que o humano e o divino se cruzarem, o paradoxo surgirá e nossas limitações humanas obscurecerão a forma como dois pontos aparentemente contraditórios conseguem ser ambos verdadeiros. É bom que lidemos com o paradoxo, mas se permitirmos que eles tirem nossos olhos de uma questão de maior relevância, perderemos o que é importante de verdade. E a questão é esta: quão comprometida você está com o mito de sua soberania própria?

Para chegar a uma resposta honesta, considere quatro áreas nas quais nós lutamos por controle.

1.    Controlando nossos corpos
A forma como nos relacionamos com nossos corpos revela muito de nossa necessidade por controle. Cuidar de nossos corpos é uma questão de mordomia. Eles não são nossos. Eles nos foram dados para mantê-los em caminhos saudáveis. Mas quando ultrapassamos o limite e adentramos o controle doentio, passamos da mordomia para a idolatria. Isso pode adquirir a forma de preocupação obsessiva com dietas e exercícios, transtornos alimentares, medo excessivo de doenças e germes, hipocondria, medo de envelhecer ou apenas vaidade.

Como podemos saber quando ultrapassamos os limites da mordomia e passamos para o controle? Certamente, pelo impacto em nosso tempo, mas também pelo impacto em nossas palavras e em nossas carteiras. Quando desejamos o controle doentio sobre os nossos corpos, falamos sobre eles constantemente. Nossos métodos, expectativas e resultados conseguem entrar em nossas conversas e nas postagens das redes sociais. Racionalizamos o custo final de qualquer suplemento, procedimento médico, creme antienvelhecimento ou mensalidade de academia, considerando-os necessários para alcançar o nosso objetivo corporal.

Em última análise, nossa necessidade por controle impacta os nossos relacionamentos de maneira negativa. Julgamos aqueles que não seguem o nosso regime restrito, desprezando-os como indisciplinados quanto à sua saúde ou descuidados com sua aparência. E priorizamos nosso tempo livre e nossos recursos para nós mesmas ao invés de para os outros.

2. Controlando nossas posses
Assim como os nossos corpos, nossas posses são para a mordomia, não para fazermos com elas o que quisermos. Não é errado ter coisas, é apenas errado adorá-las. Quando ultrapassamos o limite e entramos no controle doentio, desenvolvemos uma preocupação obsessiva em adquirir, multiplicar e manter o que temos. Isso pode se manifestar na forma de acumulação, compra compulsiva, medo de usar o que se tem, porque pode ser danificado ou desgastado, cuidado compulsivo de uma propriedade, gerenciamento financeiro muito minucioso ou inabilidade de emprestar ou dar coisas a outros.

Acaso um arranhão em seu carro lhe mata? O fato de seu carro estar meticulosamente preservado é uma fonte de orgulho para você? A forma como nós reagimos ao dano ou à perda de posses revela se temos problemas de controle nessa área. Acumular dívidas para manter um estilo de vida é algo racional para você? Algo pode estar errado com a maneira como você enxerga suas coisas.

3. Controlando nossos relacionamentos
Todo relacionamento humano que nós temos é ordenado por Deus e é uma oportunidade de demonstrar amor preferencial a outra pessoa feita à imagem dele. Conflitos de relacionamento estão sempre ligados ao controle. Um desejo por controle doentio em um relacionamento pode se manifestar na forma de intimidação ou manipulação (verbal, emocional, física), marcas características do abuso. Sabemos como são os extremos — nós assistimos a eles nos jornais à noite ou temos a tristeza de conhecê-los pessoalmente. A maioria de nós não se encaixa na categoria “agressores”, mas isso não significa que não somos controladores em algum nível.

Formas menores de controle se revelam como uma inabilidade de admitir que estamos erradas, uma necessidade de se ter a última palavra, uma necessidade de ser severa, uma atitude de “ou aceita ou cai fora”. Se nos comportamos dessa forma com uma criança, um cônjuge, uma amiga, um colega de trabalho, estamos exercitando controle de uma maneira não saudável.

Nenhuma situação é mais difícil de não exercer um comportamento controlador do que com aqueles sobre quem temos autoridade legítima. Pais, líderes de igrejas e líderes de negócios que amam excessivamente o controle irão cair num estilo de liderança autoritário, uma liderança que torna as regras mais importantes que os relacionamentos. Estar em posição de autoridade significa colocar limites para preservar o relacionamento. Não significa colocar limites que impeçam o relacionamento.

