sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A toalha cingida ( Parte II )

João capítulo 13: 1-6 "Ora, antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam que estavam no mundo, amou-os até o fim. Durante a ceia, tendo já o diabo posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que traísse a Jesus, sabendo este que o Pai tudo confiara às suas mãos, e que ele viera de Deus, e voltava para Deus, levantou-se da ceia, tirou a vestimenta de cima e, tomando uma toalha cingiu-se com ela. Depois, deitou água na bacia e passou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. Aproximou-se, pois, de Simão Pedro; e este lhe disse: Senhor, tu me lavas os pés a mim?"

João começa sua narrativa fazendo algumas observações deste acontecimento que para nós vale a pena destacar. Primeiro, disse que Jesus já sabia da chegada de sua morte e que Jesus amou os seus, e amou-os até o fim. Falou que este fato se deu durante a ceia. Falou depois da traição e do traidor. Narrou ainda que Jesus sabia que o Pai confiara tudo às suas mãos. Que Ele vinha do Pai e, Ele voltaria para o Pai. Depois narrou a cena que deixou todos ali surpresos, em que Jesus cingindo-se com uma toalha começou a lavar os pés dos discípulos, os seus servos. E no final, João destaca o espanto e indignação de Pedro.

Este post tem como o anterior, a mesma ligação nas relações entre Amo e Servo, mas creio, que se nossa parte fosse entender o que João percebeu ao dizer que Jesus amou os seus, amou-os sem fim seria o bastante. Esta é a observação que João faz do amor que Jesus demonstra quando se ajoelha diante os seus discípulos. Jesus se curva diante do amor pelos seus e, quem não se admira do gesto de amor que Pedro recusa também compreender. Como pode alguém não se render diante de quem se ajoelha! Mas Pedro indaga, e se recusa crer num amor capaz de ir tão longe, pois Jesus amou-os e, conforme o texto, "...amou-os até o fim".

O Amo se ajoelha, pega a toalha com que estava cingido e começa a fazer com as suas mãos o serviço. Deixou o lenço enrolado, quem sabe, sobre a mesa como que dizendo: Eu terminei! E começa a se envolver na missão de servir. Jesus agora se envolve de amor e não foi com a toalha apenas, foi com seu amor que Ele envolve os pés dos seus servos e fez isto, logo durante a ceia. Antes da ceia é que se lava como era a tradição, mas Ele veio para quebrar as tradições. Levanta-se, e o que a religião tem de mais arraigado, de mais a-pe-gado, o Senhor começava remover. Tira dos pés o que ficou agarrado do passado, ficou para trás o pó, a poeira que a tradição quer impor a todo custo, um preço que ninguém pode pagar, pois:  Só o amor resgata, e assim, de joelhos... O Amo agora pega uma toalha e não há um meio de escapar daquelas mãos que envolve a todos com o seu amor. O amor que deixa as pe-gadas, na toalha cingida com o seu amor...

Ninguém teve a coragem de se defender daquela atitude tão inesperada de Jesus, senão Pedro, que moveu-se quem sabe de compaixão ao ver o seu Mestre naquela posição. Uma atitude de submissão onde, quem se curva é o Amo diante do seu Servo. Depois Jesus disse: "Eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também." Verso 15. Estava estabelecido agora a doutrina do amor e a toalha que estava cingindo a sua cintura foi apenas um pretexto, para começar a falar da sua intenção de ensinar dando o exemplo. N'Ele estava a missão de realizar aquele serviço que começava ali para se concretizar lá no Calvário, onde os cravos rasgariam o propósito do Pai em suas mãos. No mesmo capítulo, verso 34 disse ainda Jesus: "Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim com eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros". Depois no verso 35, Jesus disse que as características dos seus Servos seriam estas: "Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros".

Jesus veio cumprir sua missão que foi realizado com suas mãos. Quebrou todos os dogmas que uma tradição poderia impor. O Senhor deixou em nós suas marcas, não como a dos cravos que penetraram suas mãos, mas aquelas que trazem o selo de que o amor é o único mandamento possível, para ser praticado. E na sua volta, deseja encontrar essas marcas que são as únicas características daquele que ama o seu irmão. Porque quem ama, se dobra diante do irmão e estende suas mãos em favor de suas necessidades. Porque foi assim que Deus estendeu as suas para nós. Que adianta cumprir a tradição em detrimento da misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o juízo e quem não deseja o julgamento pratica o amor, oferecendo esta misericórdia por quem espera dela. A misericórdia enche as mãos de quem espera amor e quem deseja amar deve cumprir o mandamento que é de Deus.

