quinta-feira, 19 de maio de 2016

A vontade engana



Por Leonel Elizeu Valer Dos Santos


“Fez notórios seus caminhos a Moisés, os seus feitos aos filhos de Israel.” Sal 103;7

Há uma grande diferença entre as coisas como são, e como vemos. Daí, se diz, que as aparências enganam, embora, às vezes o engano verta de outra fonte. Se tratando de coisas espirituais, sobretudo, as pessoas tendem a ver a partir da vontade. Noutras palavras: Veem o que querem ver. Por exemplo: Quantos ateus, que não tendo um exemplo sequer de uma espécie sendo transmudada em outra, ainda assim, “veem” como plausível a Teoria da Evolução, pois, não conseguem “ver” Deus através da criação, ou, da Palavra?

A mesma Palavra ensina que tal “cegueira” é voluntária; invés de os inocentar, aumenta-lhes a culpa. “Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto, seu eterno poder, quanto, sua divindade, se entendem, claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes, em seus discursos se desvaneceram, seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.” Rom 1;20 a 22 Viram Deus, entretanto, preferiram a escuridão, a insensatez.

O texto do Salmista ensina que, tanto os feitos, quanto, os caminhos do Senhor, foram notórios, isto é, fáceis de perceber. Contudo, o fato de que algo é fácil de perceber, compreender, são significa que é igualmente fácil de executar. Tanto que, os caminhos do Senhor no Êxodo, levavam Israel de encontro a combates, depois, dada a rebelião, incredulidade, dos que temeram lutar, como se a vitória derivasse deles, não, do Senhor, posto isso, digo, os caminhos retiveram a nação no deserto por quarenta anos, antes de ingressar na terra prometida. A geração que fora liberta para caminhar rumo à promessa, se viu caminhando em círculos, a espera da morte, por ter blasfemado contra Seu Libertador.

As promessas Divinas são imutáveis no que tange a Ele, Sua Fidelidade, Seu Caráter; no que diz respeito a nós, condicionais; dependem de nossas respostas, nos quesitos, crer, e obedecer à Vontade do Eterno.

Nossa covardia comodista anseia facilidades, a sobriedade necessária dos “Caminhos do Senhor” nos desafia às responsabilidades. E muitos, para fugir dessas, falseiam as coisas, turbam a própria visão, como se, ao fingirem não ver claramente o dever, fossem eximidos da culpa, pela eventual omissão em cumpri-lo.

Muitas declarações de fé feitas em cenário de “tempo bom” não passam de coloridas esperanças que, as facilidades circunstanciais permaneçam indefinidamente. Essa “fé” sazonal, a rigor, não é fé; hipocrisia conveniente do bobalhão que trai a si mesmo.
Embora viceje uma geração de pregadores festeiros que faz parecer que a “avenida da fé” é um amplo espaço de conquistas, a Palavra sempre advertiu que se trata de adstrita vereda, dever, responsabilidade. “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, espaçoso o caminho que conduz à perdição; muitos são os que entram por ela; porque estreita é a porta, apertado o caminho que leva à vida, poucos há que a encontrem.” Mat 7;13 e 14

O mundo vive seu porre dos direitos, todos os comportamentos, faixas etárias, mas, ante Deus, a senda do dever se requer como aprendizado desde a infância: “Ensina o menino no caminho que deve andar; até quando envelhecer, não se desviará dele.” Prov 22;6

Se, por um lado é certo que, aquele que deveras não vê, conta com certa misericórdia, pois, “...Deus não toma em conta os tempos da ignorância”, por outro, não menos certo é que, a maioria finge não saber o que sabe, para não abrir mão do gosta.

Sua “cegueira” deriva de uma vontade rebelde que acostumou ao prazer na maldade, e disso não abre mão, prefere o escuro. “A condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, os homens amaram mais as trevas que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, não vem para a luz, para que suas obras não sejam reprovadas. Mas, quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque, são feitas em Deus.”Jo 3;19 a 21

Uns assim, como aqueles do Êxodo, recusam o combate, ( cruz ) duvidam da fidelidade e bondade de Deus, também andam em círculos no deserto da vida, a espera de uma morte sem esperanças. Daquela geração, entraram Josué e Calebe, dois que creram, apenas; da nossa, dentre os muitos convidados, uma minoria de escolhidos, infelizmente.


