domingo, 27 de outubro de 2013

Manifestar significa...






















Imagem:http://renovacast.com.br

Por: Pedro Paulo

As pessoas tem saído às ruas em protesto no Brasil desde Junho deste ano para reivindicar os seus direitos de cidadãos, pois elas se perceberam sem esses direitos. A indignação não se monta  por uma questão apenas, mas seria muito penoso narrar aqui tudo que tem sido negado ao povo com relação a saúde (ou falta dela), educação, transporte, moradia, etc. Essa indignação estampada nas ruas se faz evidente não só nas faixas, como também na face de todos que saem em protesto. Mas, o pior é a corrupção... 

O que essas manifestações tem a ver com nós cristãos? Não concordamos com nenhum tipo de vandalismo, mas como cristãos não podemos ficar calados diante a inércia daqueles que deveriam governar para o bem-estar de todos. O que ocorre no nosso país revela que essa corrupção parece ser hereditária. Devemos além de orar, manifestar deixando claro a nossa intolerância aos direitos de cidadãos que nos são negados quase, sempre...

Nos originais do grego manifestar é o termo phaneroo que tem na sua raiz phos ("luz") e significa: revelar, dar a conhecer, evidenciar, deixar claro (aparente), tornar visível, mostrar, etc. 

Pois bem,  phosphorus é o termo grego que significa simplesmente: luz. Observamos ainda que o termo phos (um substantivo neutro) significa corretamente, a luz (especialmente em termos de seus resultados, o que se manifesta) no NT, a manifestação da vida auto-existente de Deus, divina iluminação para revelar e transmitir a vida.

O Verbo de Deus (a Palavra) precedeu o "Haja luz" de Gêneis 3:3. Deus se revela na Sua palavra e nela temos o pleno conhecimento que de fato Deus é Santo e justo e Ele não tolera a injustiça. A condição humana negativa tem levado o homem a um insuficiente conhecimento de Deus. Nas Escrituras vemos as advertências de Deus contra a balança enganosa, contra o pecado, contra os governantes pela prática de uma politica enganosa e dos seus erros, contra os falsos profetas e o falso culto.

Deus é Luz e nEle não há trevas, Ele não pode tolerar o pecado que se opõe e contradiz o Seu padrão de Santidade. Tolerar no original grego é aphiémi e significa permitir. No latim tolerância procede de tolero, que significa suportar um peso ou a constância em suportar algo. Embora tolerar tenha significado positivo como a capacidade de ser indulgente para com os outros, ela pode ser negativa quando passa a ser permissiva com relação ao erro e o pecado.

Fomos criados à imagem e semelhança de Deus, o pecado porém deixou essa imagem totalmente desfigurada. "A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça; porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou". Epístola aos Romanos cap. 1:18-19.

Essa ira de Deus é contra o homem que pratica o pecado, não é como a nossa, um sentimento ruim e egoísta. A ira de Deus é a reação do Deus Santo contra a perversidade humana. Os teólogos dizem sabiamente que o zelo (ou amor) de Deus pelo homem se manifesta no juízo exercido por Ele para aplacar essa ira. Houve por bem a Deus revelar-se em Sua misericórdia através do sacrifício de Jesus Cristo, para nos resgatar dos nossos pecados. 

Na verdade o ser humano encontra-se perdido como que em um labirinto e precisa ser resgatado e a palavra de Deus se manifestou em esperança para os homens. Em João 17:6, Jesus orando ao Pai disse: "Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, tu mos confiaste, e eles têm guardado a tua palavra".

Guardar a palavra de Deus no coração nessa hora, mas sem ser tolerante com aqueles que praticam a injustiça, pois sabemos que a nossa esperança está em Jesus que prometeu conforme lemos em Mateus 5:6 "Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos".

sábado, 12 de outubro de 2013

Jesus + Nada!