O amor de Deus envolve e se cinge de Graça, pela causa do irmão, que necessita ser amado, acolhido e cingido com a misericórdia e a bondade de Jesus. Ele usou das coisas simples da tradição para falar de amor. A toalha foi só um subterfúgio seu, não é como o misticismo que a religião insiste em criar para se esconder, com o único despropósito de servir. Em I João 4:20 lemos: "Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê". O lenço enrolado ou a toalha cingida não é uma mística simbologia que nos faça lembrar o que Jesus fez por nós. Para nós o suficiente é compreender o que vimos na sua Palavra, que Pedro e o outro discípulo não entenderam naquela hora quando entraram no sepulcro. A mensagem que Deus deixou, só poderia ser compreendido no Calvário, quando o seu maior amor se manifestou na morte do Seu Unigénito. A vontade do Pai foi que Jesus pudesse dizer com a sua ressurreição, está terminado!

Neste segundo post, o convite ao serviço foi a mensagem deixada para nós, como uma lição de amor ao irmão. E pensamos com isto, que a respeito dessa imagem reflectida então na nossa lembrança, seria que certamente:  A toalha cingida não era só um dis-farce para falar do amor, pois é mesmo no rosto do irmão que se encontra a outra face do amor. 

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A toalha cingida ( Parte I )

Conta a tradição judaica, e é muito interessante analisar, que o lenço tem um significado na relação entre: O Amo e o seu Servo. Porém, entendemos que nosso relato deverá ser resumido com relação às tradições, sabendo que Jesus usou delas para nos ensinar. Queremos nos deter em um outro ponto de vista diferente e porque não dizer bastante diferente desta relação.Vamos analisar o que pode significar a toalha cingida. Mas primeiro vamos a tradição do lenço.

Segundo a tradição judaica, quando o Servo colocava a mesa da ceia do seu Amo, ele fazia sempre procurando ter o cuidado de agradar e fazia precisamente como queria e gostava o seu Amo. A mesa seria servida e logo após o Servo ficaria do lado de fora esperando, longe da visão do seu Amo. O Servo não poderia entrar em sua presença e nem tocar na mesa sem que o Amo tivesse terminado sua refeição. Logo, o lenço por certo deveria estar à mesa, ao lado do prato.

Caso o Amo tivesse terminado a sua refeição, ele então se levantava e se limpava com este lenço. Primeiro as suas mãos, depois a sua boca, sua barba e logo após ele enrolaria aquele lenço deixando-o sobre a mesa. Assim, o Servo vendo que o lenço estava enrolado poderia entrar para fazer o seu serviço de tirar a mesa. Se o Amo porém, levantando-se, ao invés de enrolar o lenço, ele deixasse aquele lenço dobrado ao lado do prato, estaria dizendo que voltaria depois, e o Servo não poderia diante disto, nem tocar na mesa.

Conclui-se, que se o lenço estivesse enrolado, significava: EU TERMINEI! E se o lenço estivesse dobrado estaria significando: EU VOLTAREI! Isto foi o que nós pudemos apurar das informações que nos foram enviadas, com outros detalhes. Nós não temos a intenção de discutir o mérito das tradições, mas, queremos tirar algo que julgamos ser útil para nosso crescimento.

A apologia ao lenço, que nos foi enviada, fica Em João 20: 3-9. "Então, Pedro saiu com o outro discípulo e foram ao sepulcro. E, abaixando-se, viu no chão os lençóis, todavia não entrou. Chegou pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro, e viu no chão os lençóis (e que o lenço que tinha estado sobre a sua cabeça não estava com os lençóis, mas enrolado, num lugar à parte.) Então, entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e creu. Porque ainda não sabiam a Escritura, que diz que era necessário que ressuscitasse dos mortos". Entre parêntesis, destacamos o verso sete, que relata o detalhe do lenço dobrado ou enrolado.

Receando fazer uma interpretação equivocada deste verso sete, contamos com a ajuda de uns colaboradores e fomos em busca do texto original no grego. Achamos o seguinte: O verbo enrolar tem sua base nos termo grego entulissó. Este verbo que achamos na passagem de João 20:7, é o mesmo que encontramos em outras duas passagens distintas e estão em Mateus 27:59 e Lucas 23:53. Estas duas, trazem o termo enetulixen, ambas se referindo àquele ato em que José de Arimatéia envolve, ou enrola Jesus num lençol, após a sua crucificação. Este foi o mesmo lençol com que o Senhor foi levado ao sepulcro para ser sepultado.

