quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Importa o que os outros pensam de mim?



Por: Trillia J. Newbell


O medo do homem e o julgamento

O medo do homem quase sempre termina com o julgamento sobre os outros, porque nós começamos a supor que conhecemos as motivações, pensamentos, caráter e intenções da outra pessoa. Alguém esquece de responder um e-mail, então você presume que não é uma prioridade e que a pessoa é egoísta. Acontece que ela estava de férias. Você passa por alguém no corredor, e a pessoa não acena, então você deduz que ela não gosta de você ou é mal-educada. Acontece que a pessoa não a viu. Você convida alguém para fazer alguma coisa, e ela gentilmente recusa, então você presume que ela está decepcionada com você. Ocorre que ela apenas não quer participar ou está doente ou ocupada. Não importa, na verdade, o que a outra pessoa pensa ou faz, porém a nossa obsessão com a preocupação relacionada ao que as outras pessoas pensam sobre nós nos leva a julgar de maneira pecaminosa.

O medo do homem e o autoesquecimento

Os falsos pensamentos que nos levam a julgar os outros são uma forma de orgulho capaz de ser remediado somente pelo que Tim Keller chama de “a humildade que brota do evangelho”. Conforme ele explica em seu valioso livro Ego Transformado :

A humildade do evangelho mata a necessidade que tenho de pensar em mim. Não preciso mais ligar as coisas à minha pessoa. Essa humildade dá fim a pensamentos como: “Estou nesta sala com essas pessoas. Isso faz com que eu seja bem visto por elas? Estar aqui me faz bem?”. A humildade baseada no evangelho significa que não relaciono mais cada experiência e cada conversa à minha pessoa. Na verdade, deixo de pensar em mim mesmo. É a liberdade que vem do autoesquecimento. É o descanso bendito que somente o autoesquecimento nos oferece. [Timothy Keller, Ego Transformado: A humildade que brota do evangelho e traz a verdadeira alegria (São Paulo: Vida Nova, 2014), 34].

A preocupação com o que os outros pensam é orgulho. Talvez, você anseie ser respeitada. Talvez, você odeie a ideia de ser mal-entendida (Ah! Como penso nisso!). Seja o que for, trata-se de orgulho, e nós sabemos que Deus se opõe aos soberbos (Tg 4.6).

Todo cristão verdadeiro almeja a humildade que brota do evangelho. Nenhuma de nós deseja permanecer onde está – queremos ser transformadas à semelhança de Cristo. Os cristãos não desejam desobedecer a Deus e entristecer o Espírito Santo. Além disso, não é divertido ser consumida por aquilo que você acha que a outra pessoa pensa. Keller compartilha o segredo para o doce esquecimento que encontramos no evangelho:

Você já notou que é somente no evangelho de Jesus Cristo que o veredito é dado antes de desempenharmos nossas ações? [… ] No cristianismo, o veredito leva ao desempenho. Não é o desempenho que leva ao veredito. No cristianismo, no momento em que cremos, Deus afirma: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”. Vejamos também Romanos 8.1 que diz: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”. No cristianismo, assim que cremos, Deus nos imputa as ações perfeitas de Cristo, seu desempenho, como se fossem nossas e nos adota como filhos. Ou seja, Deus pode nos dizer exatamente o que disse a Cristo: “Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo” [Estou retratando Keller, Ego Trasnformado: A humildade que brota do evangelho e traz a verdadeira alegria (São Paulo: Vida Nova, 2014), 42].

O veredito do “muito bem” está dado, e, como resultado, você e eu damos início à corrida da fé, despojando-nos do julgamento e do medo do homem. Mesmo, lamentavelmente, fracassando no futuro, esforçamo-nos ainda assim. Afinal, o “muito bem” de Deus motiva e inspira uma vida consagrada para a sua glória.

Eu gostaria de poder dizer que a luta contra o medo do homem e contra a tentação de julgar as outras pessoas é fácil, mas não é. No entanto, podemos estar certas de que Deus realmente completará a boa obra que começou em nós (Fp 1.6). Trata-se de uma caminhada de fé, uma corrida em direção à linha de chegada, a qual nos fará passar da luta contra o pecado e contra a tentação para a glória. Um dia, nós estaremos com o nosso Salvador, adorando a ele por toda a eternidade. Nunca mais adoraremos o ídolo do homem.


