terça-feira, 14 de maio de 2013

Pode crê...

                                                 Imagem: Vanessa Siqueira
Por Pedro Paulo

O título desse post já foi o clichê de uma gíria muito usada há um tempo atrás e que de forma popular se dizia comumente: "Podi crê". Mas, o que me motivou a escrever novamente após um tempo, foi somente o tanto que me tocou o artigo "Crê Simplesmente" de Alessandra Dantas publicado na Ultimato Online e que eu tive oportunidade de republicar no dia 07 deste mês.

Relutava em escrever porque venho postando sobre muitos temas relevantes de grandes escritores. Mas, os acontecimentos que presenciei nos últimos dias me despertaram para a grande realidade de que muitos usam o nome de Deus apenas quando sentem que as coisas não deram certo para elas. Então, "pode crê" que elas vão sentir um vazio muito grande, como diz o verso de Provérbios 14:13. "Até no riso tem dor o coração, e o fim da alegria é tristeza."

Quando crescemos e nos tornamos adultos, somos tentados a pensar que sabemos tudo e isso às vezes nos impede de crer nas coisas mais simples. Isso ocorre comigo também. Precisamos despertar aquela criança que existiu em nós, porque assim fica mais fácil acreditar e esse acreditar implica fé. Para ter fé é necessário crer e esse é o princípio básico da vida de todo cristão.

Bem, as coisas podem não ser tão simples para uns, para outros ou para nós, porém uma coisa é certa, com fé tudo pode ser diferente. Muitas pessoas são levadas a recusar que Deus é o seu norte e não entendo por que agem assim, mas vejo nelas o olhar sempre longe e um sorriso desbotado. Essa é uma realidade muito triste podem acreditar ou pode crê...

domingo, 12 de maio de 2013

ACORDAR

Por Pedro João Costa 

Vida intensa
Recebi como sorte.
Enfrentei desafios,
Apenas,  por não saber,
Oficinas de ocasião.
Pois seguir a sina
É a vida por permissão.
Como os pássaros e as flores,
Tudo o que se tem que fazer
Na vida, é viver.
Vivência efêmera, sinuosa e completa.
Plena, no fundo d`alma,
Apenas, por querer viver.
Que não me falte companhias,
Se em amor acordar,
O vínculo da perfeição.
                         
Pedro João Costa (20-03-13): Colaborador deste blog desde 2010.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Crê Simplesmente

Alessandra Dantas

Quando somos crianças tudo parece fácil, não apenas porque habitualmente temos alguém ao nosso lado que cuida e se encarrega de suprir aquilo que nos falta. A criança tem o dom da ingenuidade, não apenas têm a capacidade de sonhar como a de crer firmemente de que tudo é possível. Em seu universo infantil, criam histórias fantásticas, brincam com seus caminhões de bombeiros e suas bonecas, são capazes de aceitar que não há regras, apenas o trabalho dos pais de corrigir-lhes e mostrar-lhes todos os limites possíveis.

Logo crescemos e deixamos de ser ingênuos, já não temos ilusões e necessitamos de normas e regras para tudo. Já não aceitamos que há situações em que não há regras estabelecidas, tampouco lutamos para mudar as regras de nossa própria vida e de nossos sonhos. A vontade de crescer torna-nos independentes e deixamos de crê. ... Bem, lá onde ficou a criança, ficaram nossos sonhos...

Alguma vez, já parou para pensar que na vida não existe antecipação nem adiantamento, somente o tempo propicio de cada um? Que tudo esta certo e justo e em que não há nada a fazer a não ser melhorar o nosso próprio modo de ver e entender as coisas? As respostas a essas perguntas se alicerçam nas palavras de Jesus: ‘’até os fios de cabelo da nossa cabeça estão todos contados’’ (Lc. 12:7). É a convicção ajustada a uma compreensão ilimitada dos desígnios corretos e infalíveis da Providência de Deus.

Isso não é uma fuga da realidade, a busca por um ‘’nirvana’’ desconhecido, é apenas ter confiança. Fugimos constantemente de nossos sentimentos interiores por não confiarmos em nosso poder pessoal de transformação e dessa forma, forjamos um disfarce para sermos apresentados diante dos outros. Vestimos, gesticulamos, escrevemos e damos nossas opiniões como se fossemos o outro, realmente representando, porém, uma farsa psicológica.

Máscaras fazem parte de nossa existência, uma vez que todos nós não somos totalmente bons ou totalmente maus e não podemos fugir de nossas lutas internas; Mas, uma coisa é certa: devemos nos analisar como realmente somos. Aceitar nossa porção amarga do dia a dia é o primeiro passo para uma transformação. E quando você achar que está amargo demais, observe a natureza, volte ao passado, busque a criança dentro de você. Seja levado. Volte à inocência, volte a acreditar. Em qualquer coisa, mas acredite! Simplesmente acredite.