No texto de João 20: 7, entetuligmenon porém, é o termo grego usado, que tem sua base também no mesmo verbo que os outros dois textos já citados, cuja base é também entulissó. Mas, destacamos que o verbo usado aqui, vem acrescido do termo grego keimenon que reforça o sentido de que o lenço estava enrolado, em um outro lugar diferente dos lençóis. keimenon tem sua base no verbo keimai que é entendido por, colocado em algum lugar. Para não aumentar muito esta matéria, não julgamos ser de importância citar o tempo do verbo, pois a nossa análise vai se deter apenas na essência que a mensagem traz.

Ressaltamos que em nenhuma outra passagem do Novo Testamento este verbo foi usado desta forma. Portanto, a Versão Revista e Corrigida de João Ferreira de Almeida, é mais fiel ao texto e esclarece:  ...Mas enrolado, num lugar à parte. Este é o final do verso sete.

A afirmação que o Amo faz quando se levanta da mesa, assim que termina sua ceia deixando o lenço enrolado é realmente: Eu terminei! Mas, como nosso tema será mesmo a toalha cingida, vamos ver o que ela tem para servir de lição para nós. Antes, porém, queremos dar a definição do termo grego no original para o verbo cingir. O termo grego diezôsen significa, cingiu-se. O termo grego diezôsmenos, significa, estava cingido. Esses dois termos gregos tem sua base no termo grego diazonnumi, que é traduzido pelo verbo cingir. Cremos que o melhor sentido de cingir, será definido como envolver para nossa melhor aplicação. O tempo do verbo também aqui não será interessante para nós, pois não é do nosso desejo fazer nenhum teologismo, basta-nos a simplicidade da Palavra de Deus. Na parte II deste post, veremos o que a toalha cingida tem para mostrar...

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Trocadilho...bem-mineiro

Fui a Minas semana passada,
E convidado, fui num churrasco.
Rolou papo de política,
Pois o momento é de eleição.

Papo vai, papo vem,
Belisca aqui, belisca ali,
É tira gosto que não acaba.
Uns vão nos comes,
Outros com os bebes.

Depois de tanta prosa,
Resolveram fazer pesquisa
Prá saber do resultado,
Da eleição do governador.
- Quem será que vai ganhar ?
Era esta a pergunta!
E cada qual com seu palpite...

Mas quando fui perguntado,
Não me fiz de rogado,
Fui logo então dizendo:
- Estou... com uma dor de barriga,
Acho que meu estômago embrulhou.

Alguns que ali estavam,
Como não me conheciam,
Indagaram bem assim:
- Será... ele-um-Costa ?
- Sim eu sou, respondi,
É este meu sobrenome!
Depois ainda disseram:
- Você não vai se manifestar ?
A pergunta você não respondeu.

Então fui logo falando:
- É que minha barriga dói tanto,
Com problema estomacal
E só posso dizer isto,
Que estou... é-nesta-azia.

- Ei, alguém aí tem um sonrisal ?!

Autores:
Pedro Paulo e José Maria, ambos Costa. "De sobrenome".

Aos meus amigos e irmãos.
Independente de qualquer posicionamento ideológico, político ou religioso, sugiro a todos o vídeo abaixo, reflitam e, utilizando o bom senso e o livre arbítrio que Deus no dá, tomem sua própria decisão a respeito do assunto.

Posicionamento do Pr. Paschoal Piragine Jr sobre as eleições 2010.

domingo, 5 de setembro de 2010

Dá de ti

Dá de ti! Dá de ti quanto puderes:
O talento, a energia, o coração...
Dá de ti para os homens e as mulheres

Como às arvores dão e as fontes dão...
Não somente o sapato que não queres
Ou a roupa que não usas no verão.

Darás sem refletir, sem ser notado,
De modo que ninguém diga: "obrigado"
Não te deva dinheiro ou gratidão.
E com espanto, notarás um dia,
Que viveste fazendo economia,
De talento, energia e coração.

- Giuseppe Charone -


Esta reflexão é para quem descobrir, que recebeu mais do que deu!
Nosso agradecimento a quem nos enviou esta linda mensagem.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Sindrome de Absalão

A SÍNDROME DE ABSALÃO


Uma síndrome é um grupo de sintomas que aparecem juntos. Para que alguém seja caracterizado como portador de determinada síndrome, é preciso que o conjunto de sintomas se apresente, todos, indistintamente nessa pessoa. Ao falar da “síndrome de Absalão”, os que conhecem a Bíblia Sagrada, sem nenhuma dificuldade, lembrar-se-ão do mais perfeito e atlético filho de Davi (2 Sm 14.25).