Daniel Nogueira

"E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros:
Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano.
O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano.
Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.
O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!
Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.”
Existem poucas parábolas que são tão claras quanto essa. Acho que talvez seja fácil entender essa parábola porque a sociedade a nossa volta é bem parecida com a sociedade da época de Jesus. Nessa parábola Jesus mostra o comportamento de duas pessoas diferentes: um religioso que confiava em si mesmo, crendo que era justo, e desprezava os outros; e um publicano (naquela época os publicanos eram muito mal vistos na sociedade, e eram marginalizado pelos religiosos) que sabia que era pecador e confessava isso. O religioso confiava em suas boas obras para justificar-se diante de Deus: dizia que não era ladrão, nem injusto, nem adúltero, nem publicano (isto é, traidor, corrupto, etc). Já o publicano sabia que era pecador e se aproximava de Deus inteiramente confiado na sua misericórdia. Ele se humilhava diante de Deus e sua oração foi a menor e mais simples possível: ”Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!”. Jesus esclarece que o publicano é que voltou para casa justificado, pois se humilhou diante de Deus, ao contrário do fariseu.
Dessa parábola podemos tirar uma grande lição. Existem dois tipos de pessoas: as que sabem que são pecadoras e reconhecem que necessitam de Jesus, e as que pensam que não são pecadoras e/ou não necessitam de Jesus. O mais interessante é que o segundo grupo de pessoas pode ser composto tanto por agnósticos/ateus e não-cristãos quanto por religiosos! Entenda uma coisa: não confie em você mesmo, pois você NUNCA poderá justificar-se diante de Deus. Porque? Porque você - assim como eu! - é um pobre pecador que não tem nenhum direito além da morte. A bíblia diz que o salário do pecado é a morte. Portanto, nós como pecadores só temos direito a um salário: à morte. - ou vai me dizer que você nunca pecou?
Mas Deus mesmo, sabendo da nossa fragilidade e impotência, providenciou um escape para nós: a morte do seu filho Jesus na cruz em nosso lugar. Deus mesmo enviou seu próprio filho para viver uma vida perfeita e oferecer um único sacrifício perfeito e agradável a Deus, para que nós, mediante a fé em Jesus, pudéssemos alcançar o perdão dos nossos pecados. Essa são as boas novas! Nós não merecemos, mas Deus providenciou uma salvação para nós: Jesus. E isso é a Graça de Deus! Ele fez TUDO para que nós não precisássemos fazer NADA além de crer pela fé em Jesus!
Paulo entendeu bem isso e ensinou:
"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie;” Efésios 2:8-9
Quão bom é compreender a GRAÇA de Deus. Quando você entende isso você descansa, pois sabe que não precisa fazer nada além de receber Jesus como seu único e suficiente salvador. Que verdade libertadora! Agora eu não preciso me preocupar em viver uma vida de sacrifícios, auto-flagelo, longas orações, longos jejuns, etc… Não! A obra já está consumada! Jesus fez tudo para nos justificar! Para de tentar se justificar vivendo uma vida “religiosa”. Uma falsa religiosidade que só te traz orgulho e faz você se crer superior e desprezar aos outros! Compreender a graça de Deus é compreender o quão impotentes somos e saber que toda a nossa salvação está em uma única pessoa: Jesus! Quão paradoxal é um cristão orgulhoso! hahaha Se é orgulhoso não pode ser seguidor de Cristo!
Eu te convido a receber a Jesus no seu coração. Aceite o seu sacrifício na cruz por você! E descanse na graça de Deus! Humilhe-se diante da potente mão de Deus confessando que você é um pecador e não pode fazer nada para se salvar! Faça isso e creia em Jesus que ele mesmo te justificará, pois ele já fez tudo!
"Mas, a todos quantos o receberam [a Jesus], deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;" João 1:12
A partir de aí Jesus te convida a viver uma vida emocionante, confiado inteiramente na sua graça, e descobrir quão ricas bençãos Ele tem para seus seguidores! Siga a Jesus você também e descubra quão maravilhoso é viver uma vida confiado em um amor tão grande e incondicional!

sábado, 5 de outubro de 2013

Quer contar vantagem?



