sábado, 11 de agosto de 2012

Você conhece Gerhard Herbert Kretschmar? – Seria bom conhecer!


Josemar Bessa



Gerhard Herbert Kretschmar foi morto ao nascer.  Gerhard Herbert Kretschmar foi a primeira pessoa morta por ordem oficial de Adolph Hitler. Ele nasceu cego e com outras deficiências. Ele tinha cinco meses de idade. Ele foi apenas o primeiro, e não  o único.      



Depois disso, Dr. Karl Brandt, médico pessoal de Hitler, criou um registro de crianças com deficiência e um painel de médicos que iriam decidir quem devia viver e quem devia ser morto. Logo adultos com deficiências começaram a ser incluídos. Mais de 200.000 pessoas com deficiência física ou cognitiva seriam mortos entre 1939 e 1945 na Alemanha.


Dr. Karl Brandt


Esta não é uma aberração perdida no meio da história humana, perpetrada por pessoas loucas... Eu li recentemente que a Dinamarca (uma nação extremamente desenvolvida), por exemplo, deseja aprovar uma lei em que até 2030 acabasse com o nascimento de crianças com síndrome de down, simplesmente incentivando o aborto de todas essas crianças. Nos Estados Unidos, a grande maioria dos portadores de síndrome de Down são abortados.
São pessoas que não tem o direito a viver, darão trabalho, atrapalharão a vida, serão um peso para a sociedade... Há alguma diferença com o caso de Gerhard Herbert Kretschmar? Nos EUA há uma média de 3 abortos por minuto, 180 por hora, 4.320 por dia, 30.240 por semana, 1.576.800 abortos por ano. No Brasil a média é de um milhão de abortos por ano. Nenhum regime bárbaro matou tantas pessoas assim. A violência e quantidade de assassinato nas grandes cidades sequer se aproximam  de índices como esses. Se pensarmos que o aborto nos EUA é apenas 3% dos obortos no mundo, temos a dimensão da matança generalizada.

Designados como bocas inúteis - mereciam morrer segundo  o nazismo.


Esses abortos acontecem por qualquer motivo, os mais fúteis. Mesmo matar Gerhard Herbert Kretschmar por ter nascido cego e deficiente é uma barbárie sem qualquer justificativa, mas toda essa matança extrapola motivos assim.
Hoje em dia, nos EUA, por exemplo, é comum abortar um dos gêmeos saudáveis no útero. Os casais pensam ( se podemos chamar isso de pensar ) nas despesas financeiras, dificuldades físicas para conceber filhos, suas carreiras... e então através de intervenção médica estão escolhendo voluntariamente matar um dos seus gêmeos saudáveis.


O “The New York Times” olhando esta questão diz que os motivos alegados frequentemente são dois:

1)   Eu não planejei ter filhos gêmeos, e

2)   Eu não quero suportar o sofrimento e as dificuldades que filhos gêmeos trariam.

Outros disseram que sabendo que o filho terá uma deficiência ou anomalia, não gostariam de criar alguém assim. Que isso afetaria seu estilo de vida, traria dor emocional...

No fundo não há nenhuma diferença em matar uma criança deficiente e uma criança sem deficiência. Pois Deus não estabelece o valor da vida nesses termos. Toda vida é valorizada em todas as circunstâncias.


Em todo o mundo nós chegamos a cada ano a marca inacreditável de 52.560.000 de abortos. Mais de 50 milhões de vidas. Em um ano apenas abortos ceifam o mesmo número de vidas que a maior guerra que a humanidade já viu levou 6 anos para matar. Perto disso, todos os outros índices de assassinatos são pífios. Gente que brada e protesta por direitos humanos defende a legalidade desses assassinatos em massa. Nada pode ser mais hipócrita.


Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça.
Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis;
Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvanecera.m, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos”.         

                                                
                                           Romanos 1:17-22

Fonte:http://www.josemarbessa.com/2012/08/voce-conhece-gerhard-herbert-kretschmar.html                                                                                                          

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O que tenho confessado?