Um dos primeiros sintomas da síndrome de Absalão aparece quando ele, após ter sua irmã violentada por um de seus irmãos, ele tivesse ressentimento resolve matá-lo de forma covarde (2 Sm 13.22). Veja bem, é perfeitamente normal que os de Amnom, pois fizera algo terrível com sua irmã. O próprio Davi ficou enraivecido com Amnom pelo que ele havia feito (2 Sm 13.21), mas infelizmente, por ser este o seu filho primogênito, acabou não punindo-o. Como o coração de Absalão estava no trono de seu pai e Amnom era quem, por tradição, assumiria, é mais do que claro que sua motivação para assassinar Amnom não foi simplesmente vingar o que este fizera a Tamar (algo que seria, até mesmo pelo contexto, tolerável naquela sociedade), mas eliminar o concorrente. O caso, aparentemente justo pela covardia do incesto de Amnom, foi apenas um pretexto de quem já nutria uma má intenção. Em outras palavras, não foi o que a gente popularmente conhece como “limpar a honra” ou coisa que equivalha, pois nesse caso o cidadão chama o outro para um acerto de contas tête-à-tête, e não fica espreitando de forma covarde para encontrar o melhor momento de atacar. 

Em dois anos, Absalão arquitetou um plano para matar Amnom e no momento oportuno partiu para a sua consecução. Aproveitando-se da fragilidade de Davi que, sem desconfiar da maldade de sua oferta, ainda o abençoou, Absalão insistiu com o rei para que concedesse a ele a honra de poder prestar o seu “favor” a, pelo menos, Amnom. Após relutar na liberação de Amnom, o homem segundo o coração de Deus acabou cedendo, deixando, não apenas Amnom, mas todos os seus filhos irem. Absalão arregimentou os seus servos, dizendo que iria embebedar a vítima e que eles aproveitassem esse momento de vulnerabilidade e que não titubeassem, mas fossem valentes (interessante que o covarde nunca é valente, mas exige isso dos outros) e matassem Amnom. Bem, assim sucedeu e o rei muito se angustiou, chorou e pranteou juntamente com toda a sua casa, mas o covarde Absalão fugiu por três anos.

É interessante como o portador da síndrome de Absalão consegue fazer-se de vítima e arrumar advogados. Absalão conseguiu o apoio de Joabe e este planejou enganar o rei Davi, usando uma mulher para fingir-se. A mulher, muito sagaz, ludibriou Davi com um teatro digno de qualquer drama. Após obter o juramento do rei, inclusive envolvendo Deus, mesmo tendo desmascarado a personagem, Davi honrou sua palavra e mandou trazer de volta a Absalão. Entretanto, mesmo sendo temente a Deus, Davi tinha honradez e brio, e proibiu que o covarde Absalão viesse até a sua presença. Como Absalão agora havia conseguido chegar perto do rei (pois os maldosos querem enfiar-se onde não são chamados para estarem em uma posição em que o bote em sua vítima seja certeiro), depois de dois anos ele queria ser recebido (É assim até no dia de hoje: O elemento apronta e, sem nenhuma vergonha na cara, aparece diante da presença de quem ele prejudicara e de quem ambiciona o cargo, e o cumprimenta como se nada tivesse acontecido). Como Davi não recebia o usurpador (é prudente e legítimo evitar pessoas que não merecem confiança), Absalão logo tratou de procurar o seu “advogado” para ajudá-lo.

Joabe, que ajudara Absalão até ali, agora não queria ir até o fim com sua traição. Após duas convocações do traiçoeiro Absalão, e com a insistente recusa de Joabe, o usurpador mandou atear fogo na roça de Joabe que ficava junto a sua. Esse ato obrigou Joabe a procurar Absalão. Diante do acontecido, Joabe teve de ir a Davi e pedir que o rei recebesse o traidor. Com o perdão do rei, o ambicioso teve toda a oportunidade que queria. Com o habeas corpus obtido do pai, Absalão pôs o seu plano diabólico em prática. Ele arrumou uma equipe de cinquenta asseclas e ficou à beira do caminho da porta da cidade e interpelava as pessoas que dependiam do rei (mas que por alguma razão não eram prontamente atendidas), querendo finalmente àquilo que ele sempre ambicionara: o trono de Israel. Absalão apresentava-se como se fosse o salvador da pátria. Algo que é comum a todo portador da síndrome de Absalão é a petulância de achar-se o solucionador de problemas, o messias. O rei não vê, os ministros não veem, os responsáveis não enxergam, todos são tapados. Somente ele “tem” visão e consegue enxergar problemas. O final da história todos já sabemos: O próprio Joabe é quem teve de dar cabo da vida do usurpador, pois afinal havia sido ele mesmo quem criara todo aquele problema para o rei.