Uma amiga, certa vez, me contou que quando seus filhos se acusavam no meio de uma briga (uma batalha óbvia por controle), ela perguntava: “quem está sendo o mais gentil?”. Que pergunta inteligente para se fazer sobre qualquer conflito de relacionamento. O amor preferencial pelos outros requer dominarmos nosso desejo de controlá-los. Você permite que o mau humor faça com que os outros fiquem pisando em ovos com você? Você espera que os outros sejam capazes de ler sua mente quando seus sentimentos estão feridos? Há algo implícito no seu discurso? Escolha a gentileza ao invés de optar pelo controle e veja seus relacionamentos se tornarem saudáveis.

4. Controlando nossas circunstâncias e ambientes
A vida é incerta. Embora Deus conheça o futuro, nós não o conhecemos, e a maior parte de nós não lida bem com a ambiguidade. Aqueles que querem controlar as circunstâncias tentam se precaver para cada contingência. Eles planejam demasiadamente, transformando as tarefas mais simples nos maiores empreendimentos. Quanto menos controle eles percebem ter, mais comportamento controlador demonstram. Eles se sentam ao lado do motorista, oferecem conselho ou “ajuda” não solicitados em projetos e situações que não os envolvem diretamente, são servilmente pontuais quando ninguém está esperando por eles e lutam contra um desejo dominador de ser a pessoa que possui o controle remoto. Eles sabem a melhor forma de encher uma lava-louças, rearranjando-a, de modo sorrateiro, quando acham que ninguém está vendo.

Eles separam o lixo para a reciclagem quando a festa acaba, não importando quão tarde seja ou quão grande seja a quantidade de lixo. Eles não conseguem dormir até que tudo esteja realmente feito. Desenvolvem rotinas e rituais dos quais dependem para ter paz mental. As regras existem para tudo, desde a ordem em que devem comer a comida de um prato até como organizar adequadamente uma gaveta de meias. Se o espelho está torto na parede, você consegue passar por ele sem consertá-lo? Se não consegue, separe algum tempo para olhar para ele enquanto o arruma. Eu sei que tive de fazer isso para elaborar esses exemplos. Nem todos eles se adéquam a mim, mas muitos deles, sim. Ninguém me acusaria de ser compulsivamente pontual, mas sou bem conhecida por ser como um fariseu no que concerne à reciclagem e uma legalista da lava-louças. Você não precisa ser diagnosticada com transtorno obsessivo compulsivo para ter problemas com o controle sobre as circunstâncias e os ambientes. Precisa apenas ser um humano limitado.

Derrubando o mito da soberania humana
Quando buscamos controle, declaramos nossa crença de que nós, ao invés de um Deus onisciente, onividente, onipotente e infinitamente bom, deveríamos controlar o universo. Nossos problemas com controle surgem da especulação “e se”. Nossa inabilidade de responder à pergunta “e se” definitivamente causa ansiedade — ansiedade sobre a probabilidade de o nosso reino vir e de a nossa vontade ser feita. Meu esposo sempre acalma minha ansiedade apontando-me para uma questão importante: qual é a pior hipótese? Falar sobre os meus medos quanto às situações, aos relacionamentos, às posses, ou ao meu corpo ajuda a me acalmar. Ou, mais precisamente, isso me ajuda a deixá-los aos pés do meu Pai celestial. É uma forma de confissão, deixar a minha boca falar aquilo de que está cheio o meu coração, dando voz aos meus incômodos medos e abandonando a minha necessidade por controle. É um reconhecimento de que o reino pertence a Deus.

Teu, SENHOR, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, SENHOR, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos. Riquezas e glória vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tua mão há força e poder; contigo está o engrandecer e a tudo dar força (1Cr 29.11-12).

Soberano
Assim disse o rei Davi ao Rei dos Céus. E assim digo eu.

Sobre o que eu tenho controle? Sobre algumas coisas muito importantes. Meus pensamentos, os quais posso tornar cativos pelo poder do Espírito Santo. E se posso controlar meus pensamentos, posso controlar também a minha atitude — para com o meu corpo, minhas coisas, meus relacionamentos e minhas circunstâncias. Se meus pensamentos e minha atitude estão sob controle, minhas palavras também estarão, assim como as minhas ações. Os redimidos, de maneira obediente, submetem pensamentos, palavras e ações ao seu Senhor celestial, confiando a incerteza àquele que “faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade” (Ef 1.11). Eles se afastam do trono, reconhecendo que são completamente desqualificados para se sentarem nele.