Por: Trillia J. Newbell. © 2016 Editora Fiel. Original:  Importa o que os outros pensam de mim? Usado com permissão.


Trillia J. Newbell é diretora de alcance comunitário da Comissão de Liberdade Ética e Religiosa (ERLC) da Convenção Batista do Sul, EUA, conferencista e autor de Fear and Faith and United.



quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Uma revolução não violenta

Por Shane Claiborne [Tradução: Mozart Archilla]


Dr. Martin Luther King Jr. disse: a “revolta é a linguagem dos que não são ouvidos”.

O que acontece quando as pessoas acham que suas vozes não estão sendo ouvidas?

Eles falam mais alto.

Revolta é o que quase aconteceu na cidade de Ferguson no EUA, e todos nós, que vivemos em
bairros frágeis e com uma profunda injustiça racial como pano de fundo, precisamos prestar atenção.

Em Ferguson, uma comunidade bastante unida foi devastada por algo novamente entendido como injustiça. Eles queriam ser ouvidos. Porém, marchas pacíficas foram respondidas com brutalidade sem precedentes.

Lágrimas foram recebidas com gás lacrimogêneo.

É como se as autoridades estivessem tapando suas orelhas. Então as pessoas gritaram ainda mais alto – e o mundo começou a prestar atenção.

Num momento delicado de emoções à flor da pele, o povo de Ferguson teve que escolher entre a revolta e a ação direta não violenta nas ruas. Um grupo muito pequeno (muitos deles discutivelmente ativistas vindos de fora) apelaram para algumas formas de dano à propriedade alheia. Isso chamou a atenção da imprensa.

Alguns podem dizer que isso capturou as manchetes.

Mas não é assim que eu vou me lembrar de Ferguson.

O que chamou mais atenção do que o breve momento de depredação de bens, foi o cuidado disciplinado com o qual o povo de Ferguson começou a se organizar e treinar. Eles não combateram fogo com fogo. Eles fizeram seminários em não-violência e organização da comunidade. Eles montaram postos de inscrição de eleitores e de oração. Redes completamente novas de líderes cristãos foram formadas.

Essa rebelião não violenta tem sido incrível de se ver. Um movimento devagar, firme, disciplinado em Ferguson chamou a atenção do mundo. Outro dia, em uma teleconferência com líderes da igreja, alguém disse muito eloquentemente:

“Eles estão transformando um momento num movimento.”

O Dr. King estava certo. Revolta é uma maneira de fazer as pessoas prestarem atenção. Contudo, não é a única maneira.


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Nota: Traduzido de A Nonviolent Uprising

• Shane Claiborne é o autor de best-sellers, reconhecido ativista e preletor, além de um auto-declarado “pecador em recuperação”. Shane publica e palestra em vários países sobre promoção da paz, justiça social, e Jesus, e é autor de inúmeros livros como A Revolução Irresistível, Jesus for President, e o mais recente, Executing Grace (sobre a pena de morte). Ele é o líder visionário da comunidade The Simple Way, na Filadélfia, e co-diretor dos Cristãos da Letra Vermelha. Seu trabalho já foi citado e reconhecido pela Fox News, Esquire, SPIN, The Wall Street Journal, NPR e CNN.

Foto: Reuters/J. Miczek


Fonte: http://www.ultimato.com.br/conteudo/uma-revolucao-nao-violenta

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Alfred Bernhard Nobel - E se Deus escrevesse teu epitáfio?



Por Josemar Bessa


A Bíblia falando de Abel diz: “Pela fé Abel ofereceu a Deus um sacrifício superior ao de Caim. Pela fé ele foi reconhecido como justo, quando Deus aprovou as suas ofertas. Embora esteja morto, por meio da fé ainda fala.” - Hebreus 11:4


Embora esteja morto, por meio da fé ainda fala!! Não é incrível?


O químico sueco Alfred Bernhard Nobel é muito famoso, primeiro como criador e inventor de explosivos. Em 1866, Nobel inventou a dinamite, o que lhe rendeu fama e uma grande fortuna. Ele registrou mais de 350 patentes, com laboratórios em 20 países e mais de 90 fábricas de explosivos e munições.

Mas hoje ele é mais conhecido e lembrado como o nome por trás do Prêmio Nobel, o mais conceituado dos prêmios internacionais para esforços na paz, química, física, biologia, literatura, economia...