Os caminhos do Senhor são notórios, mas, pouco influi a Luz, ante quem aprendeu amar as trevas. “Suave é ao homem o pão da mentira, mas, depois a sua boca se encherá de cascalho.” Prov 20;17


Fonte: http://www.ultimato.com.br/comunidade-conteudo/a-vontade-engana

sábado, 14 de maio de 2016

Quando ficamos sozinhos.


Mais e mais graves pecados são cometidos na solidão do que na sociedade dos nossos semelhantes. O diabo enganou Eva no paraíso quando ela estava sozinha.

Assassinato, roubo, furto, fornicação, adultério... estão empenhados na solidão, a solidão fornece ao diabo a ocasião e a oportunidade.

Por outro lado, uma pessoa que está com os outros e na sociedade e comunhão de seus semelhantes, mesmo que seja poro vergonha de cometer um crime ou por não ter ocasião e oportunidade de fazê-lo, se restringe.

Cristo prometeu: "Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles."

Cristo estava sozinho quando o diabo o tentou. Davi estava sozinho e inativo quando ele escorregou em adultério e assassinato. Eu também descobri que eu nunca sou tão propenso a cair em pecado como quando estou sozinho.

Deus criou o homem para a comunhão e não para a solidão. Isso pode ser apoiada pelo argumento de que Ele criou dois sexos, masculino e feminino...

Da mesma forma Deus fundou a Igreja Cristã, a comunhão dos santos, instituiu os sacramentos, pregação e consolações na Igreja.

Solidão produz melancolia. Quando estamos sozinhos as coisas piores e mais tristes vêm a nossa mente. Refletimos em detalhe sobre todos os tipos de males.

E se encontramos a adversidade em nossas vidas vivendo isolados, nós habitamos e nos fixamos sobre ela tanto quanto possível, a ampliamos, achamos que ninguém é tão infeliz como somos, e imaginamos as piores consequências possíveis.

Em suma, quando estamos sozinhos, pensamos em uma coisa e outra, nós tiramos conclusões, e nós interpretamos tudo sob a pior luz.

Por outro lado, isolados, imaginamos que outras pessoas estão muito felizes, e isso nos aflige pensando que as coisas vão bem com os outros e sempre tão mal com a gente - Quando na verdade, todos estão tendo lutas como a nossa.

Não se pode viver para Deus de forma isolada. Você precisa desesperadamente da igreja.

–Martinho Lutreo: Letters of Spiritual Counsel, Ed. Theodore Tappert (Louisville: Westminster Press, 1955), 95.

Tradução: Josemarbessa.com


Fonte: http://www.josemarbessa.com/2016/04/quando-ficamos-sozinhos.html

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Um Negócio da China!