Vivemos num mundo no qual a palavra de um homem tem cada vez menos valor. Cada vez mais acreditamos menos no que um homem diz. Porque? Por causa da mentira que está cada vez mais presente na boca dos homens. Sim, a mentira virou algo normal, algo totalmente aceito pela sociedade, principalmente se a intenção por trás dela é positiva (pelo menos é o que dizem). Mas o que Jesus nos ensina é que o Diabo é o pai da mentira (João 8:44). Por isso, a boca do cristão só tem lugar para a verdade. Mas ao contrário do que está ocorrendo na sociedade, Deus sempre deu muito valor à nossa palavra. Esaú vendeu a benção da primogenitura através de acordo verbal (Gênesis 25:33) firmado com seu irmão e homologado por Deus. Deus dá muito valor às nossas palavras, afinal o que sai da nossa boca é um reflexo do que está em nosso coração:  
"O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca." Lucas 6:45
E se nós lermos Provérbios, aprenderemos muitas lições importantes sobre o que devemos falar. Entre essas lições, aprendemos que a vida e a morte estão no poder da língua. Ou seja, com nossa língua podemos determinar a vida ou a morte. E nós comemos o fruto daquilo que falamos.
"A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto." - Provérbios 18:21
Por isso a palavra nos ensina a usar nossa boca com sabedoria (Provérbios 21:23, Provérbios 31:26,...) e que devemos guardar a palavra de Deus no nosso coração (Salmos 119:11). Dessa forma, evitamos de pecar contra o Senhor e, como consequência, nossa boca falará apenas daquilo que agrada a Deus, pois nosso coração estará cheio do que agrada a Ele: a sua própria palavra. 
"Mas que diz? A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos, a saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvoVisto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvaçãoPorque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido." Romanos 10:8-11
O desejo de Deus é que a Sua palavra esteja junto de nós, na nossa boca e no nosso coração. E que a nossa boca confesse ao Senhor Jesus, crendo em nossos corações, para que sejamos salvos (pois não é suficiente confessar apenas "da boca para fora", sem crer realmente em nossos corações). Jesus disse que quem o confessar diante dos homens, Ele mesmo o confessará diante de Deus (Mateus 10:32).

A palavra confessar (do grego original homologéō) tem o sentido de dizer a mesma conclusão; concordar; professar uma completa concordância, estar alinhado com. Quando nós confessamos a palavra de Deus, nós estamos concordando com Deus. Nós estamos nos alinhando a Deus e à sua vontade. Nós estamos dizendo o mesmo que Ele, estamos falando a Sua língua. Observe também que essa palavra grega também é traduzida para o português como homologar. Quando nós confessamos a palavra de Deus, Ele homologa (aprova, confirma) nos céus o que nós dizemos. Quando cremos no nosso coração e confessamos a Jesus Cristo como nosso único e suficiente salvador, Deus homologa a nossa salvação em Cristo, pois nossa justificação não vem de nós mesmos, mas unicamente de Cristo. E o mesmo se aplica às demais bençãos que o Senhor nos prometeu pela Sua palavra. Quando nós cremos na palavra de Deus em nosso coração, e confessamos com a nossa boca a Sua palavra e a nossa fé que está firmada em Deus, Ele homologa (aprova, confirma) as suas promessas em nossa vida.

Para finalizar, gostaria de deixar algumas perguntas para refletirmos sobre o que temos confessado com a nossa boca. Será que as minhas palavras estão em conformidade com a palavra de Deus? Minhas palavras tem sido de murmuração (lamento e reclamação) ou de louvor a Deus (dando a Ele a glória, honra e louvor, mesmo em meio às lutas)? Minhas palavras tem sido de mentira ou de verdade? Minhas palavras tem sido de desconfiança (ou medo) em relação à minha sorte, ou tenho confessado a minha inteira confiança em Deus e no que Ele tem reservado para mim (pois todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus - Romanos 8:28)? Minhas palavras tem sido de ódio, ou de amor ao próximo como Jesus nos ensinou? Minhas palavras tem confessado as minhas fraquezas, ou a força que eu tenho em Cristo Jesus? Minhas palavras tem confessado a minha incapacidade diante das lutas, ou a força que nós temos no nosso Deus Todo-Poderoso? Minhas palavras tem confessado que eu sou pecador, ou que eu sou justificado pelo sangue do Cordeiro e uma nova criatura em Cristo Jesus?
"Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome." Hebreus 13:15

Fonte:http://voltemosapalavradedeus.blogspot.com.br/

sábado, 4 de agosto de 2012

Encontrando Jesus nas Festas do Antigo Testamento


John R. Sittema

O pecado padrão da raça humana é colocarmos a nós mesmos em primeiro lugar. "É tudo a respeito de mim!" foi um slogan engraçado que vi numa camiseta. E se tornou agora a maneira de viver. A menos que pregadores e mestres da Bíblia sejam cuidadosos, a maneira como lidamos com a Escritura pode realmente alimentar esta besta. Apressamo-nos à aplicação, consumidos por esta pergunta: "Como isto é relevante para mim?"