Fonte:http://www.ultimato.com.br/comunidade-conteudo/cre-simplesmente

quinta-feira, 2 de maio de 2013

MEUS LIVROS MEUS LÍRIOS

                                   site da imagem studiomangarosa.com.br
Por Maria Helena Costa

Minha história com os livros brotou como amor antigo
Pois só na maturidade deles me tornei íntima.
Nossas dobras fazem hoje um par de encontros perfeitos:
Na rua e em casa, na cama, na mesa e na cozinha.

Meu objeto mais íntimo, despido de qualquer pudor,
Fazemos os caminhos mais doces e talvez os mais loucos
Em todos os nossos momentos de amor...
Ah! E com a fidelidade dos que não mais necessitam juras de amor...

Com eles conheço ruas, calçadas e avenidas,
Países longínquos, terras as mais distantes.
Saboreio do manjar o mais doce, da maldade a mais amarga,
E aprendo, sobretudo, que o conhecimento não finda com a madrugada...

Sou Suassuna, sou Regina de Paula, sou Lucinda, Guimarães e Adélia.
Vivo dos poemas mais lindos e também dos mais inquietos,
Sou o desencontro do humano nas letras que buracos fazem,
Que escavando a alma, deitando-se na prosa acalmam.

Esse enlace com o livro concedido pela vida,
São os lírios do meu campo que povoam em cada canto,
De novo e em cada instante, meu lar, minha morada.

São passagens, são passadas, que estrangeiro se refaz.
Cada sopro de um livro um sulco no meu peito crava,
Fazendo ressurgir o meu jeito sempre novo, assim como o meu olhar...

Extraído do livro Borboletrando na vida de Maria Helena Costa 

sexta-feira, 26 de abril de 2013

“Por que Deus permite isso?"


POR JOSEMAR BESSA


“Por que Deus permite isso? Por que Deus não faz aquilo? Por que Deus não me cura? Por que não salva meu casamento?...

Ouvimos essas frases constantemente, e, quem sabe, já as fizemos nos recantos de nossos corações sem perceber quanta arrogância estão na raiz dessas perguntas. Todas essas perguntas fluem de um senso de direito e de merecimento diante de Deus. Que tipo de resposta esperamos de Deus?

Uma mulher cuja filha tinha um espírito imundo, um dia se jogou aos pés de Jesus e pediu que Ele a libertasse... A resposta de Jesus foi: “Mas Jesus disse-lhe: Deixa primeiro saciar os filhos; porque não convém tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos. Ela, porém, respondeu, e disse-lhe: Sim, Senhor; mas também os cachorrinhos comem, debaixo da mesa, as migalhas dos filhos.” - Marcos 7:27-28

Que resposta! Em nossa cultura somos ensinados a reivindicar nossos direitos. Em vez de agradecermos o dom da vida, é mais comum dizer: “Não pedi para nascer... então eu tenho direito há...´- Respostas como a dessa mulher não é comum nem entre aqueles que dizem ter sido convertidos.  Achamos que o mundo e até mesmo Deus está em dívida conosco. Então podemos exigir nossos direitos. Gostamos de ficar de pé sobre nossa própria “dignidade” e senso de “bondade” e com base nisso fazer exigências. “Tenho direitos...” – Esta mulher não está falando de direitos aqui. Ela não está dizendo – “Me dê com base no que eu mereço, com base na minha dignidade, com base na minha bondade...”

A verdadeira fé demonstrada por esta mulher é algo raro em nossos dias... o que é desesperador reconhecer... porque o que será dessa geração?

Jesus disse: “...não convém tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos.” – Se você é como a maioria das pessoas de nossa geração, sua primeira reação a resposta seria de irritação e se sentiria ofendido em sua “grande dignidade” – Sua sensibilidade, que por causa do orgulho, está sempre a flor da pele, logo se ofenderia profundamente. Podemos imaginar as falas e questionamentos que se seguiriam: “Como você se atreve?” “Você sabe quem eu sou?” “Por que você não se importa comigo?” “Você é um homem sem amor?” “Quem você pensa que é?” “Eu mereço isso!” “Minha filha merece isso” “Não merecemos esse sofrimento” “Somos de uma boa família” “Como você pode responder assim?” “Você como um mestre deveria ser bom!”...