A GLÓRIA DO HOMEM

Leitura: Jeremias 9:23-26

“Quem se gloriar, glorie-se nisto:
em compreender-me e conhecer-me,
pois eu sou o Senhor.”
(Jeremias 9:24)


É impressionante como as pessoas tentam obter sucesso, como fazem de tudo para atingir a fama. Em muitas situações até usam artifícios duvidosos para alcançar notoriedade nacional e internacional. Gostam de aparecer diante dos holofotes da mídia, dos microfones e nas primeiras páginas dos jornais e revistas. Infelizmente não se dão conta de que essa fama e essa glória são curtas e passageiras, pois já dizia o salmista: “nada levará consigo quando morrer...” (Salmo 49:17).

Por outro lado, há uma tendência natural do ser humano em elogiar a si mesmo. De se achar o bom. Se os outros não o aplaudem e dizem maravilhas a seu respeito, ele mesmo trata de aparecer e vangloriar-se de coisas que fez e até do que deixou de fazer. É interessante que não percebam a má impressão que causam com isso. Por meio do profeta Jeremias, o Senhor Deus já advertia que as pessoas não devem vangloriar-se: basta ler o versículo 23 da leitura. Isso não quer dizer que a pessoa não deva ser sábia, forte ou rica. Deus até afirma que quem não tem sabedoria, deve pedi-la a ele. O que Deus condena é que a pessoa use isso para a sua glória pessoal e em detrimento do próximo. Depois de desaprovar essa atitude, a Palavra de Deus mostra-nos no versículo de hoje qual é a verdadeira glória do homem.

Não há nada mais glorioso do que conhecer o Deus verdadeiro, o Criador dos céus e da terra. O Deus soberano e misericordioso, mas também justo Juiz. Se você já o conhece e nele crê, então você tem a certeza de que terá também um corpo glorificado e estará na glória celestial para todo o sempre. Pode haver glória maior?

Pensamento do dia: Quer contar vantagem? Fale da grandeza de Deus.

(“Pão Diário”, vol. 6, Ed. RTM, meditação de 08 de julho)


sábado, 28 de setembro de 2013

Jogue o legalismo no lixo!


                                                                Por Hermes C. Fernandes


Imagina uma criança que acaba de nascer. Ao ser retirada do ventre de sua mãe, a placenta que a protegeu por nove meses também é removida. Uma vez cumprido o seu papel, ela vai parar no lixo, junto com o cordão umbilical através do qual a criança se alimentava.  Depois de limpa do líquido amniótico, a criança é embalada numa manta e colocada num confortável berço. É claro que nada se compara ao ambiente acolhedor do ventre materno. Mas este tempo não voltará jamais. É hora de enfrentar o mundo externo e se preparar para crescer.

Digamos que algum desavisado resolva resgatar a placenta da lixeira para reaproveitá-la. Tal atitude poderia ser considerada sensata? Obviamente que não. Imagine, ainda, se esta pessoa resolvesse levar a placenta para casa e criá-la como se fosse a própria criança. Isso seria o cúmulo do absurdo, concorda?

E se esta pessoa começasse a criticar a mãe que depositou o recém-nascido no berço?
- Que vergonha! Desprezando a placenta que foi tão útil... Como ela poderia ser tão ingrata? Como pode trocar algo natural, acolhedor, protetor, por algo artificial? Essa mãe está muito moderninha para o meu gosto.
É claro que ninguém em sã consciência pensaria desta maneira. Todavia, tem sido assim que muitos têm se portado com relação às estruturas, estratégias e modelos eclesiásticos.

De um tempo para cá, tenho sido duramente criticado por posturas consideradas pós-modernas. Há até quem faça aquele comentário maldoso, do tipo, “já não se faz pastores como antigamente”. Tomando emprestada uma fala de Ed René Kivitz, não se faz pastores como antigamente, pelo simples fato de já não se fazer pastores PARA antigamente.  