No entanto, a Bíblia é teocêntrica, e não antropocêntrica. Ela está mais interessada em delinear os caminhos de Deus - seu caráter, propósitos e plano redentor cósmico ("Porque Deus amou o mundo de tal maneira") do que em dar aos crentes modernos estímulos que edificarão o caráter ("Seja corajosos como Daniel; lidere como Neemias; com a fé de Abraão").

Temos de começar por lembrar a narrativa abrangente da Escritura. A Bíblia é notável: 66 livros, dezenas de autores humanos, 1.500 anos de elaboração, vários tipos de literatura. Mas sua grande diversidade é mantida em união por um fio dourado, uma narrativa singular em três movimentos - criação, queda e redenção. Esta narrativa estabelece o contexto histórico crucial para a vinda de Jesus Cristo. Este contexto histórico apresenta caracteres, estabelece relações e define palavras-chave. Neste caso, o Antigo Testamento apresenta Jesus, define sua obra como Messias e estabelece a estrutura teológica para entendermos a redenção de Deus. Uma breve consideração de duas festas do Antigo Testamento é ilustrativa. A primeira festa é a Páscoa, a festa familiar que se baseava no êxodo. Algumas de suas características (o anjo da morte, sangue nas ombreiras, uma refeição comida às pressas) são partes bem conhecidas da história. O importante é que todas elas são sombras do Cristo vindouro.

Jesus ministrou em um contexto judaico, observando a Páscoa com seus discípulos. Mas ele se esforçou por mostrar que os costumes eram mais do que contexto; eles o definiam.

A Torá exigia que cordeiros selecionados fossem colocados à exposição pública durante quatro dias (Êx 12.3-6), para certificar-se de que eram imaculados. Jesus, depois da entrada triunfal, se apresentou a si mesmo no templo durante aquele período exato, para cumprir aquele mesmo propósito. Ele se submeteu às provas realizadas pelos fariseus, herodianos, saduceus e escribas (Mc 12.13), foi julgado diante do Sinédrio e de Pilatos e comprovou ser imaculado.

"Este é o meu corpo" e "este cálice é a nova aliança no meu sangue" são as sentenças-chave da Ceia do Senhor, mas foram proferidas durante o Sêder Pascal. Os alimentos - e o verdadeiro êxodo - se acham em Jesus.

A Páscoa era tanto uma festa familiar como comunitária. O cordeiro escolhido "para a nação" era amarrado num poste no pátio do templo às 9h da manhã, no dia da Páscoa, e imolado publicamente às 3h da tarde. Assim também aconteceu com nosso Senhor - pregado na cruz às 9h da manhã, ele morreu às 3h da tarde, assim como o animal de quatro patas morria em liturgia que concluía: "Está terminado!"

Por que esses detalhes são importantes? Porque o âmago da morte de Jesus - em contrário à teologia popular egoísta - não é meramente quanta dor física ele suportou por mim. Antes, é o que Deus realizou por meio da morte de Jesus. A resposta se acha nas figuras envolvidas na Páscoa. A história da Páscoa (Êx 12.2) começa com estas estranhas palavras: "Este mês vos será... o primeiro mês do ano". Com a Páscoa, Deus reformula o calendário dos judeus. A antiga vida deles como escravos estava acabando, uma nova vida como filhos, começando. A morte de Jesus anunciou o mesmo, mas em uma escala muito maior. Paulo declara: "Fomos unidos com ele na semelhança da sua morte" (Rm 6.5). Mas ele também exulta: "Tragada foi a morte pela vitória" (1 Co 15.54). A morte com um "M" maiúsculo - não somente a morte física pessoal, mas o reino devastador do pecado sobre o mundo do primeiro Adão (Rm 5.12-21) - foi vencido na cruz de Cristo.