Por quanto tempo mais você lutará com o seu Criador? Por quanto tempo mais você buscará o lugar mais alto? Jesus Cristo desceu ao lugar mais baixo para que você e eu pudéssemos ter comunhão com Deus. Por isso, o Pai o exaltou. Portanto, humilhe-se. O que é mais belamente humilde do que abandonar o controle?

Os melhores contadores de história da minha infância se valiam de uma fórmula de sucesso. Toda história verdadeiramente boa faz eco à melhor história de todas. A Bíblia narra a história de um rei cuja reivindicação ao trono é reconhecida desde o começo, mas cujas majestade e autoridade são apenas apreendidas por completo nas páginas finais quando o vemos, enfim, coroado e reinando. Sua fiel declaração anunciada do trono é esta: “Eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21.5).

“No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada” (Sl 115.3). E tudo que lhe agrada é para o nosso bem.


Por: Jen Wilkin. © 2017 Editora Fiel. Website: editorafiel.com.br . Traduzido com permissão. Fonte: Trecho retirado do livro Incomparável

Original: O Deus que tudo controla. © Ministério Fiel. Website: MinisterioFiel.com.br. Todos os direitos reservados.

JEN WILKIN é palestrante, professora de estudos bíblicos para mulheres e autora do livro Mulheres da Palavra (Fiel). Jen e sua família são membros da Village Church, na região de Dallas.


terça-feira, 9 de maio de 2017

O que todo pai deveria falar para seu filho adolescente a respeito do sucesso?

Por Elsie Gilbert


Lendo o boletim eletrônico da revista TIME hoje, me deparo com uma história com a seguinte manchete: “Como um amputado escalou o Monte Everest”. Ao ler o relato descubro a história de Jeff Glasbrenner, 44 anos, natural de Wisconsin, EUA, que após dois meses de escalada e com 9 kg a menos, chega ao cume da montanha mais alta do mundo. O que o levou até o topo do mundo não foram duas pernas normais, mas sim uma perna normal auxiliada por uma perna mecânica que a medida que ele subia (e perdia peso) ia ficando mal ajustada. Jeff perdeu uma de suas pernas ainda com 8 anos de idade num acidente doméstico na fazenda de seus pais.
                                                                                                    Jeff Glasbrenner

Mas o que me faz parar e pensar é a fala dele no terceiro parágrafo do artigo:

“Quando eu tinha 12 anos, meu pai me disse que eu podia escolher ser manhoso (tendo dó de mim mesmo) ou poderoso. Mas eu não podia escolher ser os dois”.

E estas foram as palavras que lhe ocorreram quando ele lutava para respirar a 5.100 metros de altura. Jeff definiu sua vida como uma luta para provar que as limitações prescritas para ele pelos médicos de sua infância podiam ser superadas.                                        
Qual é a medida de sucesso de Jeff? Chegar no topo do mundo.

Qual é a medida de sucesso do seu adolescente?
Os discípulos de Jesus também jogavam no time de Jeff. Chegar no topo e ser poderoso. Nosso herói nacional, Ayrton Senna também gostava de dizer
“Quem chega em segundo lugar é o primeiro e maior perdedor”.
Não é difícil perceber então como a ideia de sucesso é algo atraente que explica e orienta grande parte das aspirações e comportamento dos adolescentes, principalmente os do sexo masculino. Não digo com isto que as meninas não estão sujeitas a este tipo de ideologia orientadora (uma expressão moderna para definir idolatria), mas, ao meu ver, há uma outra, mais potente, especialmente focada nas meninas e que devo tratar separadamente.

A mensagem básica é que o contrário do fracasso é o sucesso, sucesso pautado no poder. E é o medo do fracasso, mais do que tudo, que alimenta a busca incessante pelo poder. E qual é o resultado? O que fica de fora?