Modelos servem como placentas. Depois de cumpridos o seu papel, devem ser descartados. Não devemos fidelidade a tais estruturas, mas a Deus somente e aos Seus propósitos.

A igreja dos Gálatas estava voltando à lixeira em busca de placenta e do cordão umbilical; trocaram a graça genuína pelos ritos ultrapassados exigidos pela Lei Mosaica.

Infelizmente, muitos pararam no tempo, tornando-se reféns de um saudosismo nada saudável. Tiraram o foco da criança recém-nascida para a placenta que já não serve para nada. Criam a placenta, enquanto lançam a criança no lixo.

Não se pode querer criar a criança juntamente com a placenta, assim como não se pode conciliar a liberdade da graça com as demandas da Lei. O máximo que a Lei oferece ao pássaro enjaulado é um passeio matinal, mas sem sair da gaiola. Isso, quando não corta as suas asas. A graça abre a gaiola e convida o pássaro a voar. Tenho percebido, por parte de algumas denominações, um empenho de conciliar uma coisa à outra. Algumas parecem tão descoladas no formato, na linguagem, mas escondem por trás disso o mesmo veneno legalista. Tudo não passa de uma passeio sem sair da gaiola. 

Depois de conhecer o gostinho da liberdade, nunca mais o pássaro quer saber de viver engaiolado. Não faria sentido armar um alçapão para tentar capturá-lo novamente. É isso que fazemos quando recorremos a expedientes que são contrários ao espírito da graça. É o mesmo que tentar misturar água e óleo. Se você experimentou a liberdade da graça, redobre os seus cuidados com os alçapões. Querem lhe recapturar! Fique esperto!

Paulo denuncia alguns que se infiltraram no meio da igreja para espionar a liberdade que os irmãos tinham em Cristo e os reduzir à escravidão. O apóstolo dos gentios declara que em momento algum submeteu-se a eles para que isso não comprometesse a integridade do evangelho (Gl.2:4-5).

Em sua epístola aos Colossenses, ele reage duramente ao assédio destes porta-vozes do legalismo:

"Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo (...) Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo. Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados (...) Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão (...) Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: Não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; as quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne." Colossenses 2:8, 14-16, 18, 20-23
Ou somos frios ou quentes. Ou vivemos sob a égide da graça ou nos rendemos à opressão da Lei. Deus não tolera mornidão.

Sempre estive ciente dos riscos envolvidos. Porém, prefiro corrê-los a viver aquém daquilo que me tem sido revelado.  Como disse Soren Kierkegaard, "ousar é perder o equilíbrio momentaneamente. Não ousar é perder-se.”

Deixe a placenta na lixeira. Ela já não tem préstimo algum. Já, já, vai começar a cheirar mal. Esqueçamos das coisas que ficaram para trás e avancemos para as que estão diante de nós. Da mesma maneira como descartamos a placenta, vai chegar a hora de aposentarmos o berço, e pouco mais adiante, trocaremos a mamadeira por talheres, as fraudas por roupas cujos números serão alterados ano após ano, até que cheguemos à estatura de perfeita varonilidade. 

Deixando de lado o rock, apelo a um conhecido enredo de samba:

"Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós!" E que ninguém se atreva a querer cortá-las...

Prefiro a vertigem que a liberdade provoca ao insuportável jugo da Lei.


Fonte:http://www.hermesfernandes.com/

sábado, 21 de setembro de 2013

Grato!



Obrigado Senhor, por colocar cascas na maioria das frutas. Só um pai atencioso, amoroso e totalmente presente faz isso.

Obrigado Senhor, pela precisão dos astros no universo. No caso do sol, um pouquinho mais próximo e a terra se incendiaria. Por outro lado, um pouquinho mais distante, congelaríamos.

Obrigado por riscar o limite do mar.

Obrigado por colocar sementes nos alimentos, abençoando assim todas as gerações. Que mente brilhante, poderosa e generosa a Tua.