Mas esta mulher está pleiteando com Jesus a cura, a libertação de sua filha baseada só na graça, mesmo sabendo que ela e sua filha não merecem isso. Quantas vezes suas orações por salvação, cura... derivam do seu senso de valor, do seu senso de direitos negligenciados... do que apelando apenas para a bondade imerecida de Jesus? Se apelamos só para a bondade e graça imerecida, não nos ofendemos com qualquer resposta que venha de Deus. Essa mulher apela para Cristo sem um resquício de fazê-lo baseada em sua dignidade ou direitos, mas tão somente com base na Graça extravagante de Cristo.

A maioria teria deixado ofendido a presença de Cristo com sua primeira resposta: “...não convém tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos.” – "Como Deus poderia me responder assim?" Falamos em nosso corrompido senso de dignidade e merecimento.

Mas a verdadeira fé sempre vai a Deus baseada no que Deus é e não no que nós somos. Qualquer resquício de mérito, merecimento, dignidade... denuncia uma fé falsa.

Deus não lhe deve nada, mas pode lhe dar tudo tão somente para e por causa da glória de Cristo.

“Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.” - Romanos 11:35-36

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Aprender a esperar


Por Taís Machado

Em tempos de ansiedades avassaladoras, onde fantasmas assustam, supostas ameaçam enxergo, a insegurança grita, eu preciso aprender a esperar.
Vivendo na era da velocidade, onde tudo pede pressa, urgências saltitam a minha frente e embaralham minha vista, a aceleração contínua pressiona e sinto-me atropelada, eu preciso aprender a esperar.
Na época onde o instantâneo é exigência básica, o imediatismo comanda desejos e dita ritmos, quando poucas horas se tornam eternidade angustiante, eu preciso aprender a esperar.
Numa sociedade onde o acúmulo é regra, onde conquistas são vitrines, onde ter ou parecer vale mais do que ser, eu preciso aprender a esperar.
Quando o contexto é de uma suposta perfeição, onde o belo é padronizado, a ditadura da moda se instala com força, e o que não está pronto é desprezado, eu preciso aprender a esperar.
Eu preciso aprender não o desespero da fome, mas a oportunidade de ser saciada e encontrar calmaria.
Diante de dias maus que me arrancam lágrimas, que esfolam uma esperança enfraquecida pela dor prolongada, que furtam o sono que já foi tranquilo, eu preciso aprender a esperar.
Esperar a noite da alma passar, o dia amanhecer, os raios de luz mostrarem novas perspectivas e renovarem os passos outrora cansados.
Eu quero aprender a esperar, com toda esperança, a alegria que pode vir, que voltará após o amanhecer.
Esperar que as lágrimas sejam secadas e que um caminho para novos risos se abram, e a celebração seja maior que antigos lamentos.
Esperar por uma volta definitiva, daquele que assegurou-me um novo mundo, falou sobre a cura das nações, de um brilho eterno, onde não mais haverá espaço para noite, para assaltos, violências, injustiças, apenas um dia sem fim, sol da eternidade.
Eu preciso aprender a esperar. Esperar a libertação das ilusões, esperar a novidade de vida. Enquanto espero, aprender. Aprender a conhecer e me solidarizar com as noites de tantos. Aprender com minhas fragilidades e oferecer suporte ao necessitado, não porque eu seja melhor, mas porque espero o melhor. Nessa esperança me reparto, e sou misteriosamente acrescida. O que me estimula a aprender melhor, a viver atenta, a observar as estrelas, os sinais dos tempos, a me aproximar em esperança viva.
Ensina-me, Senhor.

Fonte:http://ultimato.com.br/sites/taismachado/2013/04/22/aprender-a-esperar/

quarta-feira, 17 de abril de 2013

A Ciência foi longe demais? ( Ciência ou superstição? )




Sir John Eccles (27 janeiro de 1903 - 2 de Maio de 1997), neurofisiologista, ganhador do prêmio Nobel por seu trabalhos sobre sinapse e pioneiro em pesquisas sobre o cérebro, disse: "A lei da gravidade não era a verdade final",e passou a explicar como muitos cientistas modernos transformaram a disciplina (a ciência) em uma "superstição" afirmando que "nós só temos que saber mais sobre o cérebro para entender a nós mesmos e nossa importância.”

Sir John Eccles

Eccles conclui: "A ciência não pode explicar a existência de cada um de nós como um ante, um ser, uma pessoa única, nem pode responder a tais questões fundamentais como:

Quem sou eu?
Por que estou aqui?
Como cheguei a estar em um determinado lugar e tempo?
O que acontece depois da morte?

Estes são todos  mistérios além da ciência.” Então a acusação de Eccles é:  “A Ciência foi longe demais em tentar suprimir ou destruir a crença do homem na sua grandeza espiritual e deu-lhe a crença de que ele é apenas um animal insignificante que veio a surgir por acaso, sendo então completamente insignificante sua existência, estando perdido num planeta insignificante na imensidão cósmica.”