Se o reino da morte foi vencido na cruz, onde surge o novo? Surge na ressurreição de Jesus na Festa das Primícias. As origens desta festa do Antigo Testamento eram agrícolas: os primeiros feixes eram trazidos ao tabernáculo para compartilhar a bondade de Deus com os pobres e estrangeiros. Mas a festa sempre inclinava Israel o olhar para frente, anunciando o dia em que toda a vida seria novamente "muito boa", como antes havia sido.

Paulo usa a linguagem de festa para explicar isto (1 Co 15.20). Visto que a morte de Jesus venceu a morte, também, como segundo Adão, a sua ressurreição fez surgir uma nova criação, um reino de graça (Rm 5.21). Cristo é as "primícias" deste novo mundo. Ressuscitados com ele, nós, "que temos as primícias do Espírito" (Rm 8.23), também somos as primícias da nova criação (Tg 1.18).

Portanto, a Festa das Primícias, do Antigo Testamento, é a base de uma escatologia vigorosa e prática do Novo Testamento (uma visão da era por vir).

Estes são apenas dois exemplos breves; há várias outras festas, inúmeras práticas do templo e narrativas históricas que servem para anunciar a redenção que viria em Jesus. Um evangelho moldado pela rica história do Antigo Testamento é evangelicamente muito mais convincente, porque honra a unidade coerente da Escritura. E esse evangelho produz discípulos que têm uma autoimagem mais saudável: eles resistem ao pecado padrão de colocar a si mesmos em primeiro lugar e aprendem a negar a si mesmos e seguir a Jesus.



Dr. John R. Sittema é o pastor principal da Christ Church em Jacksonville (Flórida) e professor adjunto de estudos ministeriais no Mid-America Reformed Seminary, em Dyer (Indiana). Ele é o autor de Meeting Jesus at the Feast: Israel' Festivals and the Gospel.



www.ligonier.org



Fonte: Ligonier Ministries
Tradução: Francisco Wellington Ferreira


Via: http://www.editorafiel.com.br/artigos_detalhes.php?id=405

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Qual é a tua motivação para a santidade?

Josemar Bessa


Temos que ser sinceros e admitir que muitas vezes os motivos que temos para lidar com o pecado em nossas vidas são inadequados, insuficientes...         


O que está faltando?


Paulo em Colossenses 3 diz: “Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra” – ( Colossenses 3:2 ) – Se pensamos que tudo que está envolvido aqui é atividade mental, estamos enganados. A palavra usada por Paulo aqui envolve tanto o intelecto como as afeições do coração. Ou seja, o que Paulo está dizendo é que deve haver uma reorientação total da vontade pelo poder da graça de Deus em nós.        


Como Thomas Chalmers (1780-1847) disse: “A única maneira de desapropriar do coração um afeto antigo, é o poder expulsivo de um novo afeto”. Então Paulo diz – “Pensai nas coisas de cima” – Que coisas? Por que fixar a mente aí. Ele diz: “Por que vós morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus” -  Essa é a razão! Porque é ali que Cristo está, e agora estamos eternamente unidos a Ele.


Devemos fixar nossas afeições nas coisas do alto porque é aí que Cristo é, e estamos unidos a ele.


Paulo está dizendo que todos os nossos afetos devem ser definidos agora pelo próprio Cristo. Esse é o poder para a vida de santidade. Encher nossas mentes e corações com as glórias de quem Cristo é, o que Ele realizou por nós e tudo que ele comprou para nós, os eleitos. Só quando esse tipo de mentalidade nos domina, experimentamos o que Thomas Chalmers chamou de  “o poder expulsivo de um novo afeto.”


Olhe para Moisés. Sinceramente, ele tinha tudo. Era neto do homem mais poderoso do mundo. Desfrutava de riquezas que nós temos que nos esforçar para imaginar. Tinha acesso ilimitado aos haréns do Egito – Podia desfrutar de uma vida sexual sem limites. Tudo era grande e ilimitado para ele em sua juventude...    

Mas a Bíblia diz que ele preferiu “ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado; Tendo por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa” - Hebreus 11:25-26

Onde estava a sua força? Como ele fez essa escolha difícil? A Bíblia diz:“Tendo por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa. Pela fé deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como vendo o invisível.”Hebreus 11:26-27

A maior satisfação em Deus suplantou qualquer coisa que deixaria para trás no Egito. Esse poder libertou Moisés dos prazeres inferiores que ele deixou para trás.