Obrigado por imprimir no corpo humano, bilhões de bilhetinhos cheios de informações preciosas. A ciência moderna chama de células tais bilhetes.

Obrigado por dividir o segredo da vida entre macho e fêmea. Uma maneira carinhosa de unir ambos no "plantil" da vida.

Obrigado por "usar" Teu infinito poder através do Teu amor inexplicável, ao ponto de alguns homens sem amor algum, amaldiçoarem os céus achando que não há ninguém do outro.

Obrigado pelo pão.

Obrigado pela música. O que seria do mundo sem música?

Obrigado por amar o mundo de tal maneira... Obrigado por enviar Teu único Filho...

Obrigado por nos amar e lutar por nós.

Obrigado por me deixar fazer parte de Tua família na terra. Obrigado por todos os meus irmãos.

Obrigado por nos ensinar a orar no plural, quebrando a maldição do egoísmo humano. O pão nosso. Perdoe as nossas dívidas. Livra-nos do mal. Tudo pra nos ensinar a dividir as coisas boas da vida.

Obrigado, Pai nosso.


domingo, 15 de setembro de 2013

Venha teu reino, mas seja feita nossa vontade


Leonel Elizeu Valer Dos Santos

Venha teu reino; seja feita nossa vontade…

“E partiram indo habitar em Gerute-Quimã, que está perto de Belém, para dali irem e entrarem no Egito, por causa dos caldeus; porque os temiam, por ter Ismael, filho de Netanias, matado a Gedalias, filho de Aicão, a quem o rei de Babilônia tinha feito governador sobre a terra.” Jr 41; 17 e 18 

Israel fora levado cativo para Babilônia; entre os remanescentes, colonos, soldados; certo Ismael assassinara ao rei vassalo Gedalias, que Nabucodonosor constituíra para dar contas aos Caldeus dos assuntos da terra. Mesmo Jeremias estando preso fora solto por um capitão caldeu, e ficara entre o povo que agora, olhava para o Egito como lugar seguro temendo a represália Babilônica por causa do assassinato.

Mas, antes de fugir decidiram consultar a Vontade de Deus mediante ele. “…roga ao Senhor teu Deus, por nós e por todo este remanescente; porque de muitos restamos uns poucos, como nos vêem os teus olhos; para que o Senhor teu Deus nos ensine o caminho por onde havemos de andar e aquilo que havemos de fazer.” 42; 2 e 3 Aparentemente, uma sábia postura, até por que se dispuseram a obedecer qualquer que fosse a diretriz; “Seja ela boa, ou seja má, à voz do Senhor nosso Deus, a quem te enviamos, obedeceremos, para que nos suceda bem, obedecendo à voz do Senhor nosso Deus.” V 6

Seria blasfemo supor que a Vontade de Deus em algum momento seja má, em si; pois, mesmo quando nos corrige tem nosso bem como alvo. “… para que experimenteis qual seja a boa, perfeita e agradável Vontade de Deus” Rm 12; 2 Então, parece lógico entender que uma vontade “má” equivaleria a algo difícil, contrário à inclinação humana.

Bem, o profeta orou, e após dez dias o Senhor respondeu. Como os líderes temiam, a Vontade do Eterno foi mesmo “má”; “Não temais o rei de Babilônia, a quem vós temeis; não o temais, diz o Senhor, porque eu sou convosco, para vos salvar e para vos livrar da sua mão. E vos concederei misericórdia, para que ele tenha misericórdia de vós, e vos faça voltar à vossa terra.” Vs 11 e 12 De tal forma que “concluíram” que nem era Deus, devia ser uma invenção do “subornável” profeta. “Então falaram Azarias, filho de Hosaías, e Joanã, filho de Careá, e todos os homens soberbos, dizendo a Jeremias: Tu dizes mentiras; o Senhor nosso Deus não te enviou a dizer: Não entreis no Egito, para ali habitar; mas Baruque, filho de Nerias, te incita contra nós, para entregar-nos na mão dos caldeus, para nos matarem, ou para nos levarem cativos…” 43; 2 e 3 O fato é que fugiram para o Egito e ainda levaram a Jeremias consigo.