Ser um marido compassivo, que tira tempo para estar com sua esposa e aprende a ouvi-la, faz parte do currículo?
Ser um pai amoroso, que se sacrifica pelo filho ao ponto de sofrer humilhação, está dentro da definição de sucesso?
Ser um vizinho promotor da paz e do bem-estar está na agenda dos poderosos?
Ser amante dos mistérios de Deus, que Ele tem prazer em revelar aos humildes de coração, pode tomar o tempo precioso dos poderosos em sua corrida maluca pelo primeiro lugar?
O que você deve dizer ao seu filho:
O que todo pai deveria dizer ao seu filho adolescente é que o contrário do sucesso, não é o fracasso, mas sim o medo do fracasso! Mas este medo é fruto de uma mentira, uma mentira tão antiga quanto o Jardim do Éden. A mentira dizia que Deus não tinha dotado o ser humano com tudo o que ele precisava para uma existência feliz. Estava faltando algo. O contrário de ser manhoso não é ser poderoso e sim ser inteiro. É isto que confere ao homem a coragem para tomar decisões difíceis. É a integridade de seu caráter que lhe confere honra e conquista a admiração das pessoas ao seu redor. Estar bem consigo mesmo, ter uma autoconfiança fundamentada em quem realmente somos, desde o nosso nascimento – obra prima de um Deus amoroso – é o que nos impede de viver em derrota. Como Jesus define sucesso? “Não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou” João 5.30.

E se, o sucesso movido pelo amor a Deus e ao próximo, compelir o seu filho a subir uma montanha, ele o fará acompanhado das pessoas a quem ama. Mas para incluí-los, muito provavelmente ele terá de trocar o Monte Everest por uma montanha menos imponente e mais acessível, porque o que ele almeja é fazer uma expedição bem acompanhado e em segurança. E neste cenário, o que o impulsionará morro acima é a perspectiva de compartilhar um momento de total grandeza diante da maravilhosa obra do Criador oferecida a nós para o nosso deleite. Talvez ele entre na pauta dos noticiários publicados no Céu, mas dificilmente será retratado na revista TIME!



domingo, 30 de abril de 2017

Perdido dentro da igreja


POR HERNANDES DIAS LOPES


Perdido dentro da igreja


Referência: Lucas 15.25-32

INTRODUÇÃO

1. Jesus contou três parábolas sobre a alegria do encontro

a) A ovelha perdida que foi encontrada – O pastor chama a todos para se alegrarem.

b) A moeda perdida que foi encontrada – A mulher chama seus vizinhos para se alegrarem.

c) O filho perdido que voltou para casa – O pai oferece uma festa e se alegra. Nessas três parábolas a única pessoa que não está alegria e feliz é o irmão mais velho do pródigo.

2. No meio dessa festa do encontro, do resgate, da salvação há uma voz que destoa

O filho mais velho está triste, porque o Pai recebeu o filho pródigo com alegria.

O filho mais velho está irado, porque o Pai é misericordioso.

O filho mais velho está do lado de fora, enquanto o filho pródigo está dentro da Casa do Pai.

3. O perigo de se estar na Casa do Pai, dentro da Igreja e ainda estar perdido

Esse filho representou os escribas e fariseus que se consideravam santos e desprezavam os outros.

Esse filho representa aqueles que estão dentro da igreja, obedecendo a leis, cumprindo deveres, sem se enveredar pelos antros do pecado, pelos corredores escuros do mundo e ainda assim, estão perdidos.

Ilustração: O jovem rico – criado na sinagoga, cumpria os mandamentos, mas estava perdido.

I. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS DESOBEDECE OS DOIS PRINCIPAIS MANDAMENTOS

Jesus ensinou que os dois principais mandamentos da lei são amar a Deus sobre todas as coisas e amar o próximo como a si mesmo. Esse filho quebrou esses dois mandamentos: ele nem amou Deus, representado pelo Pai e nem o seu irmão.

Ele não perdoou o Pai por haver recebido o filho pródigo, nem perdoou o irmão pelos seus erros.

Há pessoas que estão na igreja, mas não têm amor por Deus nem pelos perdidos. Estão na igreja, mas não amam os irmãos.

II. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS ESTÁ CONFIADO NA SUA PRÓPRIA JUSTIÇA

Ele era veloz para ver o pecado do seu irmão, mas não enxergava os seus próprios pecados. Ele era cáustico para condenar o irmão, enquanto via-se a si mesmo como o padrão da obediência.

Os fariseus definiam pecado em termos de ações exteriores e não atitudes íntimas. Eles eram orgulhosos de si mesmos. Como o profeta Jonas, esse filho mais velho obedecia ao Pai, mas não de coração. Ele trabalhava com intensidade, mas não por amor.

III. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS NÃO É LIVRE

Ele não vive como livre, mas como escravo. Sua religião é rígida. Ele obedece por medo ou para receber elogios. Faz as coisas certas com a motivação errada. Sua obediência não provém do coração.

Ele anda como um escravo (v. 29). O verbo é douleo = servir como escravo. Ele nunca entendeu o que é ser filho. Nunca usufruiu nem se deleitou no amor do Pai.

Ser crente para ele é um peso, um fardo, uma obrigação pesada. Ele vive sufocado, gemendo como um escravo.

Está na igreja, mas não tem prazer. Obedece, mas não com alegria. Está na Casa do Pai, mas vive como escravo.

IV. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS ESTÁ COM O CORAÇÃO CHEIO DE AMARGURA

1. Complexo de santidade X Rejeita os marginalizados – v. 29,30

Ele estava escorado orgulhosamente em sua religiosidade, arrotando uma santarronice discriminatória. Só ele presta; o pai e o irmão estão debaixo de suas acusações mais veementes.

Sua mágoa começa a vazar. Para ele quem erra não tem chance de se recuperar. No seu vocabulário não tem a palavra perdão. Na sua religião não existe a oportunidade de restauração.

2. Sente-se injustiçado pelo pai

Acusa o pai de ser injusto com ele, só porque perdoou o irmão. Na religião dele não havia espaço para a misericórdia, perdão e restauração.

Ele se achava mais merecedor que o outro. Sua religião estava fundamentada no mérito pessoal e não na graça. É a religião da lei, do legalismo e não graça nem da fé que opera pelo amor.

3. Ele não perdoa nem restaura o relacionamento com o irmão – v. 30

Ele não se refere ao pródigo como irmão, mas diz: “Esse teu filho”.

A Bíblia diz que “quem não ama a seu irmão até agora está nas trevas”.

Ele desconhece o amor. Ele vive mergulhado no ressentimento. Ele vê seu irmão como um rival.

4. O ódio que ele sente pelo irmão não é menos grave que o pecado de dissolução que o pródigo cometeu fora da igreja – Gl 5.19-21

A bíblia fala sobre três pecados na área da imoralidade e usa nove na área de mágoa, ressentimentos, ira.

A falta de amor é um pecado tão grave como o pecado da vida imoral e dissoluta.

5. O ressentimento o isolou do Pai e do irmão

Quando uma pessoa guarda ressentimento no coração pelo irmão que falhou, perde também a comunhão com o Pai.

Ele se recusa a entrar, fica fora da celebração. Mergulha-se num caudal de amargura.

Ele diz para o Pai: “Esse teu filho”. Mas o Pai o corrige e diz-lhe: “Esse teu irmão” (v. 30,31).

V. VIVE DENTRO DA IGREJA, NA PRESENÇA DO PAI, MAS ANDA COMO SOLITÁRIO – V. 31

Ele anda sem alegria, sem amor, sem prazer. Vive na Casa do Pai, mas sente-se escravo. Está na Casa do Pai, mas não tem comunhão com ele.

Quantos estão na igreja, mas nunca sentem o amor de Deus, a alegria da salvação, o prazer de pertencer a Jesus, a doçura do Espírito Santo. Vivem como órfãos: sozinhos, curtindo uma grande solidão e insatisfação dentro da Casa do Pai.

VI. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS NÃO SE SENTE DONO DO QUE É DO PAI – V. 31

1) Ele era rico, mas estava vivendo na miséria. Muitos hoje estão vivendo um cristianismo pobre. Vivem sem alegria, sem banquete, sem festa na alma, trabalhando, servindo, mas sem alegria;

2) Deus tem uma vida abundante – Jo 10.10;

3) Deus tem rios de água viva – Jo 7.38;

4) Deus tem as riquezas insondáveis do evangelho – Ef 3.14

5) Deus tem a suprema grandeza do seu poder – Ef 1.19

6) Deus tem a paz que excede todo o entendimento – Fp 4.7

7) Deus tem alegria indizível e cheia de glória – 1 Pe 1.8

8) Deus tem vida de delícias para a sua alma.

Esse filho não tem nenhum proveito na herança do Pai. Ele nunca fez uma festa. Nunca celebrou com seus amigos. Nem sequer um cabrito, ele comeu. Ele nunca saboreou as riquezas do Pai.

Ele não tem comunhão com o Pai: É como Absalão, está em Jerusalém, mas não pode fazer a face do Rei.