Em 1888 ocorreu um incidente bizarro que parece ter levado Alfred Nobel a uma improvável reflexão. Muitos acreditam que daí veio, deste evento, o motivo dele estabelecer o Prêmio Nobel e as alterações posteriores em sua vida e reputação. Ludvig, irmão de Alfred morreu durante uma estada em Cannes, na França, mas os jornais franceses erradamente confundiram os dois irmãos, noticiando a morte do inventor de explosivos. A grande manchete foi: “Le marchand de La mort est mort” – O mercador da morte está morto.

Como os outros, não amigos e parentes... o mundo descreveria sua morte? Se você mesmo tivesse que escrever teu obituário, que título daria a ele? O que você poderia colocar que fosse realmente importante além de tudo o que o mundo pode construir? Agora imagine se o Deus que tudo vê, que não pode ser enganado, fosse escrever seu obituário, ou epitáfio, o que Deus escreveria. O que seria um resumo correto de como você tem vivido cada dia? Nós vimos o de Abel: “...Embora esteja morto, por meio da fé ainda fala.” - Hebreus 11:4.  Ele viveu pouco, ele teve uma morte violenta ( foi assassinado ). Ele foi traído e assassinado por seu irmão. Ele foi assassinado simplesmente porque honrou a Deus... pelo padrão como muitos “cristãos” veem a vida hoje, não achariam que ele foi uma benção, um homem que honrou a Deus. Talvez diriam que ele não tinha fé e por isso morreu cedo, e por isso foi assassinado... o problema que a visão, mesmo dos “cristãos” hoje são muito diferentes das de Deus. Certamente muitos cristãos escreveriam um epitáfio de derrota para Abel. Mas Deus colocou: “Embora esteja morto, por meio da fé ainda fala.” - Hebreus 11:4

Hoje eu percebo que uma vida bem vivida não é sobre o tempo. Os escritores da Bíblia não estão preocupados com a reputação que deixamos para trás, aos olhos do mundo.

"Tenha cuidado para não faze seus "atos de justiça" diante das pessoas, para serem vistos por eles. Se fizer isso, você não terá nenhuma recompensa do vosso Pai que está nos céus "(Mateus 6:1).

Há a sensação de que nossos corações devem se apegar a palavras de um obituário que ninguém aqui vai ver completamente. "Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam.  Mas acumulem para vocês tesouros nos céus, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam e roubar. Pois onde estiver o seu tesouro, aí estará o seu coração também "(Mateus 6:19-21).

As manchetes que escrevemos sobre a terra são impressos em páginas que acabará por desaparecer e desmoronar. E é a isso que o “evangelho” de nossos dias tem levado as pessoas a investirem, e não num epitáfio como o de Abel, escrito por Deus.

Depois de mortos nossas vidas devem deixar palavras impressas, gravadas com ponteiro de aço sobre o granito do tempo, que todo o tempo nós gastamos armazenando um tesouro em um reino maior que não pode ser visto.

Quando Cristo foi levado ao alto de uma montanha para ver todos os reinos do mundo em seu esplendor... quando tudo foi oferecido a ele sem a cruz... Ele considerou a reputação e glória de Deus Pai e não a sua.

Quando Ele estava pendurado na cruz, desprezando a afronta, ele teve aqui morte em vez de glória, ele suportou a desgraça e maldade do homem em vem do esplendor de Deus. Para o mundo o seu obituário foi insignificante. Mas ele se levantou da sepultura para reescrever a manchete de toda a eternidade:

“Então vi um Cordeiro, que parecia ter estado morto, de pé, no centro do trono, cercado pelos quatro seres viventes e pelos anciãos. Ele tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados a toda a terra. Ele se aproximou e recebeu o livro da mão direita daquele que estava assentado no trono. Ao recebê-lo, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro. Cada um deles tinha uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos; e eles cantavam um cântico novo: "Tu és digno de receber o livro e de abrir os seus selos, pois foste morto, e com teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, língua, povo e nação.” - Apocalipse 5:6-9

Nele e só nele podemos viver uma vida que fala depois da morte. Estamos vivendo a vida digna de um obituário ou epitáfio como o de Abel? . “Embora esteja morto, por meio da fé ainda fala.” - Hebreus 11:4 – Ou apenas uma vida que recebe o salário digno dela – Morte! Viver no pecado é ser um mercador da morte que acaba morto. “Le marchand de La mort est mort” – O mercador da morte está morto. Escolha o epitáfio de Abel.