Por Iracema Claro


Quem não quer um negócio da China? Eu,não!( nada contra os chineses, eu os amo).
O negócio da China ao que me parece, tem transformado toda matéria prima que lhes chegam às mãos em objetos baratos e descartáveis. Todos os dias chegam aos portos Chineses centenas de toneladas de matéria prima. Alguns navios chegam com "florestas inteiras". A natureza geme e o ser humano também! Ambição, insanidade, poder e então, produzir nas 24 horas do dia, 365 dias ano e vender ao mundo mercadorias baratas que na sua maioria não tem conserto ou simplesmente não vale a pena o custo para tal. Só os chineses fazem isso? Infelizmente não. Que triste!
Temos vivido a prática do comprar, comprar o mais moderno e depois? Depois, a gente joga fora.
A insanidade do ganhar e do poder - comprar barato para ganhar mais, para quê? Para gastar.
O nosso mundo está se tornando descartável ou um lixão globalizado? Quem arrisca um palpite? No nosso mundo azul, não tem lata de lixo que nos livre do nosso próprio lixo. O lixo que produzimos sempre fica aqui e em nós. O espaço? Já tem lixo demais! O lixo espacial já está caindo sobre as nossas cabeças! Quem liga? Transformamos a natureza criada em coisas descartáveis, em lixo. Ao meu olhar, o pior é que nos acostumamos com isso. Nos acostumamos a descartar. Aos olhos dessa nova sociedade que nos tornamos, o que é bom é quase sempre o que não dá trabalho. Estamos aprendendo a desvalorização. Cresce a cultura dos que querem obter o objeto de seu desejo compulsivamente, ansiosamente e imediatamente. O que estamos fazendo com a natureza? O que estamos fazendo com a nossa humanidade e com os nossos relacionamentos?
Olhando de fora (como se isso fosse possível), Vejo a banalização refletida em todas as áreas da nossa sociedade.É de dar dó, pena mesmo! Relacionamentos costumavam ser duradouros, hoje, comum são os rasos, porque vivemos a cultura do descarte, da indiferença. Casais tornaram-se com frequência impacientes um com o outro, estressados, ansiosos, há dificuldade em doar tempo ao outro por conta da correria. No tempo da minha avó era melhor, todo mundo tinha a segunda, terceira, quarta chance, as pessoas tinham postura e palavra. Pessoas doavam tempo pro outro no olhar demorado, no ouvir com paciência, no conserto e no perdão. No lugar da suspeita, elas tinham confiança! Hoje, a gente nem acredita quando está assinado no papel. Me parece que tudo isso é um tiro no nosso próprio pé. Ou seria um tiro no coração?
Olhar com seriedade e gratidão a criação, ajustar o GPS em direção a Deus, penso ser a solução.
Somos desafiados a transformar nossas mentes, ensinar e respeitar o que nos foi dado de graça e pela graça. O dinheiro só compra o que é descartável e efêmero. O que é grandioso e eterno não tem preço!
O valor verdadeiro está em amar O Criador de maneira tal, que transbordemos este amor na criação.
Que a gente use com sabedoria o nosso tempo e nossos recursos.
Que a gente não despreze e não desperdice.
Que a gente ame o Criador e aprenda...
Deus não tem lata de lixo!


Fonte: http://www.ultimato.com.br/comunidade-conteudo/um-negocio-da-china

quinta-feira, 5 de maio de 2016

CHAMADO PARA SERVIR

Por João Marcos Bezerra


                   Quem quiser ser importante, que sirva os outros. (Mc 10.43b NTLH)

Imagine a seguinte situação, você faz parte de uma turma especial de profissionais que estão sendo capacitados para cargos de liderança na empresa em que trabalha. Daí, dois deles chegam para o instrutor, que também era o presidente da empresa, e pedem para ocupar algum cargo na diretoria executiva. Como você se sentiria? Ficaria indignado ou seria um dos dois pedintes? Pois é! Dois discípulos de Jesus fizeram isso. Foram Tiago e João, os filhos do trovão, Boanerges. “Da pracreditar?!”
Em muitos casos quando pensamos em liderança, imaginamos logo alguém numa posição de destaque, assumindo altas responsabilidades, mas também cheio de direitos e regalias. Afinal, o cara está numa posição privilegiada. Infelizmente, temos esta imagem também quando pensamos em liderança na igreja. Achamos que o pastor é o “presidente supremo da empresa”, os ministros são os “bonzões” e os demais líderes são os “caras”. Todos cheios de privilégios! Isto não é a realidade dos fatos.
Jesus disse: “Como vocês sabem, os governadores dos povos têm autoridade sobre eles e mandam neles. Mas entre vocês não pode ser assim. Pelo contrário, quem quiser ser o primeiro, que seja o escravo de todos” (vs.42,43). O pensamento que temos da liderança na verdade é um pensamento de um líder dentro dos padrões não cristãos. Eu já pensei assim! Isso faz com que nós, pessoas simples, não queiram se tornar líder de alguma coisa na igreja.
Jesus foi bem claro quando disse aos discípulos que eles não podiam ter este pensamento. Para serem líderes na Igreja, os apóstolos deveriam servir a todos os irmãos e àqueles que se achegariam à igreja. O próprio Cristo deu o exemplo! Em Marcos 10.45 está escrito que “o Filho do Homem não veio para ser servido e sim para servir, e dar a sua vida em resgate de muitos”. Então, o líder cristão na verdade é aquele que serve os outros, assim como Jesus serviu. Aquele que busca a posição não entendeu o ensino do Mestre.
Mas o que é ser servo? O Babilon descreve como “aquele que não tem direitos, ou não dispõe de sua pessoa e bens”. A palavra grega doulos, usada no texto bíblico base, significa “alguém que se rende à vontade de outro; aquele cujo serviço é aceito por Cristo para estender e avançar a sua causa entre os homens; dedicado ao próximo, mesmo em detrimento dos próprios interesses; escravo” (Bíblia Strong). E o próprio Jesus demonstrou que ser servo era deixar a mesa para lavar os pés dos discípulos (Jo 13.3-11) e abrir mão da sua divindade para ser o sacrifício perfeito para a nossa salvação (Fp 2.5-11).
Jesus falou para os seus discípulos serem servos uns dos outros. Mas o que é ser discípulo? É viver debaixo da disciplina do Mestre, imitando-O para um dia ser igual a Ele. Se Jesus é o nosso mestre, devemos viver debaixo do Seu ensino e seguir o seu exemplo. Então, devemos servir uns aos outros como discípulos e imitadores de Cristo. E, já que servir é liderar, dentro do modelo de Jesus, devemos também ser líderes na Igreja do Senhor.
Com isso, quando pensarmos sobre liderança, não deveremos pensar em posição ou privilégios, deveremos olhar para o exemplo do nosso Mestre e entender que ser um líder na Igreja é servir. Devemos colocar os nossos dons e talentos a serviço dos irmãos. Daí também, por meio do nosso exemplo de liderança e serviço, imitando a Jesus, outros conhecerão a Ele e O terão como Senhor e Salvador. Entenda que o seu chamado foi para liderar, ou seja, servir. Se você não está disposto a servir, você não está imitando a Cristo e está longe de ser quem Ele quer que você seja, um discípulo Dele. Pense nisso! Deus abençoe!