Triste quadro do ser humano após o “sereis como Deus”; já não consegue delegar a outro a decisão sobre o bem e o mal, mesmo que esse Outro seja o Criador. O que intriga é a hipocrisia de trair a si mesmo; fazer o que dá na telha, “envernizando” as próprias escolhas como “Vontade de Deus”. O Santo havia prometido proteção ficando na terra, e ameaçado desdita mesmo no Egito; Insistiram e foram; e a espada babilônica que temiam os alcançou mesmo lá.

Talvez essa perfídia auto aplicada seja uma espécie de plano B, em face à insegurança íntima de agir de modo próprio; no fundo, saber que é um erro; mas, quando isso ficar patente, atribuir a Deus a culpa. Assim, desejamos mais a reputação cínica de inocentes que agir de modo inculpável.

Ora, o mais sábio humano dissera: “Do homem são as preparações do coração, mas do Senhor a resposta da língua. Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o Senhor pesa o espírito. Confia ao Senhor as tuas obras e teus pensamentos serão estabelecidos.” Pv 16; 1 a 3

Enfim, nosso lugar protegido contra a espada do inimigo é onde Deus se dispõe a guardar; não, onde nos sentimos melhor. Ele limita em Sua Palavra o “Terreno” seguro; “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte.” Rom 8; 1 e 2

O mesmo Jeremias advertira contra os logros cardíacos: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” Jr 17; 9 Enquanto ao mundo parece sábio agir com todo coração, a nós, só será se nosso estiver secundando Deus. “Achei a Davi, filho de Jessé, homem conforme o meu coração, que executará toda a minha vontade.” Atos 13; 22

Fonte:http://www.ultimato.com.br/comunidade-conteudo/venha-teu-reino-mas-seja-feita-nossa-vontade

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Quando parecer legal é o objetivo!


POR JOSEMAR BESSA

Inicialmente, contextualização geralmente começa por um ponto óbvio, que para atravessar barreiras linguísticas e culturais de forma eficaz, precisamos traduzir e ilustrar nossa mensagem de forma que seja adequada para a compreensão das pessoas ou grupos que desejamos alcançar. Ou seja, que contextualização implica em nada mais do que a tradução e ilustração – se fosse apenas isso toda a discussão seria supérflua e a palavra contextualização não seria defendida com uma paixão que as palavras, regeneração, expiação, justificação... não são.

Hoje ela significa muito mais do que a tradução e ilustração das verdades bíblicas.

Num primeiro momento, a ideia de contextualização ganhou força entre os evangélicos no campo da tradução da Bíblia, e é fácil perceber o porque. Por exemplo, se você pregar a palavra de Deus a uma cultura esquimó, onde eles não tem ideia do que são ovelhas, você precisa ( pelo menos essa é a ideia ) encontrar uma maneira de explicar todas as referências em termos pastorais que os esquimós possam entender. Por exemplo o Salmo 100.3 – “Nós somos o seu povo e ovelhas do seu pasto” – Um esquimó teria dificuldade de visualizar, algo que outros povos não teriam.

Então, em um caso real, um grupo de tradutores da Bíblia trabalhando na língua esquimó traduziram a palavra “ovelha” como “caribus”... em toda a Escritura. Apesar disso, como explicar exatamente o Salmo 23 dessa forma? Seria mais fácil ensinar aos esquimós o que são ovelhas. Eu por exemplo, nasci no Rio de Janeiro e não tinha contado nenhum com neve na minha vida. Meu pai para me ensinar  que Deus tornaria o meu pecado mais alvo que a neve, simplesmente me ensinou o que era neve. E também nunca vivi num contexto de contato com ovelhas mas simplesmente me ensinaram o que era. Quando meu pai me ensinou que Cristo era o “leão da tribo de Judá” – era óbvio que eu não tinha contato com o animal africano – mas foi mais fácil me ensinar o que é um leão do que tentar "contextualizar" com os animais que eu tinha contato. Então veja, olhamos só um exemplo de contextualização verbal que por fim, obscurece mais do que esclarece. Mas o que temos hoje é algo muito pior.