Fonte: http://www.josemarbessa.com/2016/12/alfred-bernhard-nobel-e-se-deus.html

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

As mulheres na vida de Jesus



Por *Morf Morford


Jesus parece ter tido suas mais produtivas e satisfatórias conversas com mulheres anônimas, isoladas, estigmatizadas e vulneráveis.

Há a “mulher adúltera” (João 8:1-11) e, claro, “a mulher junto ao poço”.

Ambas eram o tipo de pessoa com quem nenhum Rabi respeitável conversaria – e com quem nenhum homem de qualquer status gostaria de ser visto. Além disso, certamente nenhum homem tocaria em uma mulher estranha – principalmente uma considerada “impura” (no caso, a mulher com hemorragia).

A mulher junto ao poço, além de ser mulher, rejeitada por seu próprio povo, e de ter se casado diversas vezes, também era uma samaritana – e como todos sabem, “judeus não se dão bem com os samaritanos” (João 4:9 NVI).

A conversa de Jesus com a mulher no poço é tão satisfatória que Jesus diz uma das mais impressionantes linhas do Novo Testamento: “Tenho algo para comer que vocês não conhecem” (João 4:32 NVI).

Essa mulher, por sua vez, é considerada a primeira evangelista – senão missionária. Sua vida, e a vida de praticamente todos naquele povoado, foi transformada para sempre.

É significativo o fato de que o nome de nenhuma dessas mulheres tenha sido mencionado.

Nomear alguém, de acordo com dados históricos, era para pessoas “importantes” – reis, profetas e líderes. Essas mulheres não eram “importantes” – na verdade, elas eram excluídas, rejeitadas, “impuras” ou inúteis. Elas eram formas de interrupção e distração. As conversas de Jesus com elas foram “acidentais” e “involuntárias”. E muito mais frutíferas do que suas discussões com líderes religiosos – e com seus próprios discípulos.

Eu aprendo bastante com encontros não intencionados. mulher corcovada 001

Eu geralmente escuto mais do que falo.

Pessoas desprezadas, perdidas e despedaçadas falam com economia de sabedoria prática – elas conhecem muito bem as decepções e traições do mundo – e mesmo que elas tentem, não conseguem ignorar sua própria complexidade em meio à sua própria degradação.

Diferente delas, a maioria de nós, que vive uma vida consideravelmente confortável, ainda acredita em (e ainda vive por) mentiras contadas pelo mundo – e por nós mesmos.

A maioria dos “cristãos” que eu conheço sente “orgulho” por não “precisar” de ninguém.

E, a maioria deles, quando eu os pressiono, admite livremente que, não fosse pela promessa do Paraíso ou pela ameaça do Inferno, tampouco “necessitaria” de Deus.

Essas mulheres perdidas e abandonadas sabem melhor. Elas sabem que Deus pode, e que Ele vai alcançá-las, tocá-las e restaurá-las. Pessoas “religiosas” raramente “precisam” de Deus – ou mesmo de qualquer graça humana anônima. “Precisar de Deus”, para muitos de nós, é visto como um sinal de fraqueza. E talvez seja. É uma “fraqueza” que nos permite ser tocados, ou sermos aqueles que tocam os feridos, sem esperar nada em troca.


Traduzido de: The Women in Jesus’ Life

*Morf Morford. A fé não é uma fórmula. Eu não usaria nem a palavra “relacionamento” nem a metáfora de “uma jornada” para descreve-la. Quanto mais velho fico, mais me parece com um processo – um foco determinado em ouvir o eterno, calar os ruídos e distrações, e se aproximar cada vez mais de cada sussurro e cada palavra, para perto da completude – e esvaziamento – do pulsar, das mãos e propósitos do Criador que, assim, nos leva finalmente para o lugar onde nós pertencemos. Sou professor e escritor, o que significa que gosto de ouvir e compartilhar o que vejo e escuto.


domingo, 18 de dezembro de 2016

Encorajem uns aos outros




Por Harry Reeder

Estou certo de que em algum lugar e em algum momento os leitores da Tabletalk já ouviram a letra do “hino do Oeste” intitulado Home on the Range. O caubói americano idílico se sentia “em casa na colina” por várias razões. Uma das razões é que era uma casa “onde raramente se ouvia uma palavra desanimadora”, um ambiente doméstico onde as palavras desanimadoras eram raras e as palavras de encorajamentos eram abundantes.