“Os líderes-servos renunciam aos seus direitos para encontrar grandeza servindo aos outros.”


Fonte: http://jmarcosbezerra.blogspot.com.br/2016/04/chamado-para-servir.html

sábado, 30 de abril de 2016

Os Campeões de Deus



Por Leonel Elizeu Valer Dos Santos


“Então, também eu a ti confessarei que a tua mão direita te poderá salvar.” Jó
40;14

O advérbio, “então” refere-se a determinado caso, ou, momento. As palavras acima são de Deus, que, após propor a Jó algumas tarefas Divinas, disse que, se ele as executasse, O Próprio Criador reconheceria que o desafiado poderia salvar a si mesmo.

E, olha que Jó era um homem justo, tanto que, o Mesmo Senhor dissera que era reto, temente, e se desviava do mal.

Acontece que o mais alto padrão de justiça humana ainda fica mui aquém do parâmetro Divino. Isaías chutou o pau da barraca: “Todos nós somos como o imundo, nossas justiças como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, as nossas iniquidades como um vento nos arrebatam.” Is 64;6

Mesmo que sejamos justos em nossas relações interpessoais, e devemos ser, ainda estaremos distantes das aspirações do Santíssimo. O salmista expressou nossa impossibilidade redentora: “Aqueles que confiam na sua fazenda, se gloriam na multidão das suas riquezas, nenhum deles, de modo algum pode remir seu irmão, ou dar a Deus o resgate dele, pois, a redenção da sua alma é caríssima...” Sal 49;6 a 8

Esse valor, entretanto, não se mensura em bens, riquezas materiais, mesmo, justiça horizontal; pois, nesse caso, um justo como Jó serviria para desfazer o mal feito por Adão.

A demanda celeste era “um pouco” mais alta. Buscou para o Sumo Sacerdócio um, “Que não foi feito segundo a lei do mandamento carnal, mas, segundo a virtude da vida incorruptível. Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, feito mais sublime do que os céus; que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque isto fez ele, uma vez, oferecendo a si mesmo.” Heb 7;16, 26 e 27

Gostemos da assertiva ou não, os melhores de nós, humanos, não passam de layouts, esboços grosseiros da arte final almejada por Deus. “Os melhores homens que conheci, - disse Spurgeon - estavam sempre descontentes consigo mesmo, em busca de algo que os tornasse ainda melhores.” Eis uma virtude que Deus preza: Humildade, reconhecimento de nossas imperfeições, falhas, e, anseio por aperfeiçoamento.