Este é o único caminho verdadeiro para a Santidade. O poder expulsivo de um novo afeto.

sábado, 28 de julho de 2012

Fé x Dúvida


 

São incríveis as promessas de Deus em relação à fé e, por isso, esse assunto me fascina. Para começar a falar de fé, precisamos entender a sua definição à luz da palavra:     
"Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem." Hebreus 11:1
A fé é um fundamento firme. Uma base sólida que sustenta uma esperança. Essa base é tão sólida que ela, por si mesmo, é suficiente para provar as coisas que ainda não se vêem, mas que são esperadas. E a nossa fé só pode ser assim tão firme se estiver firmada em algo imutável: Deus e a sua palavra. Deus não muda (Malaquias 3:6a, Tiago 1:17b) e a sua palavra também não. Jesus deixou isso claro:   
"Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar." Lucas 21:33
Se a nossa fé estiver firmada em Deus e na sua palavra, então a nossa fé será um firme fundamento. A partir desse momento podemos esperar coisas que não vemos, mas que são promessas de Deus para nós na sua palavra. Ou seja, se a palavra de Deus nos promete algo, mesmo que nós ainda não consigamos ver (nem sentir), podemos estar seguros de que a promessa se cumprirá, pois fiel é quem nos prometeu (Hebreus 10:23). Como então podemos fortalecer a nossa fé? Nossa fé é fortalecida pela palavra de Deus:
"De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus." Romanos 10:17
Nossa fé não pode depender das circunstâncias que nos rodeiam, mas única e exclusivamente da palavra de Deus. Isso quer dizer que o mundo pode desabar ao meu lado, mas eu estarei firme no Senhor. "Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam" (Salmos 23:4). Ao ouvir, ler, meditar, e aprofundar mais e mais no conhecimento de Deus e da sua palavra, podemos  fortalecer a nossa fé. E quando conhecemos as promessas de Deus e tomamos posse delas pela fé, crendo que realmente são para nós (sem duvidar), então Deus tem prazer em confirmá-las na nossa vida. Porque Deus se agrada de ver a fé em nossos corações.
"Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam." Hebreus 11:6
Deus é recompensador daqueles que o buscam. Creia nisso! Busque a Deus com fé e Ele te recompensará. Se nós o buscamos com fé, e depositamos todas as nossas confianças no poder dEle, a despeito das circunstâncias que nos cercam, então Ele se agrada de nós e nos atende. Quando Jesus falou sobre a fé, ele deixou claro a importância de não duvidar, mas crer naquilo que pedimos.
"E Jesus, respondendo, disse-lhes: Tende fé em DeusPorque em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feitoPor isso vos digo que todas as coisas que pedirdes, orando,crede receber, e tê-las-eis."  - Marcos 11:22-24
Essa fala de Jesus foi logo após o momento em que os discípulos ficaram espantados ao ver que a figueira que Jesus amaldiçoou tinha se secado. O interessante dessa passagem é que quando Jesus disse "Nunca mais coma alguém fruto de ti" (em Marcos 11:14), nem Jesus nem os discípulos viram imediatamente a figueira se secando. Mas com certeza Jesus não duvidou. Não surgiu nenhum questionamento no coração de Jesus do tipo: Anda, seca logo. Eu te amaldiçoei! Será que Deus não ouviu a minha oração?. Depois de um tempo quando eles passaram novamente naquele lugar e notaram que a figueira tinha se secado desde as raízes. Essa é uma lição importante: Nem sempre tudo que pedimos é respondido imediatamente. Mas se no nosso coração permanecer a fé firme em Deus e na sua palavra, e se no nosso coração não houver nenhuma dúvida em relação à fidelidade de Deus, podemos estar seguros de que Ele cumprirá a sua promessa.

Em Mateus 14:28-31, a bíblia nos relata que Pedro andou por sobre as águas como Jesus. Isso foi incrível! Algo impossível para um homem natural. Mas esse milagre foi interrompido quando ele teve medo: 
"Mas, sentindo o vento forte, teve medo; e, começando a ir para o fundo, clamou, dizendo: Senhor, salva-me!" Mateus 14:30
E Jesus, depois de salvá-lo, o repreendeu dizendo: "homem de pouca fé, por que duvidaste?". O medo é consequência da dúvida no poder de Deus. Se o medo ou a dúvida entram no seu coração, a fé sai no mesmo instante (pois elas são mutuamente exclusivas). E sem fé, a condição da promessa de Deus de atender a nossa oração é quebrada.