Nosso Senhor espera que seu povo crie ambientes assim não na fantasia de uma canção, mas na realidade da vida: em nossas casas de família e na casa de sua família, a igreja, que é a “família de Deus” (Efésios 2.19). A casa de Deus e as nossas casas devem ser intencionalmente esvaziadas de palavras autocentradas de desânimo e preenchidas de palavras abnegadas destinadas a “consolar” ou “animar uns aos outros” (cf. 1Tessalonicenses 5.11). Mas como isso acontece em um mundo amaldiçoado pelo pecado e cheio de palavras desanimadoras? Como isso acontece na igreja, que está cheia de pecadores salvos pela graça?

Boas casas têm “regras da casa”. A minha casa tinha, mas o mesmo acontece de forma mais incisiva com a casa de Deus. Esta edição da Tabletalk está explorando algumas dessas “regras da casa”: as admoestações do tipo “uns aos outros” da Palavra de Deus para a família de Deus. Essas admoestações não são sugestões de um terapeuta de família. Elas são mandamentos divinos, incluindo o mandamento para “consolar um ao outro”. Claramente, precisamos orar para que o Espírito de Deus nos dê a capacidade e desejo de estabelecer igrejas e relacionamentos onde “raramente se ouve uma palavra desanimadora”, e muitas vezes se ouve uma palavra de encorajamento. Mas palavras de encorajamento não bastam. Elas devem vir unidas a atitudes de encorajamento. Aqui estão dois textos que nos preparam para “encorajar uns aos outros” em palavras e atos.

Encorajar um ao outro com palavras

Em Efésios 4-6, Paulo chama todos os que estão “em Cristo” para “se despojarem do velho homem” e “se revestirem do novo homem”. Em 4.29, ele revela quatro tópicos sobre como preencher nossas casas e igrejas com palavras de encorajamento:

(1) Palavras corretas. O vocabulário é crucial. Em vez de “palavras torpes” que poluem os ouvintes, use palavras “edificantes”, que os ajudem.

(2) Forma correta. Palavras graciosas exigem um tom gracioso ao “sair das nossas bocas”.

(3) Hora correta. “Conforme a necessidade”. Muitas vezes, há coisas para se dizer que precisam realmente ser ditas, não é o momento certo para dizê-las.

(4) Razão correta. “Transmita graça aos que ouvem”. A graça de Deus nos motiva e também nos instrui a falar para a edificação do ouvinte, não para nossa gratificação pessoal.

Incentivar um ao outro com atos

Como podemos realizar atos de encorajamento que amplificam as nossas palavras de encorajamento? Ações eficazes de amor originam e são padronizados após o amor de poupança de pecador de Deus em Cristo. Um texto clássico para instruir e encorajar-nos é Romanos 5: 6 , 8 . Aqui, também, encontramos quatro tópicos:

(1) O amor é ativo e visível. “Deus prova o seu próprio amor para conosco”. O amor de Deus foi visível e demonstrado quando deu o seu Filho para nos dar vida. E o Filho de Deus nos deu a vida por meio de seu sacrifício próprio. Encorajar uns aos outros é amar uns aos outros com atos visíveis.

(2) O amor é intencional e específico. O amor de Deus abriu um caminho, quando não havia nenhum caminho para salvar os pecadores, e esse caminho é Jesus: “Cristo morreu por nós”. O povo de Deus não pratica “atos aleatórios de bondade”. Eles fazem atos intencionais de amor que transformam vidas.

(3) O amor é sacrificial e imerecido. Ações visíveis e intencionais de amor também são custosas e imerecidas. Deus deu seu Filho. O Filho de Deus deu sua vida como propiciação por todos os pecados de todo o seu povo. Ele “morreu por nós”. Precisávamos dele, mas não o queríamos; ele não precisava de nós, mas nos queria. O amor imerecido de Deus mandou o Filho de Deus que se entregou por nós para nos salvar. Como resultado, quando amamos, pensamos nas necessidades dos outros acima das nossas próprias necessidades.