Lendo essa história bíblica, é impossível não fazer um paralelo com o que a gente vê diariamente. E, quando a gente pensa que já viu tudo, que não mais é possível haver superação, quebra de recorde do absurdo ou coisas do gênero, pasmem, existe espaço ainda para as mais sórdidas, estapafúrdias, escalafobéticas, infelizes e covardes posturas. Atitudes que fazem revirar o estômago. Pior é admitir que não existe campo mais propício e favorável à proliferação dessas vilezas, que a religião. No terreno fértil do misticismo e com uma pose de “guardião da lei”, muita gente vai se fazendo e impondo-se por aí.

Há muitos anos, li no Mensageiro da Paz um artigo que dizia o quanto os homens conseguem superar o Diabo na empreitada de “tentar”. Lembrei-me da estória de um sacerdote ascético que isolou em uma caverna um grupo de jovens aspirantes ao serviço religioso no intuito de obrigá-los a jejuar. No outro dia, quando veio apanhá-los, o velho percebeu alguns fragmentos de cascas de ovos espalhados pelo chão. Ao indagá-los acerca da “quebra do jejum”, ouviu a seguinte resposta: “O Diabo tentou-nos, achamos alguns ovos de codorna, os cozinhamos em uma colher aquecida por uma vela e acabamos comendo”. Conta-se que, na mesma hora, o Tentador apareceu e defendeu-se: “Nem eu sabia que dava para cozinhar ovos usando uma colher e uma vela”.

Assim, não tenho dúvida que muito da falta de vergonha e caráter, da diabolicidade das atitudes, dos cinismos disfarçados de espiritualidade, do oportunismo com os deslizes involuntários do próximo e outras demonstrações de torpezas, acontecem com a “relativa autonomia” dos indivíduos para fazerem e arquitetarem o mal. Os elementos conseguem deixar o Tentador com inveja de seus planos maquiavélicos por uma razão muito óbvia e simples: Eles aprendem com o Diabo, mas conseguem superá-lo ao pensar em dimensões que o próprio Tentador não vislumbrou! Provérbios 27.20 acusa a receita do porque desse comportamento.

Ultimando o post, o leitor pode indagar-me: “Mas, afinal, o que é a ‘síndrome de Absalão?’” Ah, já ia esquecendo-me. É querer estar onde não lhe compete. É querer ser o que você não é. É meter-se no que não lhe diz respeito. É aceitar os cordiais cumprimentos do pai (amigo, parente, conhecido, líder, superior, cônjuge) e, no momento seguinte, intentar tomar-lhe o trono, usurpando-lhe o lugar. É fabricar notícias caluniosas e querer demonstrar conhecimento e acesso privilegiado de informações que não lhe cabem. É não ter noção do ridículo e ficar se oferecendo como um pastel que passou o dia todo na estufa e que ninguém por ele interessou-se. É ser pior do que um camaleão e flertar com todo o mundo sem definir-se de que lado está. É provocar alguém que não lhe fez nenhum mal, sabendo que esse alguém não poderá defender-se por forças alheias à sua vontade, tirando disso vantagens pessoais. É não contentar-se com o que tem, possui, e é, mas querer o que não é seu, ambicionar funções que não lhe foram oferecidas (sendo claramente incapaz e não reunindo nenhuma condição para ocupá-las).

O portador da síndrome de Absalão quer passar a imagem de justiceiro, mas como sua intenção nunca é aquela que ele deixa transparecer e suas motivações logo se mostram, muito cedo as pessoas percebem que ele na realidade é um carniceiro. Pensando bem, ele próprio sabe, consigo mesmo, que não passa de um usurpador traiçoeiro, uma raposa ambiciosa que age covardemente. Ele aparentemente quer mostrar serviço, mas esquece que nem todo o mundo é incauto e ingênuo para acreditar em suas ações mesquinhas e rasteiras. Ele esquece que nem todas as pessoas têm a memória curta, pois muitas lembram-se do seu discurso inicial e sabem que ele muda ao sabor da situação, é somente uma questão de valor (“quem dá mais?”), mas o que ele é já está mais do que evidente... Pode ter certeza, muita gente abusada que aparece por aí, não passou por um processo de correção de excessos. Acham-se acima do bem e do mal, pensam que podem dizer tudo que lhes vem à boca e que nada sofrerão. Sua motivação é apenas o inflar-se falando mal dos outros. Como urubus, precisam de algum vestígio de carniça para sobreviver.