Ele está na igreja por obrigação. Ele não toma posse do que é seu.

Ilustração: o homem que fez um cruzeiro de Navio e levou o seu lanche. Vendo as pessoas comendo os pratos mais deliciosos, guardou dinheiro para comer uma boa refeição no último dia. Só então ficou sabendo que todos aqueles banquetes já estavam incluídos.

CONCLUSÃO

O mesmo Pai que saiu ao encontro do filho pródigo para abraça-lo, sai para conciliar este filho (v. 31).

O remédio para esse filho era o mesmo para o outro: confessar o seu pecado.

Mas ele ficou do lado de fora. Agora perdido dentro da Casa do Pai.

Não fique do lado de fora. Venha e desfrute da festa que Deus preparou!!!


Fonte: http://hernandesdiaslopes.com.br/portal/perdido-dentro-da-igreja-3/

terça-feira, 25 de abril de 2017

SIMPLICIDADE E CLAREZA DAS ESCRITURAS


Escrito por  Grant R. Osborne


Desde os últimos anos do período patrístico com sua regula fidei (“regra de fé”), a igreja tem
lutado com a “perspicuidade (ou clareza) das Escrituras”, ou seja, se elas estão realmente ao
alcance da compreensão humana. Não é à toa que os estudiosos da Bíblia são sempre acusados de tirar do leitor comum o acesso às Escrituras. Depois que um texto é dissecado e submetido a uma legião de teorias acadêmicas, o não especialista exclama com tristeza: “Tudo bem, mas o que isso tem a ver comigo? Eu consigo estudar esse texto?”. Com toda certeza, a própria consciência da multidão de opções de interpretação de passagens bíblicas é o grande choque que atinge os calouros de seminários e faculdades. Fica até difícil culpar uma pessoa se, depois de olhar para a profusão de possíveis interpretações sobre praticamente todas as declarações bíblicas, ela deixar de afirmar o princípio de que é fácil compreender as Escrituras! Isso, porém, é confundir os princípios da hermenêutica com a mensagem do evangelho em si. O que é complexo é o exercício de transpor o abismo entre a situação original e os nossos dias, não o significado que resulta disto.

Lutero (em A escravidão da vontade) proclamou a clareza básica das Escrituras em duas áreas: clareza externa, que ele chamou de aspecto gramatical, obtida pela aplicação das leis da gramática (princípios hermenêuticos) ao texto; e a clareza interna, que ele chamou de aspecto espiritual, obtida quando o Espírito Santo ilumina o leitor no ato da interpretação. Ao falar de clareza, é óbvio que Lutero se referia ao produto final (a mensagem do evangelho) e não ao processo (a recuperação do significado de textos específicos). Porém, no século passado, a aplicação da teoria do realismo do senso comum da Escola Escocesa às Escrituras levou muitos a admitir que qualquer um poderia entender sozinho a Bíblia, e que a superfície do texto por si só é suficiente para produzir significado. Portanto, a necessidade de princípios hermenêuticos para transpor o abismo cultural foi desprezada, e as interpretações individuais se multiplicaram. Por alguma razão, ninguém percebeu que isso dava margens a significados múltiplos e, de vez em quando, em heresias. O princípio da perspicuidade foi estendido também ao processo hermenêutico, o que causou equívocos na interpretação popular das Escrituras e uma situação que ainda hoje é bem complicada. Como disciplina, a hermenêutica exige um processo de interpretação complexo, para que se traga à tona a clareza original da Bíblia. Assim, mais uma vez, o resultado fica claro, mas o processo, não; isso também deveria orientar os sermões!

Assim, todas essas coisas são muito confusas, e a pessoa comum tem todo o direito de perguntar se a compreensão da Bíblia é algo que cada vez mais está ficando reservado para a elite acadêmica. Eu diria que não. Em primeiro lugar, há diferentes níveis de compreensão: devocional, estudo bíblico básico, homilético, dissertações e teses. Cada nível tem seu valor e seu processo. Além disso, qualquer pessoa tem o direito de aprender os princípios hermenêuticos que se aplicam a esses vários níveis. Basta querer. Eles não estão reservados a “elite” alguma, mas à disposição de quem tiver interesse e vontade de aprendê-los. Os fundamentos da hermenêutica podem e devem ser ensinados no contexto da igreja local. Ao longo deste livro, espero poder tratar dos vários níveis de compreensão.