No primeiro capítulo de Tiago aprendemos novamente que a fé e a ausência da dúvida são requisitos quando queremos pedir algo a Deus:
"E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada. Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte. Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa." Tiago 1:5-7 
Não pensemos nós que vamos alcançar algo do Senhor se pedirmos e, ao mesmo tempo em nosso coração, duvidarmos do poder de Deus para nos conceder nosso pedido. Muitos cristãos deixam de receber muitas bençãos porque pedem algo a Deus, mas duvidam do poder de Deus em seus corações. Às vezes acham até que são tão falhos que nem Deus é capaz de transformá-los e abençoá-los, simplesmente porque não merecem. Como se alguém fosse merecedor de alguma coisa (se não fosse a graça de Deus, nenhum ser humano se salvaria). Você prefere crer mais no poder do adversário de te fazer tropeçar, ou no poder do nosso Deus Todo-Poderoso de nos transformar, nos sustentar na sua presença, e nos conceder aquilo que pedimos conforme a sua palavra?


Em Mateus 13:58 vemos uma situação em que Jesus não pôde operar muitas maravilhas por causa da incredulidade das pessoas. E antes de ressuscitar Lázaro, Ele deixou claro para Marta e Maria que elas precisavam crer para ver o milagre de Deus.
"Disse-lhe Jesus: Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus?" João 11:40
Já vi um pregador dizer a seguinte verdade bíblica: "No mundo as pessoas tem que ver para crer. No reino de Deus as pessoas tem que crer para ver". Jesus nos ensinou o segredo para vermos a operação de Deus na nossa vida: a fé. Quantas vezes Ele disse para as pessoas que queriam um milagre: "Vai, a tua fé te salvou"? Jesus operava a salvação e os milagres nas pessoas apenas quando havia fé em seus corações.

Meu amigo, qual é a luta que você tem enfrentado atualmente? Deus é benigno e grande em misericórdia. Creia em Deus, descanse na Sua palavra, e desfrute da vitória que Ele tem para a sua vida. Agradeça a Deus pelo que Ele já prometeu que fará por você. E descanse na promessa de Deus, certo de que ela se cumprirá (sem duvidar). Aja por fé e não por vista! Creia no milagre firmado na palavra de Deus e veja o milagre de Deus ocorrendo na sua vida.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Um amor fixo, constante e imutável!



Com que outro assunto podemos comparar ao amor de Deus? Que outro assunto deveria ocupar a maior parte do tempo em nossas mentes finitas? Que outro tema é tão cheio de maravilhas?


Deus amando o seu povo.

O infinito amando o finito.

O Criador amando a sua criatura.

O Deus Altíssimo amar um verme.

O Santo amando o profano.

O Soberano amando um  rebelde.



O Deus eterno colocando inimigos em Seu Filho Amado e nEle os abençoando, salvando e amando com amor infinito.

Deus amou o seu povo primeiro. Esse amor não era uma resposta a algo externo, Deus não foi amado primeiro, Deus não foi desejado – Nós o amamos “porque Ele nos amou primeiro”. Ele amou seu Povo “antes dos tempos eternos”. Deus pode dizer com propriedade: “Eu te amei com um amor eterno”

Esse amor foi fixada na eternidade, e fixo permanece. Ele não cresce ou diminui, ele é perfeito e agora flui livremente sobre seu povo. Deus provou de diversas maneiras esse amor, mas como Ele ama? Que mistérios estão neste amor sem causa externa? Isso Ele não diz. Ele assegura de que não é por qualquer coisa que haja neles, ou que eles tenham feito – pois tudo o que fizeram foi pecar e se opor a Ele obstinadamente. De fato Ele ama gratuitamente. Nenhuma criatura, que só merece sua ira, pode reivindicar ser amada por Ele.


Seu amor está além de toda expressão. Como é impossível conceber a grandeza do amor de Deus, é impossível expressar o que não se pode conceber. Vasto como a eternidade, infinito como a natureza divina. Os objetos do Seu amor jamais deixarão se sê-lo: “Quem nos separará do amor de Cristo?” (Rm 8.35).