Afinal, nosso parâmetro proposto não é Jó, malgrado sua justiça, mas, Cristo, Sua Justiça e Santidade. “Querendo o aperfeiçoamento dos santos para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé, ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo.” Ef 4;12 e 13

Um dos traços mais marcantes da Estatura Espiritual de Cristo era sua capacidade de manter-se Íntegro, Santo, em meio às adversidades. Nós, por nossa natureza frágil e comodista tendemos a querer facilidades, mesmo em ambientes adversos.

Os vencedores da Terra ganham coroas, faixas, troféus, medalhas... os do Céu, chagas, perseguições, calúnias, ódio... Nossa vitória, enquanto na Terra, não consiste numa chegada, antes, numa travessia perseverante.

Quantas vezes contemplamos alguém sofrendo por causa da justiça e “ajudamos”: “Confie, vai dar tudo certo”. Ora, quem sofre injustiças, perseguições, danos, e não abdica de seu temor a Deus, da prática das melhores obras, não carece que “dê tudo certo”, para tal, já deu. Cristo vence nele!

Uma canção, cujo autor, ignoro, traz: “Um campeão se mostra na derrota”. Não sei qual a luz espiritual tem quem escreveu, mas, se refere-se aos campeões de Deus, com certeza, disse muito bem. Aquilo que soa derrota aos olhos naturais é o triunfo dos de visão espiritual. Foi no auge da “derrota” que o Campeão do Campeões disse: “Está consumado”. Eu venci, acabou.

Paulo, na iminência de sua execução, invés de portar-se como perdedor, sua despedida foi de um grande campeão: “Porque já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, o tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual, o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; não somente a mim, mas, a todos os que amarem sua vinda.” II Tim 4;6 a 8

Em momento algum rogou pela sua vida, antes, descansou seguro na Justiça de Deus, mesmo em face à morte. Vencedores assim são os mais eloquentes. Nenhum deles carece sair apregoando que venceu, pois, a própria vitória se encarrega de esculpir isso em alto relevo na rocha do testemunho.

Em suma, a justiça própria é incapaz, como Deus dissera a Jó, mas, a de Cristo imputada ao Seus, satisfaz ao pleito dos Céus. Nossa justiça é necessária, como servos de Deus; porém, redentora é apenas a Dele, a do “Senhor, Justiça Nossa.”


Fonte: http://www.ultimato.com.br/comunidade-conteudo/os-campeoes-de-deus-1

quinta-feira, 21 de abril de 2016

O pior tipo de mal é o tipo errado de amor!


"O pior tipo de mal é o tipo errado de amor, o amor que agarra e possui, em vez de afrouxar e ser libertador. . . .

Isso é declaração final de C. S. Lewis sobre o mal. Essencialmente, é o tipo errado de amor. . . . O que o homem mau chama de amor é apenas uma espécie de fome que visa o consumo total das vidas emocionais dos que o rodeiam.

O que ele chama de justiça é a concessão egoísta do seu próprio bem-estar e prazer, seja na vida pessoal ou em uma escala universal. E o que ele chama de bem é somente o que irá beneficiar seus próprios objetivos em detrimento ou apesar das necessidades das pessoas ao seu redor. Ele não é mau porque ele deseja ser um homem mau, mas "porque ele não pode fazer mais nada, a não ser viver focado em seus próprios desejos estreitos e autocentrados.


Janice Witherspoon Neulieb, reviewing Till We Have Faces by C. S. Lewis, 28 March 1975, page 16.


Fonte: http://www.josemarbessa.com/2016/04/o-pior-tipo-de-mal-e-o-tipo-errado-de.html

sábado, 16 de abril de 2016

Haja Luz!


Por Leonel Elizeu Valer Dos Santos


“Orou Eliseu: Senhor, peço-te que lhe abras os olhos, para que veja. O Senhor abriu os olhos do moço, e viu; o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu.” II Rs 6;16 e 17

Uma situação inusitada; um exército numeroso em busca de um homem, apenas, Eliseu. O rei da Síria, ao saber que suas escaramuças militares eram previstas pelo profeta, por isso, frustradas, decidiu acabar com a festa. Mandou seu exército cercar a cidade de Dotã, e prender o desafeto. O moço que acompanhava Eliseu, ao deparar com o cerco assustou-se. Mas, o profeta orou para que O Senhor lhe abrisse os olhos, e, feito isso, viu um exército ainda mais numeroso, de hostes celestiais a protegê-los.