OSBORNE, Grant R., A Espiral Hermenêutica, uma nova abordagem à interpretação bíblica, Ed. Vida Nova, págs. 32 a 34


Fonte: http://www.e-cristianismo.com.br/teologia/bibliologia/simplicidade-e-clareza-das-escrituras.html

domingo, 16 de abril de 2017

Elas obedeceram sem conhecer a resposta



Por Benjamin L. Merkle


Elas obedeceram sem conhecer a resposta

Era o dia da preparação, e começava o sábado. As mulheres, que tinham vindo da Galileia com Jesus, seguindo, viram o túmulo e como o corpo fora ali depositado. Então, se retiraram para preparar aromas e bálsamo. E no sábado, descansaram, segundo o mandamento. (Lucas 23.54-56)

Era o mais triste dos dias. A Palavra que havia se tornado carne e habitado entre nós jazia fria em um túmulo. O que você faz quando aquele que ressuscitou os mortos está morto?

As mulheres que haviam seguido Jesus desde a Galileia até Jerusalém e, então, até o Gólgota e, finalmente, até o túmulo não sentiam apenas tristeza, mas confusão também. O homem que elas haviam pensado ser o libertador estava morto. Será que estavam enganadas todo esse tempo?

Lembra-te do dia do sábado, para o santificar (Êxodo 20.8). Elas não tinham as respostas para suas perguntas, mas tinham o mandamento de Deus. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra; mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus (Êxodo 20.9-10). Portanto, essas fiéis mulheres fizeram o que suas mães, pais e israelitas haviam feito desde os tempos de Moisés. Elas guardaram o sábado. Quando um véu de escuridão desce sobre nós na forma de tragédias, orações não respondidas ou decepção com Deus, podemos, seguindo o exemplo dessas mulheres de coração partido, caminhar em obediência.

FÉ OBEDECE QUANDO O CAMINHO NÃO ESTÁ CLARO
Seguidores fiéis obedecem quando parece não haver caminho algum adiante, nenhuma porta de saída da prisão, nenhuma bonança após a tempestade. A fé não requer a imaginação para antever como Deus poderia solucionar quaisquer problemas que venhamos a enfrentar.

Quando somos tentados a afundar no desespero, nós deveríamos, em vez disso, assim como Elisabeth Elliot aconselhou de forma tão memorável, “fazer a próxima coisa”. Talvez não sejamos capazes de discernir como Deus nos tirará do poço, mas não precisamos discernir. Foi-nos concedido simplesmente obedecer a ele em qualquer tarefa que ele nos tenha ordenado a realizar hoje.

Embora as mulheres não soubessem como Deus cumpriria suas promessas, disto elas sabiam: um cadáver precisa de cuidados. No entanto, até mesmo o seu serviço fúnebre em favor do corpo partido de Jesus teve de esperar. Elas se lembraram do sábado e o guardaram. Para elas, a “próxima coisa” era o descanso.

É fácil obedecer quando conseguimos antever como Deus abençoará nossa obediência, mas é muito mais difícil quando não vemos o propósito dela. No seu pior momento, pode parecer que simplesmente não tem como você perseverar até o fim da jornada na qual Deus a colocou. Mas tudo que Deus requer de você é que continue colocando um pé após o outro à medida que percorre o caminho da obediência.

Você não precisa saber aonde esse caminho a está conduzindo ou como Deus a sustentará, porque ele sabe para onde ele a está levando.

A OBEDIÊNCIA DESCANSA NA OBRA CONSUMADA DE CRISTO
Se já houve algum dia em que o povo de Deus parecia estar longe da libertação, esse dia foi aquele sábado sombrio. Apenas alguns dias antes, as multidões haviam exclamado: “Bendito aquele que vem em nome do Senhor!” (Lucas 13.35). Mas, agora, quem em sã consciência poderia chamar Jesus de bendito? Ele não estava apenas morto, mas havia sido pendurado em um madeiro. De acordo com a lei de Moisés, ele havia sofrido a morte do maldito (Deuteronômio 21.23). Mas isso tudo não era o que parecia. Assim como Deus havia descansado após a obra da criação, o Filho de Deus descansou após a obra da redenção. Deus havia descansado após contemplar sua criação e chamá-la de boa. Seu Filho descansou após ter tomado nossa culpa sobre si e declarado: “Está consumado” (João 19.30).