Não quero comparar-me a Davi quando fugia de Absalão e recitar o Salmo 3, pois sou totalmente indigno. Todavia, acredito no mesmo Deus que Davi e que Absalão dizia também crer (2 Sm 15.7-9), e sei que o Senhor está contemplando a motivação e as intenções com que cada um age, por isso, diante dEle digo sem medo de errar: Se você identificou algum desses sintomas em sua vida e trajetória, busque a cura rapidamente, pois a epidemia da síndrome megalomaníaca de Absalão está no “ar”, e os próprios “Joabes”, estarão prontos a dar cabo de suas criaturas no momento que eles acharem que elas se tornaram uma ameaça fora do comum. Agora, se você é um Absalão mesmo, não tem jeito, quem deve se cuidar são os “Davis”, pois você nunca mudará! O seu fim será ficar pendurado pela própria cabeça, pela suposta fama, e terminará eliminado por alguém que o ajudou em seus planos diabólicos. Suponhamos que, por Deus ser misericordioso, você consiga dar um golpe de Estado e tome o poder. Serás para sempre um infeliz, viverás enclausurado no próprio castelo de areia que você construiu, contudo, nunca terá a honra, a alegria e o prazer de ocupar o que quer que seja por méritos, chamado, vocação, dom ou benevolência divina, pois terá de conviver com a realidade de sua vileza e sordidez, com sua torpeza e diabolicidade. Coisas com as quais as pessoas que possuem um mínimo de caráter e temor de Deus, jamais conseguiriam sobreviver e, por isso mesmo, esperaram - em Deus - e chegaram ao posto que você ambiciona, porém com uma grande diferença: na vontade e na direção dEle.

Que o Senhor nos ajude.

Autor: Pastor César Moisés Carvalho
Postado em 14/07/10
Fonte: http://marketingparaescoladominical.blogspot.com

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Oração útil

PAI NOSSO


SE EM NOSSAS VIDAS NÃO AGIMOS COMO FILHOS DE "DEUS", RESPEITANDO SEUS PRECEITOS E FECHANDO NOSSOS CORAÇÕES AO AMOR AO PRÓXIMO, AOS ANIMAIS, À NATUREZA, AGREDINDO-OS ATRAVÉS DE ATOS, PALAVRAS E/OU PENSAMENTOS, SERÁ INÚTIL DIZERMOS

PAI NOSSO

SE OS NOSSOS VALORES SÃO REPRESENTADOS POR BENS MATERIAIS, COMO LUXO, RIQUEZA, FAMA... E NÃO OS BENS ESPIRITUAIS, COMO AS BOAS AÇÕES DE SOLIDARIEDADE, AMOR AO PRÓXIMO, SERÁ INÚTIL DIZERMOS

QUE ESTAIS NO CÉU

SE PENSARMOS EM SER CRISTÃOS APENAS POR MEDO DA IRA DE "DEUS", POR SUPERSTIÇÃO OU COMODISMO, DEVEMOS PENSAR SEMPRE QUE: "DEUS" NUNCA FICARIA IRADO CONNOSCO, PORQUE "DEUS" É LUZ E BONDADE E NOS TRATA COMO FILHOS, QUE REALMENTE SOMOS... QUE A SUPERSTIÇÃO NÃO NOS LEVA SEMPRE PARA O MELHOR CAMINHO, E É BEM MELHOR TERMOS "FÉ" E CRERMOS "NELE". NÃO DEVEMOS SER CRISTÃOS POR COMODISMO, PORQUE O COMODISMO NÃO NOS TRAZ COISAS DURADOURAS, SOMENTE AS COISAS QUE CONQUISTAMOS COM TRABALHO E DEDICAÇÃO FICAM PARA SEMPRE CONNOSCO. ASSIM, SERÁ INÚTIL DIZERMOS

SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME

SE ACHARMOS TÃO SEDUTORA A VIDA AQUI, CHEIA DE COISAS SUPÉRFLUAS E FÚTEIS, SE NÃO NOS COMPADECEMOS DE UM IRMÃO QUE ESTÁ SOFRENDO POR ALGUM MOTIVO, NÃO IMPORTA QUAL, SE NÃO SOMOS CAPAZ DE DARMOS A ESSE IRMÃO, AO MENOS UMA PALAVRA DE CONFORTO, SERÁ INÚTIL DIZERMOS