(4) O amor é oportuno e preocupado. “Cristo morreu a seu tempo pelos ímpios”. Atos encorajadores de amor são oportunos porque aqueles que gastam tempo para amar também gastam tempo para amar com consideração. Mesmo ao abordar o pecado nas vidas uns dos outros, nós cuidadosamente buscamos ganhar uns aos outros pelo Senhor e para o Senhor.

Quando o povo de Deus amorosamente “encoraja um ao outro” com palavras e atos que exaltam a Cristo, a mensagem do evangelho não é apenas esclarecida, mas amplificada. Ainda mais profundamente, Deus é glorificado quando sua família tem uma casa “onde raramente se ouve uma palavra desanimadora”.


Tradução: João Paulo Aragão da Guia Oliveira. Revisão: Yago Martins. © 2016 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.brOriginal:  Encorajem uns aos outros

Fonte: http://voltemosaoevangelho.com/blog/2016/12/encorajem-uns-aos-outros/

domingo, 11 de dezembro de 2016

DEVOCIONAL - 30 de Novembro de 2016.

Por TEOMANIA Santos


Procuras tu grandezas? Não as procures; porque eis que trarei mal sobre toda carne, diz o Senhor; a ti, porém, eu te darei a tua vida como despojo, em todo lugar para onde fores. (Jr. 45.5)

Eis uma promessa dada para lugares difíceis, uma promessa de segurança e vida no meio de fortíssima pressão: uma vida "como despojo". Isto pode bem ajustar-se aos nossos tempos, que estão ficando cada vez mais difíceis à medida que nos aproximamos do fim da era, e da hora da Tribulação.
                       
Que significa a "vida como despojo"? Significa uma vida arrancada das garras do destruidor, como Davi arrebatou do leão o cordeirinho. Significa, não o sermos retirados do ruído da batalha e da presença dos inimigos; significa, sim, uma mesa no meio dos inimigos, um abrigo no temporal, uma fortaleza entre os adversários, uma vida preservada no meio de contínua pressão: a preservação de Paulo quando agravado além das forças, ao ponto de perder esperança até da vida; o socorro divino a Paulo — quando o espinho na carne permaneceu, mas o poder de Cristo repousou sobre ele e a graça de Cristo lhe foi suficiente. Senhor, dá-me a minha vida por despojo, e hoje, nos lugares mais difíceis, leva-me em vitória. — Days of Heaven upon Earth

Muitas vezes oramos para sermos livres de calamidades; e até cremos que o seremos. Mas não oramos para sermos feitos o que devemos ser na própria presença das calamidades; viver no meio delas, enquanto durarem, na consciência de que estamos seguros e abrigados pelo Senhor; e de que poderemos, assim, permanecer no meio delas enquanto continuarem, sem que nos façam mal.

Por quarenta dias e quarenta noites o Salvador foi guardado ante a presença de Satanás no deserto, e isso, sob circunstâncias de grande provação, uma vez que Sua natureza humana estava enfraquecida pela falta de alimento e descanso. A fornalha estava aquecida sete vezes mais do que o comum, mas os três hebreus foram guardados no meio das chamas, tão calmos e bem postos como quando na presença do próprio rei antes que lhes viesse a libertação.

A longa noite de Daniel foi assentar-se ele entre os leões. E quando foi retirado da cova, "nenhum dano se achou nele, porque crera no seu Deus". Eles habitaram ante a face do inimigo, porque habitavam na presença de Deus.




Fonte: http://teomania.blogspot.com.br/2016/11/devocional-30-de-novembro-de-2016.html        

domingo, 4 de dezembro de 2016

Queda



Por Pedro João Costa


Queda, é nossa condição
como homens.
Estamos tão afastados
do Criador
que vemos a gravidade
da perdição humana em tudo.

Inclusive,
e é a isto que quero
referir,
em que tipo de amigos
somos em nossas relações.
Então vemos que nem virtudes
para a amizade possuímos.

Sim, o amigo
que consigo ser,
se é q tenho conseguido,
é certo que é
pela misericórdia divina.

Cumpre se o dito:
Amigo assim...
dispensa ter inimigo.
Assim,
Vemos Deus orientar Jó
A orar por "seus amigos"...


Pedro João Costa (08-05-13): Colaborador deste blog desde 2010.