Pode ser que os rituais de descanso daquele sábado tivessem sido iguais aos rituais passados, mas tudo havia mudado. Deus havia feito a obra que seu povo não era capaz de fazer. Agora, eles podiam descansar na obra consumada de Deus. Todos os sábados que eles haviam guardado até aquele dia prefiguravam o descanso espiritual que só lhes poderia pertencer a partir do momento em que seus pecados houvessem sido pagos. O sábado que eles guardaram naquele dia previu o descanso sabático que aguarda a todos nós na vida vindoura (Hebreus 4.9-11). Não me sinto triste quando imagino o mais triste dos dias. Tiro inspiração das mulheres que guardaram os mandamentos de Deus e honraram o sábado mesmo não podendo compreender como seria possível Deus tornar o pranto delas em dança. Elas não sabiam que do outro lado do sábado não haveria corpo algum para enterrar.


Por: Betsy Childs Howard. © Desiring God Foundation.Website: desiringGod.org. Traduzido com permissão. Fonte: Obedience Without Answers

Original: Elas obedeceram sem conhecer a resposta. © Ministério Fiel. Website: MinisterioFiel.com.br. Todos os direitos reservados. Tradução: Harumi Makida dos Santos. Revisão: Renata Espírito Santo.

Benjamin L. Merkle é Professor Associado de Novo Testamento e Grego no Southeastern Baptist Theological Seminaryem Wake Forest, Carolina do Norte, EUA. É o autor de 40 Questions about Elders and Deacons (Kregel, 2008, sem tradução em português) e Why Elders? A Biblical and Practical Guide for Church Members (Kregel, 2009, sem tradução em português).


Fonte: http://voltemosaoevangelho.com/blog/2017/04/elas-obedeceram-sem-conhecer-resposta/

terça-feira, 4 de abril de 2017

Conselhos de Salomão








Publicado por 


Salomão escreveu mil e cinco cânticos e três mil provérbios. Dos três mil provérbios, muito menos da metade está na Bíblia, sob o título Provérbios de Salomão. Se cada versículo de Provérbios fosse um provérbio, teríamos então 915 provérbios, somente um terço de toda a sua produção. Acompanhe alguns de seus conselhos:


1. Evite o mal e caminhe sempre em frente; não se desvie nem um só passo do caminho certo.

2. A riqueza que é fácil de ganhar é fácil de perder; quanto mais difícil for para ganhar mais você terá.

3. Afaste-se das pessoas sem juízo porque gente assim não têm nada para ensinar.

4. Peça a Deus que abençoe os seus planos, e eles darão certo.

5. Corrija os seus filhos enquanto eles têm idade para aprender; mas não os mate de pancadas.

6. Ouça os conselhos e esteja pronto para aprender; assim um dia você será sábio.

7. Procure bons conselhos e você terá sucesso; não entre na batalha sem antes fazer planos.

8. Não seja vingativo; confie no Deus Eterno, e Ele fará a justiça a você.

9. Pense bem antes de prometer alguma coisa a Deus, pois você poderá se arrepender depois.

10. Se você não quer se meter em dificuldades, tome cuidado com o que diz.

11. Não se mate de trabalhar, tentando ficar rico, nem pense demais nisso, pois o seu dinheiro pode sumir de repente, como se tivesse criado asas e voado para longe como uma águia.

12. Não fique contente quando o seu inimigo cair na desgraça. O Deus Eterno vai saber que você ficou contente com isso e não vai gostar. E Ele poderá parar de castigar esse inimigo.

13. Não se revolte por causa dos maus nem tenha inveja deles. Os pecadores não têm futuro; eles são como uma luz que está se apagando.

14. Ninguém se elogie a si mesmo; se houver elogios, que venham dos outros.

15. Jovem, aproveite a sua mocidade e seja feliz enquanto é moço. Faça tudo o que quiser e siga os desejos do seu coração. Mas lembre-se de uma coisa: Deus o julgará por tudo o que você fizer.

(Textos retirados dos Provérbios de Salomão e Eclesiastes, na versão A Bíblia na Linguagem de Hoje: Pv 4.27; 13.11; 14.7; 16.3; 19.18; 19.20; 20.18; 20.22; 20.25; 21.23; 23.4; 24.17; 24.19; 27.2 e Ec 11.9.)

Texto originalmente publicado na edição 258 de Ultimato.


Fonte: http://ultimato.com.br/sites/elbencesar/2017/03/17/conselhos-de-salomao/