Quando intentaram o ataque, Eliseu orou uma vez mais; foram feridos de cegueira, conduzidos a Samaria e entregues ao rei, como prisioneiros.

Entre outras coisas, esse incidente realça duas visões distintas; a natural, e a espiritual. O Jovem, com seus olhos naturais, tudo o que pode ver foi o perigo, a ameaça; o profeta, com sua relação estreita com Deus, via além; a providência, o livramento.

Ah, a juventude! A dita primavera da vida, onde floresce o vigor do corpo e turba a visão do espírito! Se tais soubessem a importância de se aconselharem com os de, mais visão, os mais experimentados antes de suas decisões vitais. Mas, geralmente, “O sangue novo não obedece a um velho mandamento”, como dizia Voltaire.

Em muitos momentos de Seu Ministério O Salvador curou cegos. Entretanto, a cegueira espiritual, raramente é admitida, de modo que, sequer, os doentes buscam a cura.

Interessante que essa foi a “arma” que deu livramento ao profeta. Orara par que seu moço visse mais; depois, para que o exército inimigo visse menos.

Isso coaduna-se com algo que O Salvador falou na parábola dos talentos: Ao que tem, se lhe dará, terá em abundância; ao que não tem, até o pouco que tem ser-lhe-á tirado.

Muitas dores nem seriam dolorosas se, lográssemos ver as coisas além do aspecto natural. Oro e as coisas ficam piores, reclama alguém. “Pedis e não recebeis porque pedis mal”, ensina Tiago. Imaginemos dois filhos ante um Pai sábio: Um pede dinheiro para material escolar; outro, para comprar drogas; qual seria atendido?

Muitas coisas que devaneamos como bênçãos no prisma espiritual não passam de drogas letais, que podem tolher nossa salvação. Natural que um Pai Amoroso como Deus, não nos “abençoe” como queremos. Nesse caso, convém a oração de um Eliseu por nós: “Senhor, abre seus olhos para que veja!”

A miopia espiritual, ou mesmo, cegueira, não combinam com um filho de Deus. Naquele evento foram cegados os inimigos do profeta; no nosso tempo, o são, os que se fazem inimigos de Deus abraçando a incredulidade em vez da fé. “Mas, se ainda nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto. Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.” II Cor 4;3 e 4

Ora, alguns, instados por falsos mestres devaneiam com facilidades na vida espiritual. Ignoram voluntariamente que somos peregrinos em terra inóspita, adversa, e, tanto quanto mais próximos de Deus estivermos, maiores adversidades enfrentaremos. Como Eliseu, íntimo do Senhor, foi caçado pelo exército inimigo. Falsos mestres induzem incautos a pensarem que o Evangelho é para que as pessoas vivam melhor, quando, na verdade, admoesta a que morram melhor.

Nossas motivações mesquinhas, egoístas, naturais, têm que ser pregadas na cruz; se, queremos pertencer ao Santo. Quando oramos pelo suprimento das mesmas estamos rogando por drogas, não contemos com Santo Favor, nesses casos.

Nem podemos ignorar que, não! Também é resposta. Os nãos à vontade natural são sins do amor Divino. Muitas vezes nossos próprios desejos insanos são as ameaças que nos cercam. Ampliar a visão, nesses casos, é entendermos a Vontade Divina, e a ela, nos amoldarmos invés de, como Paulo, darmos murros em pontas de facas.

Lembrei da história de dois missionários que serviram no exterior por meio século; ao retornarem jubilados, esperavam ser recebidos com honras. Foram ignorados. O homem furioso saiu remoer mágoas; desafiou a esposa que orasse perguntando se era assim que o Senhor honrava quem lhe serviu uma vida toda, ao chegarem em casa.

Quando voltou perguntou se ela orara. Disse que sim. E qual foi a resposta? “Ele disse que ainda não chegamos em casa”. Que O Senhor nos abra os olhos para que melhor nos situemos na batalha!


Paremos de tentar influenciar O Eterno com nossas lamúrias, e deixemos que Ele nos aperfeiçoe pela Sua Palavra.


Fonte: http://www.ultimato.com.br/comunidade-conteudo/haja-luz