VENHA A NÓS O VOSSO REINO

SE NO FUNDO O QUE NÓS DESEJAMOS MESMO É QUE TODOS OS NOSSOS DESEJOS FÚTEIS SE REALIZEM, SERÁ INÚTIL DIZERMOS

SEJA FEITA A VOSSA VONTADE

SE PREFERIMOS ACUMULAR RIQUEZAS, DESPREZANDO NOSSOS IRMÃOS QUE PASSAM FOME, SERÁ INÚTIL DIZERMOS

O PÃO NOSSO DE CADA DIA DÁ-NOS HOJE

SE NÃO NOS IMPORTAMOS EM FERIRMOS, INJUSTIÇARMOS, OPRIMIRMOS E MAGOARMOS AOS QUE ATRAVESSAM NOSSOS CAMINHOS, SERÁ INÚTIL DIZERMOS

PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS, ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO

SE ESCOLHEMOS SEMPRE O CAMINHO MAIS FÁCIL, QUE NEM SEMPRE É O CAMINHO DE "CRISTO" PORQUE NÃO TEMOS PACIÊNCIA NEM DISPOSIÇÃO PARA VENCERMOS OS EMPECILHOS QUE APARECEM PELA FRENTE, SERÁ INÚTIL DIZERMOS

E NÃO DEIXES CAIR EM TENTAÇÃO

SE POR NOSSA VONTADE PROCURAMOS OS PRAZERES MATERIAIS E TUDO O QUE É PROIBIDO NOS SEDUZ, SERÁ INÚTIL DIZER

LIVRAI-NOS DO MAL

SE SABENDO QUE SOMOS ASSIM, CONTINUAMOS A NOS OMITIR E NADA FAZEMOS PARA NOS MODIFICARMOS, SERÁ INÚTIL DIZERMOS

AMÉM


Este fim de semana esteve nos visitando meus dois irmãos que retornaram hoje cedo para Minas Gerais. O mais velho deu-me de presente um livro evangélico e dois xerox com mensagens, também evangélicas. Essa mensagem foi extraída no seu total conteúdo do primeiro xerox que li. De fato uma contribuição valiosa na construção deste blog, que foi criado para dar suporte a um trabalho social que estamos elaborando. Obrigado meu irmão e agora colaborador, o que nós pedimos ao Senhor é que realmente essa reflexão, possa ser: "ÚTIL PARA NÓS, TODOS OS DIAS".

sábado, 21 de agosto de 2010

Que posso fazer ? ( Parte III )


A história da mulher que quebra o vaso de alabastro e derrama um perfume de nardo puro, sobre a cabeça de Jesus, encerra este tema. Temos a nossa narrativa no Evangelho de Marcos 14:3-10. No entanto, Mateus e João também narram essa mesma passagem, mas com alguns detalhes diferentes, porém, em Marcos temos o detalhe que mais nos interessa neste tema.

Jesus estava em Betânia e sabia que chegava a hora do seu sacrifício, quando de repente surge Maria e quebra aquele vaso com um precioso perfume sobre sua cabeça.  As pessoas presentes ali admiram o gesto que ela faz e alguns com censura, pois era um caríssimo perfume.  Segundo diziam eles, poderia ser vendido por um bom dinheiro, ajudando assim aos pobres. O Senhor então disse: "...Deixai-a; porque a molestais? Ela praticou boa ação para comigo. Porque os pobres, sempre os tendes convosco e, quando quiserdes, podeis fazer-lhes bem, mas a mim nem sempre me tendes"  Marcos 14:6-7. O que ela fez seria contado por todo o mundo para memória sua, onde fosse pregado o evangelho, foi que disse o Senhor Jesus.

As três dimensões da análise que estamos fazendo, se conclui no final do post pois vimos na primeira parte a história vivida por Jeremias, quando ele foi a casa do oleiro e viu o barro sendo formado em vaso.

Na segunda parte, Davi achou uma rachadura em sua vida, e sabemos pela sua história que ele viu a necessidade de um concerto com Deus; um reparo no seu vaso.

Nesta terceira parte Maria quebra totalmente o seu vaso. Derramando ela um precioso perfume sobre a cabeça de Jesus, em razão de sua gratidão a Ele.

É para este gesto de Maria que todo mundo se volta agora, e alguns deles muito indignados; como pôde uma pessoa fazer tão grande desperdício?  Mas ela não teve dúvidas quando viu aquela oportunidade, que no seu entender seria a melhor forma de prestar sua homenagem, àquele que amava, sim!  Jesus era o objetivo único da sua vida e o merecedor de todo apreço que havia em seu gesto. Foi uma ação decisiva e ela não se rendeu diante de seus espectadores. Não pensou se haveria ou não espanto pela sua atitude rompante, de improviso. Aquele gesto não foi um ato impensado, não foi inconsequente. Ela sabia que estava diante de Jesus, o objeto de toda a sua adoração.