A estratégia pós-moderna missional de contextualização sempre parece envolver abraçar os valores da cultura alvo. Ouça aqueles que mais falam sobre “contextualizar”, como se fosse um mantra de tão repetitivo, e veja que com a ideia de tornar o evangelho “mais claro”, às vezes deliberadamente, às vezes inconscientemente, envolve fazer com que o cristianismo pareça mais familiar e mais confortável e muito menos contra-cultural.

Então o que é dito é que a contextualização adequada envolve, pelo menos “temporariamente”, adotar qualquer visão de mundo das pessoas ou grupos que queremos alcançar, de modo que a partir desse ponto, possamos falar com eles como parte do grupo, e não como estranhos ou estrangeiros.

Na verdade então, a contextualização vai muito além de traduzir e ilustrar as verdades. Também vai muito além de adotar a linguagem e as convenções sociais da cultura educada, evitando certos tabus culturais. A contextualização vai muito além, e os “contextualizadores” hoje estão tentando adaptar o conteúdo da mensagem do evangelho, tanto quanto possível, a visão de mundo de qualquer subcultura que eles vejam como público-alvo. Não só os leões marinhos ou caribus se tornam substituto para as ovelhas; tolerância pós-moderna se torna um substituto aceitável para “amor cristão”.

Para resumir – a idéia não é deixar a mensagem da cruz e toda a ofensa da Verdade de Deus para o homem natural mais clara. Porque ficaria até mais claramente ofensiva ao homem natural.

Ouça atentamente o missiólogo típico, ou “plantador” de igreja que defende a ideia da contextualização como a grande descoberta para “salvar” o evangelho da irrelevância, e o que normalmente você vai ouvir é alguém tentando desesperadamente tornar o evangelho mais palatável, agradável e que se encaixe no estilo de vida do público alvo.

O entusiasmo desenfreado sobre esse tipo de "contextualização" mudou drasticamente a estratégia evangelística  - tomando como missão o como a igreja pode assimilar o mundo, tanto quanto possível; e acima de tudo, como parecer legal para o mundo (com todas as suas sub-culturas – do esquimó ao apaixonado por touradas, Vale-tudo, filosofia da tolerância...), para que todos gostem de nós.

Essa realmente é a ideia motriz que está por trás do “pregador sensível” e da abordagem da Igreja Emergente e outras. Essa ideia de “contextualização”  - ajustando o cristianismo ao mundo e seus grupos específicos, crenças existentes, valores, tradições, entretenimento... foi a “contribuição” mais “significativa” das últimas décadas para a estratégia da igreja. O que foi péssimo.

Conseguiu e está conseguindo tornar a igreja e o mundo indistinguível, indistinta na essência da visão de qual é o objetivo do evangelho centrado na glória do Deus que é santo, santo, santo. E, francamente, ineficaz como força transformadora, e sim se tornando algo moldado pelo mundo e seus valores.

A mensagem tem de ser comprometida, pois o mundo jamais vai achá-la legal! O homem odeia a verdade por um motivo muito mais profundo do que nosso vocabulário. Jesus foi um homem perfeito. Perfeito em amor e em tudo o mais que se possa imaginar. Por que Ele foi odiado neste mundo? Contextualizou errado? Não usou a linguagem da cultura?

Escute Cristo: “O mundo não vos pode odiar, mas ele me odeia a mim, porquanto dele testifico que as suas obras são más”. - João 7:7

O mundo, a não ser que o homem seja regenerado, não suporta ouvir isso: “dele testifico que as suas obras são más”. Nunca vai achar isso legal!

Quando parecer legal é um objetivo, já nos perdemos e teremos sérios problemas com a mensagem.