Seu amor é eterno em sua duração. Fixado para sempre. Tendo amado os seus – ele os ama até o “fim” – Nenhum objeto do seu amor JAMAIS se perde. Ninguém que Ele ama com um amor eterno jamais perecerá. Ele “nos guardará de tropeçar”, como diz Judas – diz mais: “Aquele que é poderoso para nos impedir de tropeças...” – Estamos guardados em seu poder. Ele é um esconderijo inexpugnável, o Esconderijo do Altíssimo. Ele nos guarda por meio do seu poder que nos confere fé que não morre.

O amor de Deus é doce e todo-poderosa, e triunfa sobre todos os seus eleitos. Deus é amado por eles - porque ele ama. O doce poder do seu amor, como exibido no dom de seu Filho, e como derramado no coração pelo seu Espírito – conquista e chama eficazmente, e nós o amamos - mas nunca sentimos como se o amássemos o suficiente.

Que possamos sentir mais poderosamente esse amor!
Que possamos ter um coração mais constante no deleite desse amor e no amar o Amado de nossa alma.
Que nosso temperamento manifeste o encanto desse amor.
Que toda nossa comunicação com nossos semelhantes ilustrem o coração cativado por este amor que nos alcançou.

Que   mundo saiba:

Nada vai me fazer feliz - só este amor.

Nada vai me fazer santo - só este amor.

Nada vai me dar força e energia para o serviço - só este amor.

Se eu perceber que Deus me ama, me ama infinitamente, me ama eternamente - então eu posso fazer qualquer coisa para Deus, eu posso sofrer qualquer coisa, que as Mãos de amor determinaram.

O amor de Deus pelos eleitos é como. . .
luz nas trevas,
o maná no deserto e
uma canção doce no meio da noite.

O amor de Deus pelos eleitos é. . .
alegria na tristeza,
consolo no sofrimento e
vida no meio da morte.    

O amor de Deus por mim vai me fazer feliz em qualquer lugar, satisfeito sem nada, e levantar-me acima das circunstâncias mais difíceis da vida.

Minha oração por você é a mesma de Paulo:

“Por causa disto me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome, Para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais corroborados com poder pelo seu Espírito no homem interior; Para que Cristo habite pela fé nos vossos corações; a fim de, estando arraigados e fundados em amor, Poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, E conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus”. Efésios 3:14-19

Amém!

                              Josemar Bessa

sábado, 21 de julho de 2012

Palavra de Deus: a nossa grande arma


Fonte: Gospel10.com

 

Eu creio que a palavra de Deus é uma das maiores armas (se não a maior) que temos nessa vida. Porque? 
"Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." - Hebreus 4:12     
A palavra de Deus é viva pois seu autor está vivo e é o nosso Deus Todo-Poderoso, que zela pela sua palavra. Quando nós firmamos a nossa vida na Sua palavra, vivendo conforme os seus ensinamentos, podemos estar seguros de que todas as suas promessas irão se cumprir em nossas vidas. 

Quando Jesus foi tentado no deserto, como que ele venceu o diabo? Ele venceu pela palavra de Deus:        
"E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães. Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus." - Mateus 4:3-4
"E disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, E tomar-te-ão nas mãos, Para que nunca tropeces em alguma pedra. Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus." - Mateus 4:6-7
"E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então disse-lhe Jesus:Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás." - Mateus 4:9-10
Observe que o inimigo das nossas almas conhece bem a palavra de Deus e na segunda tentação inclusive a utilizou para tentar fazer Jesus tropeçar. Mas Jesus utilizou a própria palavra para vencê-lo. O segredo para permanecermos firmes no Senhor todos os dias é ler, conhecer, meditar e viver a palavra de Deus. Principalmente a última ação: viver. Pois se não vivermos, de nada adianta conhecer a palavra. Vivendo assim, todas as vezes que formos tentados a nos desviar dos caminhos do Senhor, lembraremos da sua palavra e poderemos dizer não ao pecado e a nós mesmos.
"Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti." - Salmos 119:11
E quando as adversidades dessa vida te cercarem, lembre-se da palavra de Deus. Verifique o que ela diz e aja conforme ela diz que você deve agir. Quando você começar a agir conforme a palavra de Deus, sua vida irá mudar completamente, pois você não agirá mais conforme as circunstâncias, mas agirá conforme a fé na palavra de DeusPorque andamos por fé, e não por vista (2 Coríntios 5:7)Por isso te convido a, a partir de hoje, não agir mais conforme as circunstâncias, mas agir pela fé na palava de Deus. Faça isso e sua vida não será mais a mesma!