Procurando em algumas fontes, descobrimos dois detalhes muito interessantes nesta passagem.  Primeiro que o alabastro é composto de uma argila, ou pó. Esta argila é de uma rocha muito branca e deixa o vaso translúcido, transparente.  Isto é, deixa assim transparecer o que contém no seu interior. Simbolicamente, talvez nós poderíamos afirmar que Maria, queria se declarar ali naquele gesto, ela queria deixar transparente o seu amor maior por Jesus.

O segundo detalhe é o que diz a tradição judaica, que quando uma pessoa quebra um cálice, uma taça, enfim, um vaso, está querendo dizer então publicamente que aquele objeto não será mais usado para aquele propósito.  Isto simbolicamente poderia significar muito bem que ela estava declarando ali que a sua vida não tinha mais razão de ser... De existir.  Na visão que Maria tinha do seu cosmos, era de que a vida simplesmente se encerrava ali.

Para Maria o vaso quebrado não foi apenas com objetivo de derramar o perfume, ela estava afirmando que sua vida estava se iniciando sobre a vida de Jesus.  Viu que naquele gesto deixaria confessado, aquilo que guardava de mais precioso no seu coração, e bem no íntimo. Ela queria declarar publicamente que sua vida perderia a razão se não fosse sobre a vida de Jesus. Na sua cosmo-visão, seu sentimento era a sua expressão do seu amor ao Senhor da sua vida.  Por isto ela quebrou seu vaso, como se quebra um coração diante da irresistivel presença do seu merecedor.  Ela pensou, creio eu talvez, certamente isto:  Ele vai para o Calvário me dar a única chance que eu tenho para viver...

Hoje as igrejas estão cheias de gente preocupadas em prestar um louvor ao Senhor e muitas vezes, fazem um verdadeiro teatro, mas qual será a intenção e o objetivo?  Se for de uma verdadeira adoração, quero estar junto para glorificar ao nosso Deus, com um glória, e um amém!  Mas, nós estamos esquecendo do que é maior, e o mais importante. E o mais importante Jesus destacou nesta passagem que nós iremos ler e conferir. Vamos colocar agora isto em destaque para a nossa reflexão. Jesus pediu, vejamos nos versos que já lemos acima, que eles não molestassem aquela mulher por aquele gesto.  Além de ter sido uma boa ação para com Ele, aquela era a última chance que eles estavam tendo, de poder fazer o mesmo que ela fez; isto mesmo!  E Jesus disse: ...mas amim nem sempre me tendes. 

O que o Senhor queria dizer ficou tão claro e evidente.  Leiamos com atenção agora para entender quais foram as suas palavras no versículo sete: Porque os pobres, sempre tendes convosco e, quando quiserdes, podeis fazer-lhes bem, mas a mim nem sempre me tendes".  Olha só que ensinamento deixou-nos o Senhor para nós.  O amor ao proximo! Jesus estava querendo dizer: "Eu não vou mais estar aqui, mas os necessitados, sim!" Querem tambem quebrar o vaso? Querem fazer uma boa ação?  Então, está na hora! Pois os pobres sempre tendes convosco e são estes os que mais precisam. São estes os que mais precisam ser o objeto do vosso amor. E são os necessitados que precisam ser acolhidos por vós.

No dia do grande julgamento, Jesus disse que vai haver uma separação, uns irão para a direita e outros para a esquerda. Somente as suas ovelhas, ouvirão as suas palavras que estão em Mateus 25:34-40 "Vinde, benditos de meu pai!  Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome, e me deste de comer; tive sede, e me deste de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me. Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar? O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizeste a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes".

Que posso fazer ?  Parece ser esta a pergunta que titulei nos três post e que ficou ainda sem resposta.  Vou dar então uma resposta minha, olhando para dentro da minha vida, com essa oração:  "Ah, meu Senhor me perdoa e me restaura, pois eu sou assim mesmo tão cheio de defeitos, e tão inacabado. Sou um vaso imperfeito e só as tuas misericordias podem ser o meu socorro. Quantas oportunidades eu perdi de fazer o bem aos necessitados, deixando para os outros fazerem. Ah, não sei dizer quantas e quantas vezes eu fui tão omisso. Mas hoje essa causa me comove, e quero ir à luta, por isso te peço, Senhor! Toma o meu coração que ainda é teu, restaura minha vida, e cuida de mim"...